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Política Brasileira: Caminho Fácil e Fórmula Mágica

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Por: Júlio César Anjos Este texto não tem como objetivo ser pessimista, somente ser realista; o artigo possui observações de situações nacionais que demonstram o Brasil real. É por isso que a realidade obriga a colocar a bola no chão para refletir e repensar sobre decisões. Porque a fantasia esperançosa da democracia faz o povo acreditar em devaneios diversos, tão oníricos que parece algo até pueril.   É preciso entender que na política não há caminho fácil nem fórmula mágica, a fábula do “mito” é inexistente, por isso que este que vos escreve cita: “não iremos mais longe do que somos: brasileiros”. É óbvio que o brasileiro pode sonhar. Desde que sonhe em cima de lógicas realizáveis. Achar que o simples ato de votar e eleger um “mito” mudará tudo é algo que beira o ingênuo [e também ao ridículo]. Porque o Brasil não vai além das suas limitações históricas que já cimentam alguns padrões que determinam o que se pode esperar do seu futuro. Por isso que o brasileiro deve sonha...

I Like Ike: O Melhor Viral Eleitoral de Todos os Tempos

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Por: Júlio César Anjos Em 1952, o então General Cinco Estrelas, líder combatente na segunda guerra mundial, Dwight D. Eisenhower resolve concorrer à presidência dos EUA em um período de turbulência no país, diante de um ambiente paranoico e hostil do fiscalismo de McCarthy, que via comunismo em todo lugar [até debaixo da cama], conhecido como macarthismo. Eisenhower, embora um excelente militar, naquele momento teria que modificar a sua postura política, caso quisesse ser agraciado com a confiança dos americanos em voto. Diante disso, o departamento de marketing do candidato republicano resolveu fazer a campanha “I like Ike”, que significava eu gosto do Ike – Ike que nada mais era que o apelido de Eisenhover desde a infância.   I Like Ike 1952: Mas por que, diabos, um General cinco estrelas, vencedor da grande guerra, iria se submeter a uma propaganda eleitoral infantil, uma peça quase que bobinha? Simples, quebra de estigma. Um combatente de guerra tem como ca...

A Navalha de Ockham Nunca Falha

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Por: Júlio César Anjos O conceito “Navalha de Ockham” é tão evidente quanto a sua própria lógica: como o nome já diz, é uma navalha, portanto serve para cortar; e Ockham é o pensador que desenvolveu a premissa de que se o estudo é simples, é bom. Ou seja, se tal pensamento é prolixo, maçante e confuso, então, deve-se comprimir (cortar) esse embasamento a tal modo a criar algo fácil, como um apontamento de compreensão. Se essa expressão não conseguiu ser definida em uma simples explicação de verbete, então essa teoria é ruim. Pois, para a navalha de Ockham, se houver duas formas de explicar um ocorrido, a mais simplista é a melhor. Por incrível que pareça, esse argumento faz tanto sentido que os políticos populistas, ao falarem a “língua do povo”, utilizam a navalha de Ockham sem nem mesmo saberem que fazem tal artimanha no discurso, mas utilizando a ferramenta para determinado fim. O Lula é um exemplo disso, pois, para explicar ao povo situações complexas políticas, o chefe má...