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Casa no campo?

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Por: Júlio César Anjos Ao passear em um parque de cidade grande, o conforto faz lumiar os pensamentos da natureza, explodem as sensações do meio ambiente, aspirações de quem flerta com o eco sistema padrão. E nesse cenário, uma pessoa qualquer começa a cantarolar: - “Eu quero uma casa no campo/Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé/Onde eu possa plantar meus amigos/Meus discos e livros e nada mais”. Não vale a pena entrar no detalhe que a Elis quer plantar os amigos – a plantinha inocente e a maconha -, o que importa no contexto é a humilde residência. A cantarola de parque quer uma casa no campo. Será? Primeiro, que casa no campo, sítio, chácara e afins possuem restrições ambientais, pois, assim como o cidadão proprietário gosta da natureza, outras pessoas tratam de resguardar o que sobra, já que o verde tem por obrigação predominar o meio. IBAMA, ONGs, pessoas eco chatas não deixam o dono da terra nem mesmo fazer modificações estéticas em determinadas situações, o que frustr...

O Oxiúro petralha

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Por: Júlio César Anjos Oxiúro é aquele verme que ataca o ânus do sujeito infectado, provocando coceiras e irritações durante a noite. Esse problema acontece com indivíduos que não possuem saneamento e higiene básica. Esse verme é muito conhecido pelo trabalho efetuado sempre à noite, período em que o verme se movimenta no ânus, provocando coceiras irritantes, que incomoda tanto o indivíduo, que perde o sono e fica inconformado com a chatice do verme durante a madrugada inteira. Os escândalos da petralhada são os movimentos dos oxiúros para fazer a desova da corrupção. Os escândalos recorrentes de corrupção no governo petralha deflagram a grande proliferação de vermes, que acharam o paraíso para fecundar os ovos podres da bandidagem. O que faz incomodar é o movimento dos oxiúros. Oxiúro inerte não dá coceira – não incomoda -, é justamente o movimento dos vermes que provocam irritações nas vidas dos governantes. Os vermes petralhas agem á noite, quando tudo parece estar ...

Os escondidos

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Por: Júlio César Anjos Eu estou neste exato momento me escondendo das pessoas para não mostrar a minha verdadeira vida. Tento ainda resguardar um pouco da dignidade que restou. Quieto! Não fale nada, não emita som, pois pode ser desmascarado, pego na mentira. Qualquer ruído neste momento e ruirá toda a estratégia de invisibilidade, do desaparecimento relâmpago. Ruídos ínfimos que não mostrem que uma pessoa se encontra em um determinado local. Abafe o som com um pano, estratégia perfeita! O que fazer neste meio tempo? Que tortura! O relógio luta em não passar, o tempo relativo está mais demorado, agonia, aflição, não agüento tanta pressão, tenho que fazer alguma coisa, nem que essa coisa seja não fazer nada. Ficar parado, tão estático quanto o ponteiro do relógio parece estar. Barulho lá fora, isso, barulho! Mais barulho abafa pequenos ruídos. Passarinho, vamos, cante mais alto; britadeira peça para o trabalhador utilizá-lo, brincar com você; crianças continuem destrui...