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Cinder-Ela, a Promíscua

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Por: Júlio César Anjos Caso alguém não tenha assistido ao filme - Cinderela, e não queira saber sobre os “spoilers” remetidos ao texto, favor descartar a leitura do artigo. Mas se a pessoa não se importar com as revelações ofertadas no conteúdo, pois está mais preocupada com o aspecto “inteligível” do contexto, é contumaz que aprecie a leitura de ocasião. Àqueles que compreendem a essência e também assistiram o entretenimento, a resenha será mais compreensível que nos dois casos citados anteriormente. Dada à informação, que se esclareçam as fundamentações da película da Disney. Novamente, para deixar claro, o filme Cinderela (2015) é muito bom. Como entretenimento é excelente. É notório saber que a Disney geralmente faz filmes com a paleta de cores frias, o que dá um aspecto qualitativo à película, sem criar a gama de cansaço de explosão de pigmentos, como acontece com outras animações de produtoras concorrentes. Esse aspecto mais lúgubre dá o requinte do trabalho cinematográf...

Polícia e a Mudança Social

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Por: Júlio César Anjos A profissão mais ingrata do século XXI é certamente a do policial. Sendo estrangulado – no sentido figurado - diariamente pela mídia, que manipula toda a sociedade a ir contra os defensores do povo, hoje ser um regimentar da segurança é algo a ser louvado por todos que enxergam a importância institucional desta corporação para o povo em geral. Mas, diante das mentiras contumazes da imprensa, por que ainda perpetua-se no inconsciente coletivo do brasileiro a questão do policial ser o vilão da história? Porque a maioria dos cidadãos não percebeu que os tempos mudaram, não distinguindo a quebra de paradigma histórico, a modificação cultural tradicional em curso desde o estabelecimento da “democracia” até os dias atuais.    Para analisar o texto, há de viajar no tempo. Desde a época do coronelismo até o fim do regime militar, o policial era uma caricatura excêntrica da força mandatária do poder. Geralmente o profissional dessa natureza era um leão d...

O Velocímetro Político

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Por: Júlio César Anjos O que acontece se um veículo em movimento frear bruscamente?  Dependendo da força do freio, poderá acontecer um grande acidente. Porque faria o efeito de âncora, que arremessaria o carro ao capotar. E, também, é possível acelerar mesmo com o tempo estacionário? Impossível, pois, um carro, para chegar de zero até centenas de quilômetros por hora, tal veículo tem que ter um espaço tempo satisfatório para chegar à velocidade máxima. O carro mais veloz do mundo chega ao máximo do velocímetro em alguns segundos, pelo menos. Tanto para acelerar quanto para brecar, há a necessidade de tolerância. Ir do mínimo para o máximo ou do máximo para o mínimo de forma radical pode causar desastre. A mesma coisa acontece na política, ao mudar da esquerda para a direita (ou vice versa). Após 12 anos de PT, a esquerda está acelerando o processo do socialismo no Brasil. E as bandeiras radicais pisam no acelerador sem pudor, a fim de colar o ponteiro do velocímetro ao máx...

Porque sou a favor do Impeachment da Dilma

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Por: Júlio César Anjos Poucas pessoas ainda não compraram o impeachment da Dilma como saída (solução), pois pensam nos desdobramentos políticos que possam acontecer em tal situação, desnudando que, no fim, poderá ser um esforço desnecessário porque o poder iria direto para o PMDB.  Esse raciocínio é certo, embora tal pensamento seja raso nos aspectos de resultado de longo prazo. Porque destituir a Dilma, hoje, é solução, sim! O primeiro fator que se refletiria ao tirar a Dilma de lá seria a questão simbólica. Nesse aspecto, a sociedade brasileira mostraria que não compactua com o rumo que o país está tomando, fazendo uma quebra de paradigma – e de curso histórico -, com o rompante de mostrar ao mundo que quer mudança.  Cria-se então, além de um registro histórico, um pilar de força da união do povo contra um governo nefasto, que só sabe fazer corrupção. O segundo fator se dá através da quebra de hegemonia política. Porque democracia é girar e trocar de mãos o pode...

Rito de Passagem Contemporâneo

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Por: Júlio César Anjos O rito de passagem está contemplado na sociedade desde os primórdios das civilizações. O momento que o menino vira guerreiro, ou o tempo necessário para ser considerado um ancião, e até mesmo o momento pós-menstruação que mostra, de forma física, o período que a menina deixou de ser criança para poder gerar filhos. Às vezes o aspecto é físico, mas a maioria do método de ritual de passagem é feito por simbolismo, como Jung já explicara em seu livro - o homem e seus símbolos. Diante disso, uma coisa é intrigante hoje em dia: O ritual de passagem moderno, que se dá através do mundo do entretenimento. Às vezes o momento de passagem é algo que parece ser espontâneo, sem uma razão aparente, faz todo o sentido se for analisado de uma forma mais ampla, como acontece com muitas coincidências no universo da idolatria. Mas a verdade é que o rito pode ser uma coisa estudada e planejada, porém com uma cortina de fumaça que faça parecer algo incalculado e imprevisto...

Evolução, Revolução e Mudança

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Por: Júlio César Anjos A evolução, a revolução e a mudança possuem diferenças enormes, conceitos diversos, com as ações objetivando os fins. A estratégia é o motor de propulsão e o caminho deriva ao trilho dos conceitos, por isso que há muita ideologia neste “trívio” político. Efetuar a execução em um determinismo de pensamento traz a reboque o manejo, e cortejo, em acreditar que uma estrada pode levar onde quiser chegar. Ponto de partida e de chegada, dura é a jornada para chegar ao resultado final. Antes de tudo há a necessidade de alertar que a evolução, a revolução e a mudança não são monopólios do bem/bom, pois, como haja vista na história, existiu muito problema em tais conceitos admitidos nas mais variadas sociedades, ao longo do passado. Nem sempre uma quebra de paradigma ou uma continuidade de uma situação derivam a uma melhora, depende muito aonde quer chegar e se há nexo em tal conceito de ação. A evolução é retilínea, uma trilha reta, continuidade do ponto de p...

Marina Silva Presidente

Por: Júlio César Anjos Ao passo que as eleições já batem à porta, os candidatos surgem ao natural com as especulações, materializando as candidaturas no momento oportuno. A certeza desnuda Marina Silva como uma das escolhas para o eletivo da executiva nacional, o mais importante cargo do país. Marina Silva tem “qualidades” que a deixam como uma forte opção para governar a nação. A aptidão da partidária do Partida da Rede (Antes era do PSOL e fez parte do PT) não deriva por ordem de tecnocracia, nem astúcias de experiência profissional e tampouco um ótimo desempenho intelectual a lastrear tal condição como dirigente do Estado. O que congratula Marina Silva são as estirpes de ser: Mulher; Afro-descendente; Religiosa; Origem Pobre, e Socialista. As modalidades apresentadas não perfazem preconceito, e tampouco são piegas doravante as causas, apenas são os fatos de aptidões que serão extraídas em campanha eleitoral pela própria militante ex-PT. O lado bom é que, ao eleger Mar...