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Mostrando postagens com o rótulo pragmatismo

A História Não se Repete; Mas Rima

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Por: Júlio César Anjos “Minha gente, não me deixe só”, essa era a frase do Collor ao se reportar ao povo brasileiro para que a população mantivesse o presidente playboy no cargo presidencial. Com a economia em frangalhos na época, o ex-presidente em 1992 pediu para todos irem às ruas vestindo-se de cores verde-amarelo. A massa atendeu parcialmente o recado e encheu as calçadas pelas vias democráticas. Mas ao invés de ir para o asfalto de verde-amarelo, foi de indumentária preta, como símbolo de luto de um governo que tinha morrido e restava somente o sepultamento como solução. Agora, Bolsonaro rima com o Collor. Não foneticamente, mas como história, como já observava Mark Twain. Em 1992, quando o Collor chamou o povo às ruas para defendê-lo do impeachment, a esquerda que naquela época era considerada ilibada [o PT ganhou a eleição 10 anos depois, em 2002 com o mote: “xô, corrupção”], conseguiu raptar o movimento conclamado pelo Collor que deveria ir às ruas com as c...

Movimentos de Rua e/ou Bolsonaro

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Por: Júlio César Anjos Atenção: Não tenham mais medo dessas Bolhas de internet. O máximo que dá para entregar ao Bolsonaro, a partir de agora, é levar este governo em banho-maria até a eleição de 2022. E só. Porque o presidente, muito envolvido com problema de milícia, não entregou até agora resultado positivo econômico, e não tem nem mesmo base no congresso para poder governar. O povo moralizado que acha um mero caixa-2 um horror, não aceita um governo que se tenha em seu entorno uma milícia assassina de esquadrão da morte. É demais para a classe média moralizada poder suportar. Então, devagar, e aos poucos, Bolsonaro vai perdendo o povo. Vai tendo somente apoio de bolha de internet. E diante dessa abertura política, sendo que não há vácuo no poder, basta os outros jogadores fazerem as suas jogadas para conquistar o objetivo nas próximas eleições: ganhar. O objetivo do centro político agora é fazer o “house of cards” político, junto com as esquerdas, ...

PSDB: Impressões

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Por: Júlio César Anjos PSDB no Congresso: O PSDB deve ser oposição; mas deve liberar a bancada para cada parlamentar do sistema bicameral decidir se fará oposição ou não. Plot Twist 2020: O plot twist [reviravolta] sairá em 2020 - não agora. Se o governo de Haddad [quase impossível] ou Bolsonaro [é dúvida] for bom, eleva também prefeituras e ganha impulso para reeleição. Caso contrário, perde base e capilaridade na eleição municipal 2020 [tanto no Haddad-PT no nordeste quanto no Bolsonaro no sudeste], ficando desidratado para a eleição presidencial de 2022. O eleitorado do Bolsonaro acredita que o “mito” trará resultado [eu gargalho com essa enganação]. E o Haddad já é um navio naufragado por si só [por isso estou, politicamente, otimista]. Janela de Overton: O PSDB terá que ser uma oposição passiva, pragmática, em que só embaterá aquilo que custar caro pelas bandeiras tucanas. Com o lema: sempre a favor do Brasil, se o governo Bolsonaro for bom, fecha a janela...

Lei dos Migrantes – A Aprovação

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Por: Júlio César Anjos Agora que a lei dos migrantes foi sancionada pelo Presidente Temer, que se faça, então, o esmiuçamento das ocorrências de toda a tramitação desde o seu início, ao passar pelo regime bicameral nas casas da câmara e do senado, passando pelo momento de escrutínio, até ao ponto do sua ratificação como documento legal. Essa lei teve como objetivo mexer com a questão pragmática, psicológica e dialética, além do objetivo-fim que é realmente a questão essencial humanitária. Apareceu ontem no diário oficial a lei de migração. Cadê o maior deslocamento humano do mundo em tempos de paz? Cadê o tal “escancarar as fronteiras” do país? Cadê o tal do perder a “soberania nacional”? Pois é, a lei foi sancionada e tudo continuou como dantes no quartel de Abrantes. Porque migrar não é algo assim tão simples. Ainda mais para um país inóspito e violento como o Brasil. Os refugiados não sairiam de um país em guerra para entrar em outra nação em conflito, como o que está acon...

Carnaval

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Por: Júlio César Anjos As mulheres seminuas, as letras mal elaboradas, as danças que nem de longe parecem com samba, as músicas parecidas umas com as outras, o povo gastando tempo e dinheiro do ano todo para um simples gosto; isso é o carnaval. Os amargos que não gostam do carnaval concordarão comigo, o carnaval não deveria existir, certo? Errado. Vou defender esse entretenimento, porque acredito no diferente e no conceito da variedade para que possamos escolher da melhor forma e termos a consciência que o que decidimos foi através de uma gama de situações e ações. Diz o ditado que devemos provar o amargo antes do bom. Pois bem, já escrevi sobre gosto, escolha, e por isso entendo que a pluralidade é essencial para as nossas vidas, então, é claro, deve ter o bom, o ruim e qualquer outra variação entre estes dois pólos. Eu não gosto do carnaval, mas respeito quem gosta. Os descontentes defendem-se, atacando a brincadeira organizada da sociedade, dizendo que é coisa de vadio, pessoa d...