O mercado em que tudo compro
Por: Júlio César Anjos No mercado em que eu compro, seja guloseimas ou o “rancho”, há algo um tanto quanto cômico, o sistema é anormal, os clientes são poucos consumistas e os trabalhadores são letrados. O local é muito frequentado pelas mesmas pessoas, criando um hábito regional, o que fica reluzente é que todos se conhecem, e as vidas são de conhecimento de todos. O grande retângulo da fofoca, a arquitetura da loucura. A maioria dos clientes são os observadores dos produtos, investigadores da falta de dinheiro, ficam somente rodando a gôndola, sem falar a todos que não compram produtos por estarem sem “um cruzeiro”. Mas há certo grupo que compra mercadoria, apesar de gastar tempo com pesquisa, enche o cesto de mão e vai triunfante até o caixa, a fim de registrar a compra do que lhe deseja. Porém, há algo raríssimo, espécimes ameaçados de extinção, os poucos que fazem a compra do mês, colocam tudo no carrinho de supermercado sem dar satisfação, não importa o va...