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Mostrando postagens com o rótulo rua

Bolsonaro Aposta Tudo

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Por: Júlio César Anjos "Se rua por si só dá resposta, mendigo é Oráculo." - Júlio César Anjos Quando um presidente aciona até a SECOM [Secretaria de Comunicação do governo] para chamar o seu grupo sectário para a rua, muita coisa pode ocorrer. E a única coisa que se conclui com isso é que Bolsonaro está desesperado e aposta todas as fichas em um apoio popular caudilhista [Nildo Ouriques e Olavo de Carvalho estão orgulhosos com esta ação vinda do próprio presidente antidemocrático]. Deste modo, as manifestações do dia 15 de março de 2020 pró-governo poderão ter três possibilidades óbvias: Ir muita gente: quantidade de milhão [na mesma concentração nível impeachment no auge] A janela partidária faria com que muito político oportunista fosse se filiar no partido Aliança pelo Brasil, já formalizado no dia do ato [por causa da adesão em massa à manifestação], o que faria o presidente mostrar que ainda está vivo politicamente por criar uma maior quantida...

A História Não se Repete; Mas Rima

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Por: Júlio César Anjos “Minha gente, não me deixe só”, essa era a frase do Collor ao se reportar ao povo brasileiro para que a população mantivesse o presidente playboy no cargo presidencial. Com a economia em frangalhos na época, o ex-presidente em 1992 pediu para todos irem às ruas vestindo-se de cores verde-amarelo. A massa atendeu parcialmente o recado e encheu as calçadas pelas vias democráticas. Mas ao invés de ir para o asfalto de verde-amarelo, foi de indumentária preta, como símbolo de luto de um governo que tinha morrido e restava somente o sepultamento como solução. Agora, Bolsonaro rima com o Collor. Não foneticamente, mas como história, como já observava Mark Twain. Em 1992, quando o Collor chamou o povo às ruas para defendê-lo do impeachment, a esquerda que naquela época era considerada ilibada [o PT ganhou a eleição 10 anos depois, em 2002 com o mote: “xô, corrupção”], conseguiu raptar o movimento conclamado pelo Collor que deveria ir às ruas com as c...

Movimentos de Rua e/ou Bolsonaro

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Por: Júlio César Anjos Atenção: Não tenham mais medo dessas Bolhas de internet. O máximo que dá para entregar ao Bolsonaro, a partir de agora, é levar este governo em banho-maria até a eleição de 2022. E só. Porque o presidente, muito envolvido com problema de milícia, não entregou até agora resultado positivo econômico, e não tem nem mesmo base no congresso para poder governar. O povo moralizado que acha um mero caixa-2 um horror, não aceita um governo que se tenha em seu entorno uma milícia assassina de esquadrão da morte. É demais para a classe média moralizada poder suportar. Então, devagar, e aos poucos, Bolsonaro vai perdendo o povo. Vai tendo somente apoio de bolha de internet. E diante dessa abertura política, sendo que não há vácuo no poder, basta os outros jogadores fazerem as suas jogadas para conquistar o objetivo nas próximas eleições: ganhar. O objetivo do centro político agora é fazer o “house of cards” político, junto com as esquerdas, ...

Tinta Fresca

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Por: Júlio César Anjos Para Petra Costa É uma rua agitada e vibrante como qualquer via movimentada da capital paulista. De repente, surge na calçada à esquerda uma fila única, com todos os indivíduos vestidos desde roupa até calçado com a cor vermelha. Estes integrantes estão marchando com o semblante de satisfação como se estivessem vencendo um combate. Cada um, na sua vez, recebe o pincel, molha a brocha na lata de tinta na cor vermelha, dá umas pinceladas na calçada e sai andando para dar vez a outro militante com ar triunfante.   E enquanto a calçada vai sendo pintada coletivamente pelos integrantes, cada pincelada vai fazendo o ambiente se fechar, entristecendo tudo, além dos carros nas ruas desaparecendo aos poucos, transitando somente veículos velhos e antigos, com a arquitetura urbanística da região degenerando por causa de surgimento de pichações e aumento de escombros por falta de cuidado e carinho. Já do outro lado da calçada, na parte da direita, a d...

Acredite no Sonho

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Por: Júlio César Anjos Desgastado por ter sofrido um dia muito agitado, o cair da noite só fez restar uma coisa: descansar. Coloco a música Dreams, da Grace Slick, no volume baixo e ligo o play no tocador. Deito-me na cama e fecho os olhos. *** É uma estrada reta. Estou descalço, pisando bem na linha que divide os sentidos da rua. Enquanto ando, coisas inusitadas começam a aparecer. Ao olhar para o lado direito, vejo uma loja de astrologia. Lá dentro está chovendo. As gostas d’água são grandes. E cada gota está escrito um palavrão. O Olavo de Carvalho está dentro do estabelecimento todo feliz, ao estar envolto a uma chuva de palavrões. Já no lado esquerdo há uma livraria chamada USP. Lá dentro também está chovendo com gotas d’águas grandes. Só que as gotas estão com palavras de sabedoria. A Chauí está com um guarda-chuva, rabugenta como sempre, protegendo-se do conhecimento. Na parte de dentro do guarda-chuva está escrito: “Horror da classe média”. Percebo ...

Fuja do Debate COCO!

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Por: Júlio César Anjos A pior desgraça que está impregnada no Brasil é a questão do tempo que o povo está perdendo com discussões laterais, que beiram a teoria da conspiração, embates acalorados que não levam a lugar nenhum. Extremistas doentes que não trazem nada de relevante para o dia a dia do país só buscam criar espetacularização barata para atrair as pessoas para as suas rédeas e, assim, conseguirem naco político no tal dividir para conquistar. Neste cenário, as pessoas por obrigação devem ter um lado em qualquer discussão que seja, sob a pena de ser considerado um isentão - um pária que tem que ser destruído pelo sistema da polarização por não ter lado a seguir. Não ter uma opinião formada, sem ter que reagir imediatamente sob qualquer questão, é considerado uma doença para os extremistas de ocasião. É tudo na base do “não e sim”, e do “sim e não”. Mas o saudável de verdade é às vezes confessar que não tem opinião formada para não ser um reacionário bobalhão...

Sumidouro dos Desvalidos

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Por: Júlio César Anjos Pedro A boa noticia é que parou aquela incessante dor de dente que Pedro estava sofrendo sem parar. Caiu o último incisivo que fazia a resistência de perdurar em sua boca, cuja se materializava somente em sofrimento e que não tinha mais serventia para nada. Não há dor naquilo que não se tem. É preciso ter para doer. O dente? Não. Serve também pra qualquer coisa que o valha. Mesmo banguela, o homem estava, por um breve momento, radiante: uma dor a menos para suportar.   Para quem não tem nada, isso é algo muito significativo. Então, fez o que mais sabe fazer, beber para comemorar. Pedro tinha mais coisas que o fazia lembrar, e por isso doía, o que o tempo fez questão de anestesiar. Idoso, o maltrapilho não viveu sempre na rua, pois, tinha emprego, família e um abrigo para chamar de lar. Bom contador, pai ausente, e sempre presente estava um copo ou uma garrafa de bebida alcoólica nas mãos. A sua íntima - e personalíssima - tristeza era represa...