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Guerra Fria: O Mundo de 1964 e O Mundo de 2020

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Por: Júlio César Anjos Deu n’O Antagonista a seguinte manchete: “uma nova guerra fria em meio à pandemia”. A chamada destaca a observação da organização sem fins lucrativos Asia Society, cujo relatório mostra que os ânimos de China e dos EUA estão cada vez mais acalorados neste momento de crise de saúde mundial. Sabendo dessas articulações no tabuleiro global, o Brasil certamente tem que se posicionar. Deste modo, há de observar que se houver uma nova guerra fria de fato, o Brasil não deve se alinhar automaticamente a nenhuma das duas nações pelo motivo óbvio de que o mundo atual de 2020 não é o mesmo do passado, aquele do fatídico 1964. É preciso raciocinar sobre isso. Ciro Gomes – ele, sempre ele, o mentor da econometria embusteira! – afirma em seu bordão que o país cresceu maravilhosamente entre os intervalos de década de 1930 até 1980. Diante tal contundência do pedetista, é verdade essa afirmação? Mais ou menos. Primeiro que a elite nacional sempre fez keynisianismo infla...

1964 – O Ano que Nunca Acabou

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Por: Júlio César Anjos A convenção lógica destaca normatividade que nas narrativas históricas em muitos casos o vencedor é quem faz o roteiro da crônica; só em casos de exceção que acontece o contrário – o derrotado cria o conto -, porque o vitorioso possui a dominação em áreas do conhecimento e dissemina o relato que melhor o convir, embora essa contextualização final tenha que estar cimentada diante alguns paradigmas de fatos. Os exemplos são crassos: Na guerra Fria os EUA são os bonzinhos e os sovietes são os vilões; na segunda guerra mundial a Inglaterra é heroica e os alemães (nazistas) são os malvados; e por aí vai. No aspecto de exceção, a guerra do Vietnã é um bom exemplo de subversão do conto histórico, pois os EUA estavam a capitular o Vietnã do Norte completamente e, por pressão do próprio povo norte-americano (além de decisões partidárias e de eleitorado), os ianques tiveram que sair do combate de forma apressada por deserção, mesmo os vietcongues sem força para contra...

MIB3 - A Alegoria Macarthista

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Por: Júlio César Anjos Caso o interlocutor não tenha assistido ao filme –MIB – Homens de Preto-3, e não queira saber sobre os “spoilers” remetidos ao texto, favor descartar a leitura do artigo. Mas se o leitor não se importar com as revelações ofertadas no conteúdo, pois está mais preocupado com o aspecto “inteligível” do contexto, é contumaz que aprecie a leitura de ocasião. Àqueles que compreendem a essência e também assistiram o entretenimento, a resenha será mais compreensível que nos dois casos citados anteriormente. Dada à informação, que se esclareçam as fundamentações da película de Alegoria Macarthista, MIB-3. Primeiro, deve-se saber quem foi McCarthy. McCarthy foi senador americano, no qual era responsável pelo Comitê de Atividades Antiamericanas, departamento que fazia controle de inteligência dentro do país, diante da eclosão da guerra fria. Em 1947, teve uma designação para o governo americano sondar Hollywood. McCarthy ficou conhecido pela “paranoia” de ver comun...

Carrossel Companheiro

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Por: Júlio César Anjos Marx acreditou que o proletariado, ao subir pela unidade organizacional, teria o governo nas mãos, tirando a força política dos capitalistas barões, devolvendo esse poder emanado do povo. Tal vertente conclusiva mostrou-se fracassada, com a realidade desnudando a utopia da crença comunista, sendo rebaixado como somente um trabalho de estudo, como curiosidade intelectual. Mas o comunista, ao ver que dá para manobrar em cima da ideologia, ao manipular pessoas, fez outras formas de reformar tal condição, criando o carrossel companheiro, medidas alternativas dos partidos comunistas para subirem ao poder, terem ascensão meteórica eleitoral.  Já é sabido que na guerra fria a URSS financiava a ideologia pela panspermia do ideário mundo afora. É algo até compreensível, afinal a guerra era ideológica e fazia sentido investir na “causa”. Mas o muro de Berlim caiu, o comunismo em teoria sumiu, e o mundo pode avançar tranquilo, sem o vilão socialista assombrando...