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A Conjuntura da Manifestação de 15 de Março de 2020

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Por: Júlio César Anjos      10 questões sobre a manifestação de 15 de março de 2020. Segue: 1 O grupo que apoia o Bolsonaro foi de verde-amarelo. Isso é bom. Exibe uma manifestação sectária ao invés de ser massa amorfa, o que mostra não ser uma execução popular, cristaliza-se mais como reinvindicação de grupo extremista que estaria exigindo um novo czar. Isso significa que só uma parcela [pequena, mas aguerrida] da população está insatisfeita com Congresso e STF [o que é bom ter e é normal]. 2 Saiu o “Fora PT” da pauta de reivindicação e entrou Congresso e STF no lugar. O PT saiu da pauta porque este grupo sectário avançou em exigência, ou seja, para esta massa o PT já era e por isso já dá para avançar de forma mais voraz contra o Sistema. 3 A camada social que estava na rua era composta por longevos [por causa da falsa memória que possuem da ditadura militar, querem resgatar um passado que não existiu] e pobres [no sudeste e sul, as esquerdas...

Truísmo com Enchentes

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Por: Júlio César Anjos Truísmo, pela definição, é uma coisa tão óbvia que nem precisa ser mencionada. É um clichê. E, deste modo, então a enchente, por extensão, é um truísmo político padrão. Por que a enchente é um truísmo? Porque sempre haverá enchentes – sempre haverá político fazendo proselitismo em cima deste problema da natureza – e nunca haverá solução DEFINITIVA [definitiva, não!]. Porque o motivo é simples, queira você ou não, o problema é de desastre ambiental. A culpa é do homem e também da natureza. Veja só o padrão. Esse ano há eleição para prefeito. E as maiores capitais do Brasil [São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba] estão sofrendo neste momento de problema de inundação. E nesse momento, em 2020, aparecem os grandes “salvadores” políticos, que garganteiam ao apontar esse problema e culparão a atual gestão [municipal e até, por extensão, estadual] por tais problemas econômicos e sociais causados pela chuva. Só que há um ...

Legalização do Lobby no Brasil

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Por: Júlio César Anjos O povo foi às ruas para exigir a legalização do lobby: “Queremos lobby, já! Queremos lobby, já! Queremos lobby, já!” E foi assim que o lobby foi aprovado no Brasil por aclamação popular ao pressionar o congresso. Só Que Não [sqn]. *** Segundo a definição do Politize!, lobby é: "uma atividade em que empresas, entidades, pessoas físicas, segmentos da sociedade lutam para viabilizar seus interesses perante o governo, seja no Congresso, seja no Executivo". Mas no Brasil, o lobby é ilegal por não estar regulamentado. E por não estar regulamentado, é fácil torná-lo também imoral. Porque o brasileiro médio não faz a menor ideia da diferença entre o ilegal e o imoral. Sendo assim, quem faz esta prática [lobby], faz-lhe hoje ao estar à margem da lei. Portanto, faz atividade criminosa. E atividade criminosa é algo imoral. O lobby é a ferramenta econômica para influenciar a política. E como não se pode colocar dinheiro pri...

A Pedalada Previdenciária

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Por: Júlio César Anjos A verdadeira reforma da previdência - aquela que pega militar, juiz e funcionário público de alto escalão - não será aprovado no congresso. Esqueça. Não tem quórum. Muito interesse corporativista em jogo. O que será aprovado é um remendo que só resolverá no curto prazo, só pra empurrar com a barriga, o que será mais parecida com uma pedalada previdenciária. Guedes até apresentará uma reforma da previdência robusta. Mas essa reforma será destrinchada nas comissões da câmara dos deputados e no senado. Várias emendas alegando desde inconstitucionalidade até mudança textual para que o tramite seja desgastante, atenuado, para que, enfim, os corporativistas consigam manter os seus benefícios. Até porque a lava-jato não fez todo este esforço para morrer na praia. Já pensou promotores perdendo as suas benesses logo após “limpar” o país? Seria um fracasso. Não, não, não, a elite do funcionalismo quer continuar mamando. E vai mamar. Maia será aprovado...

O Congresso de 2019

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Por: Júlio César Anjos Texto extraordinário em reação aos acontecimentos envolvendo Lula e Bolsonaro. O Lula já mandou avisar, pela Gleisi, vazado pela imprensa, que a esquerda tem que focar na parte econômica e social. Pra quem já é formado em petismo, ao entender o jargão petralha, tal menção de Lula significa: impedir reformas e privatizações. Até aqui, normal. A esquerda será mesmo contra o Bolsonaro. Do outro lado ideológico, uma parte da direita apoiará o Bolsonaro incondicionalmente e outra parte ficará neutra [isso que estou dando colher de chá que o PSDB é direita – senão a coisa ficaria pior]. O problema, então, é o centrão. Porque o centrão tem uma quantidade grande de parlamentar, principalmente no nordeste, que se elegeu em nome - e com apoio - do Lula. Essa turma, com certeza, irá com a esquerda no congresso. A outra parte do centrão é fisiológica: não se interessa por ideológica, mas quer o toma lá, dá cá. Nesta contagem, é certo que o ...

PSDB: Impressões

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Por: Júlio César Anjos PSDB no Congresso: O PSDB deve ser oposição; mas deve liberar a bancada para cada parlamentar do sistema bicameral decidir se fará oposição ou não. Plot Twist 2020: O plot twist [reviravolta] sairá em 2020 - não agora. Se o governo de Haddad [quase impossível] ou Bolsonaro [é dúvida] for bom, eleva também prefeituras e ganha impulso para reeleição. Caso contrário, perde base e capilaridade na eleição municipal 2020 [tanto no Haddad-PT no nordeste quanto no Bolsonaro no sudeste], ficando desidratado para a eleição presidencial de 2022. O eleitorado do Bolsonaro acredita que o “mito” trará resultado [eu gargalho com essa enganação]. E o Haddad já é um navio naufragado por si só [por isso estou, politicamente, otimista]. Janela de Overton: O PSDB terá que ser uma oposição passiva, pragmática, em que só embaterá aquilo que custar caro pelas bandeiras tucanas. Com o lema: sempre a favor do Brasil, se o governo Bolsonaro for bom, fecha a janela...

Considerações Trump: Brasil e Mundo

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Por: Júlio César Anjos Este texto se refere ao ataque do Trump ao Paquistão e os seus desdobramentos (02/01/2018). O Brasil quer um presidente para Trump: Há uma parcela eleitoral brasileira considerável que quer um presidente brasileiro que estreite relações com os EUA de Trump. O problema é que os EUA de Trump estão começando a planejar um corte brusco de gastos para o orçamento de 2019. Por este motivo que os EUA já começam a aparar arestas, ao bloquearem envios de recursos para os parceiros globais. Isso significa dizer que os EUA só vão fazer acordos bilaterais. Traduzindo, os EUA só farão negociações que os americanos estejam em vantagem nas negociações, ou que pelo menos haja vantagem comparativa para tal. Lembrando que o Trump está cortando os serviços da máquina estatal. Caso faça alguma exceção internacional, como, por exemplo, ser prejudicado em acordo para favorecer o Brasil, a máquina estatal americana inteira se voltará contra os republicanos. Quest...

Reverencie, Defenda, Fuja

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Por: Júlio César Anjos Existe uma máxima na política [criada por mim] que é: Reverencie a Maioria, Defenda a minoria e Fuja de confusão com a “vaca sagrada” na política. Ao seguir esta receita, o político terá maior chance de sucesso eleitoral. Pois, é justamente nestas táticas que dá para fazer um político “do bem” virar uma “figura do mal”, considerado vilão, ao colocar a pecha que tal figura pública seja considerada inimiga de tais bandeiras e derivados, mitigando a sua popularidade por sujar sua imagem. É por isso que o político polêmico, dito como radical, tem dificuldade de se eleger de forma majoritária (principalmente em executivo), pois não segue essa regra valiosa do Reverenciar, Defender, Fugir.  Primeiro, que se analise a respeito da maioria. A maioria é composta pelos seguintes tags sociais: Mulher; Hétero; classe média ou pobre (depende do país); Adulto ou idoso (também dependendo da situação do país); Trabalhador; e Conservador moral. Porque para uma eleição...