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Chinfrim

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Por: Júlio César Anjos Nem o céu que faço desdém, nem o inferno que não me convém, nem mais e nem menos, apenas o igual mais-ou-menos. Estou, hoje, preso à monotonia cansativa, exaustão do vácuo, da falta de preenchimento, da rotina normal. É o clichê clássico, o status quo do hábito. O abundante eu nunca tive e o escasso não experimentei, mantenho a continuidade do equilíbrio “xarope”. Aprecio o chato dividido, nem a alegria exorbitante, nem a tristeza horripilante, apenas a mesmice convencional. O espaço é milimetricamente medido, a mensuração se faz pela eficiência de ocupação, pois adapto-me entre os pontos eqüidistantes do supérfluo e da carência. A minha agenda é o copo da dúvida, por ter alguns afazeres, alguns dizem que está meio cheio. Contudo, por não estar preenchido, outros dizem que está meio vazio. Mas a agenda copo, neste contexto, está meio a meio, mesmo que muita gente não veja a verdade, a metade existe. A minha vida está equilibrada, sem sal nem açúca...