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A Era das Cinco Massas

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Por: Júlio César Anjos Mal sabia Robespierre que ao gritar: “cortem as cabeças” teria como fim a sua também guilhotinada. *** Foi Ortega y Gasset o mestre que conseguiu de forma sapiente observar as agitações populares com objetivos políticos, fazendo, deste modo, até mesmo um livro de grande repercussão chamado: “a rebelião das massas”. Ortega foi um bom observador. Estudou a formação dos movimentos revolucionários e como o homem normal do dia-a-dia transforma-se ao virar um coletivo com entusiasmos iguais aos dos que reivindicam, os seus pares na rua, a algo a ser aglutinado pelo sentimento de pertencimento. Mas o que Gasset não observou foram os surgimentos de outras formações de multidões, conforme as composições de massa que acontece nos países democráticos ocidentais, especialmente no Brasil, de maneira que as articulações em períodos de “pax social” continuam a tornar vivida a pura e simples manifestação, como algo pulsante e que, gruído por paixões, parece que ...

Eu Não Matei Sylvia Plath

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Por: Júlio César Anjos  Assim como a banda Camisa de Vênus “não matou Joana D’arc” [eles não assassinaram a “heroína” porque não são cristãos e nem beligerantes], eu “não matei Sylvia Plath” porque não sou machista nem ignorante.  E mesmo se tivesse tais preceitos, igualmente não teria ceifado a rainha das feminazis. Para quem não sabe, Plath foi precursora da revolução: estudava no Smith College quando escrevia The Feminine Mystique; seu suicídio em 1963 e a publicação de seus últimos e furiosos poemas em Ariel galvanizaram o nascente movimento feminista . Ela foi casada com o escritor Ted Hughes (ele a traiu), que foi atacado pelo grupo de pressão, iniciado pela poetisa, porque atribuíram a morte de Plath ao casamento e a vida sufocante. Nada mais falso, pois a biografia de Plath mostra que ela sempre foi perturbada, tentara se matar antes mesmo de conhecer Hughes, mostrando que a “deusa” das feministas nunca tivera sanidade mental. Mas, deixando o conceito de l...