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Prisão em 2ª Instância: Outra Perspectiva

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Por: Júlio César Anjos A Professora Margarida, de pele branca, encosta a sua palma da mão na palma da mão da sua aluna Beatriz, de pele negra, e pergunta para outro aluno, o Carlos, de pele miscigenada, sobre o que ele estaria vendo. Eis que Carlos responde: “A sua mão, professora, é maior que a da Beatriz”. A resposta poderia ser que a mão da professora é branca e da aluna é negra que também estaria correta a elucidação. Mas as crianças dão outras abordagens de respostas por não ter vícios, o que faz a inocência gerar uma solução mais sensata do que as premissas dos adultos. E é isso que esse texto propõe: dar uma resposta sem vício sobre a questão de segunda instância, pois, este que vos escreve não entende nada de área jurídica. Mas entende de política e as nuances do poder. Primeiro, os fascistas tentaram convencer a população de que se deveria aumentar o número de cadeiras do judiciário. Mas logo o povo entendeu que isso era um golpe estilo Hugo Chaves e rejeitou a ideia....

Descentralização: Novos Distritos Federais

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Por: Júlio César Anjos Muito se comenta sobre a possibilidade de implantação do semipresidencialismo, com uma reforma política que abranja pela instauração de distritais, para que os parlamentares possam ser eleitos pelas suas jurisdições eleitorais. A ideia é boa. Mas antes de fazer esta mudança drástica de ruptura, o certo é se atentar para fazer outro tipo de descentralização: a criação de novos Distritos Federais. A configuração geográfica de novos pontos descentralizados da União seria um facilitador para que a coisa pública seja mais bem gerenciada e o imposto do contribuinte seja retornado com mais eficiência. Chegou a hora de mexer no tabuleiro. A concepção vem da obviedade que a União, centralizadora e até mesmo engessada, perdeu o seu propósito de agente controlador. O presidencialismo jaz. E há a necessidade de reestruturar o Estado pela sua fundação, em que não cabe apenas fazer reformas políticas, pois o novo tempo exige mudanças para que o republicanismo seja mai...

Crise Hoje: Efeito Orloff do Fim dos Anos 90

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Por: Júlio César Anjos Lembro-me que, no fim dos anos 90 até 2001, as crises da Vódka (Russia), Tequila (México), Corralito (Argentina), dentre outros emergentes estavam fazendo os ditos países quebrarem naquele momento. Perguntado ao Soros a diferença entre esses países e o Brasil (que ainda não tinha quebrado), eis que Soros respondeu: 6 meses. Ou seja, era questão de tempo para o Brasil ir junto com a balaiada incompetente à quebradeira. O Brasil não chegou a quebrar, mas a crise foi profunda naquela época. Perguntado, hoje (2016), a diferença entre o Rio (quebrado) e os outros estados da federação, eis que eu respondo: Questão de tempo. Porque se não houver profunda mudança, a moratória será geral. Nem precisará de PEC para até mesmo calotear funcionário público. Prevejo o caos. Obs: E prevejo também emenda no artigo 41 da C.F., além da base da pirâmide estatal ser esvaziada porque deixará de ser atrativo trabalhar nestas ocupações estatutárias; sendo e...

Sincronicidade Junguiana nas Elétricas

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Por: Júlio César Anjos A verdade é o seguinte: Ou os 27 Estados da Federação erraram com um sincronismo junguiano, ou o Governo Federal fez lambança no setor energético. Sincronia de Jung é o estudo que se dá através de coincidência, de significado e tempo, através de um inconsciente coletivo preexistente. Exemplo básico é verificar que, em algumas situações extraordinárias, todo mundo tem a mesma ideia em dado momento. Essa explosão de coincidência é sincronicidade.  É esse fenômeno que o PT quer convencer o povo, a respeito do setor elétrico: que todos os Governadores dos Estados erraram com coincidência impressionante. Mas, se um terceiro interfere para acontecer tal situação, aí não é sincronicidade, é evento, pois a sincronicidade depende de acausalidade. Todos os Estados da Federação, abduzidos e condicionados a errar em um mesmo ponto, gerando caos em um mesmo dado espaço/tempo, redimindo o Governo Federal de culpa, pois tal fenômeno aconteceu com similaridade i...

Eleição 2014: Nordeste, Separatismo e Orçamento

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Por: Júlio César Anjos A eleição acabou e a Dilma venceu o pleito. A corrida presidencial deu muitas respostas, ofereceu caminhos, mostrou diferenças entre os políticos concorrentes, com a chancela final do eleitor referendando a candidata da reeleição. Mas o desdobramento do sufrágio mostrou um país de certa forma dividido, assim como desnuda a desunião dos interesses pontuais de cada região. O que, por exemplo, São Paulo quer não é necessariamente a mesma coisa que Maranhão deseja. Antagonismos de um Brasil plural. Diferenças que fazem as pessoas clamarem por separatismo, proferir que tal região não sabe votar, além de mostrar a dificuldade do vencedor em governar. Os próximos quatro anos serão desafiadores. O PT venceu a eleição, mas perdeu conceito. Só possui o voto de cabresto, do eleitor que precisa da atenção do Estado, pois é dependente pela necessidade. Quem já passou fome, ou morou em favela, sabe que uma bolsa família faz muito a diferença. Por isso que os dois cand...