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Atualidade Bauman - O Louco Mundo Líquido Moderno

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Por: Júlio César Anjos Segundo Bauman, diante informação extraída do livro: “A cultura do Mundo Líquido Moderno”, página 43, Richard Ford tem a sua citação inserida assim: “O objetivo será manter a mente dos proletários concentrada em outras coisas – manter os 75% mais pobres dos Estados Unidos e os 95% mais pobres da população mundial ocupados em hostilidades étnicas e religiosas e em debates sobre costumes sexuais . Se os proletários puderem se distrair de seu próprio desespero por pseudoeventos criados pela mídia, incluindo ocasionais guerras curtas e sangrentas , os super-ricos pouco terão a temer.” Aí, alguém dirá: “Ah, Júlio, teoria da conspiração!”. É mesmo, então segue o cronograma do Trump nos últimos 10 dias: 28/11/17 – Corte de impostos para ricos, mas com justificativa [infundada] que beneficiará os pobres [conflito de interesses, pois a lei feita pela própria plêiade republicana beneficia o próprio presidente capitalista rico Trump]; 28/11/2017 – Atrop...

Palavras ao Léu de um Louco com Bloqueio de Escritor

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Por: Júlio César Anjos Atina por horizontes impossíveis de serem vistos, gloriosas imagens inexistes de um cárcere encampado, gradeado na liberdade em poder ir a lugar nenhum. De andanças em andanças, só o que se desbrava é o relevo de mais uma calosidade que não cicatriza e só apetece de vigor para informar que o andarilho é só mais um errante que se perdeu naquilo que nunca se aventurou. Vacilante, procura ajuizar as agruras em supostas ilações maçantes, criando imagens que não seriam exibidas em telas, mas que exibem como um espetáculo a martelar e martelar na consciência do ser fustigante. Puna-o, puna-o com esse julgamento hostil de debilidade neural. Faça mais uma vitima desta tramoia torturante que não possui uma limítrofe e nem permeia por um fim.  Pulverizados na quintessência das trivialidades em comum, guiado por um caminho que não possui registro algum. Óh!, àqueles que sofrem, açoitados, coitados, pelas aventuranças da atribulação da consciência, o carrasco da...

À Espera do Cherrea

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Por: Júlio César Anjos Cherrea foi um guarda pretoriano, no período da Roma Antiga (mais precisamente na era dos 12 césares), que se subordinava aos mandos de Calígula – o homem que nomeou cônsul o próprio cavalo Incitatus. Tal funcionário não agüentou as sandices de seu rei e resolveu matar o déspota lunático do antigo império. Depois de Calígula veio Claudio, Nero e afins, o que mostra que a bravura de Cherrea não resolveu muita coisa, mas pelo menos o soldado resolveu agir em dado momento. O Brasil de agora clama por um herói Cherrea dos dias atuais. Hoje o Brasil convive com um governo louco, fazendo maluquices a todo instante. E o povo pede até os militares a interceder pela sociedade, pois, parece, está difícil de agüentar tanta sandice atual. E nessa leva, os indivíduos clamam pelas forças armadas para impedir o comunismo. Mas o povo pede para que um terceiro faça o serviço sujo, a própria população uiva a todos os cantos por pedido de ajuda, sem fazer o esforço de ir...

Erro causal

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Por: Júlio César Anjos Jó não imaginava ser pai de família lá pelos seus 20 e poucos anos. Fechou os olhos e, de repente, mergulhou em uma vida como o responsável patriarcal, com a sua rotina voltada a desenvolver os filhos que a sua progenitora gerou.  Acorda cedo, desliga o despertador, se veste, faz a higiene pessoal, beija a mulher e os filhos (que ainda estão dormindo), faz o desjejum e sai para trabalhar. Após cumprir o tempo laborioso, volta para casa, beija a mulher e os filhos novamente, assiste ou lê alguma coisa e vai dormir. E o looping da rotina segue até os dias atuais. Jó tem 2 filhos morenos lindos, um menino e uma menina. A menina é a cara da mãe e o menino se parece com o pai. A mulher é linda e zelosa, cuida da casa de forma magnífica. O menino que se tornou pai de família adora o status quo da rotina conservadora da família. Da apresentação dos entes queridos resta saber apenas detalhes: a mulher é morena e chama-se Margarete e os filhos chama-se...

A Influência Ensandecida

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Por: Júlio César Anjos Acorda no banco da praça, fricciona o rosto, estica os braços e olho para o horizonte.  Dimas pensa como chegou ali, mas esquece do passado e o futuro acena, dá oi, e flerta para novas aventuras. Com o traje do corpo, poucas roupas emboladas em uma mochila, o sujeito caricato caminha pela cidadezinha interiorana, a fim de fazer procuras, está na hora da busca e apreensão daquilo que a ele pertence. Procura um estelionatário. A cidadezinha é pacata, pequena, e uniforme, sem sujeira nem come-e-dorme, apenas pessoas vivendo de forma sutil, como se fosse uma pintura viva de Van Gogh. De turvo somente as mãos, inchadas, e, às vezes, as chuvas que contribuem para hostilizar a suavidade da cidadela normalmente inalterada. Os moradores são dóceis, parecem bichinhos de estimação de madame. Poucos falam, muitos fazem, colaboram uns com os outros, pois se conhecem desde que existem. O ambiente bucólico da região contrasta com o vivencial do viajante, bem c...

O Filho Rejeitado

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Por: Júlio César Anjos     Um homem louco seqüestra três famílias. Todas as famílias possuem algo em comum, estão em 3 integrantes cada ente familiar, sendo a mãe e dois filhos com idades próximas (sem muita diferença de idade entre um filho e outro). O louco coloca todas as 3 famílias, num total de 9 pessoas, em uma mesma sala com pouca claridade... Todos os reféns estão amarrados e os filhos estão com venda na boca, enquanto as mães estão sem venda alguma. O louco amarra os irmãos juntos, na frente de cada mãe que também estão amarradas. O louco fala que se as mães gritarem os filhos morrem. As mães choram ao ver as atitudes do louco. O louco fala às reféns que amor de mãe não existe, que é tudo balela, e que nunca teve amor e nem afeto da mãe. O louco começa a passar a arma nos filhos, falando em tom ameaçador que matará os filhos delas. O louco chega para uma mãe e pergunta: Qual dos dois filhos você mais gosta? Dizem que mãe sente amor igual por ...