A Flor e o Coturno
Por: Júlio César Anjos O escudo invisível de segurança da flor é a junção do clamor. Quando não há agressão, as pessoas interessadas pensam no melhor, inserindo a cor com o sabor, pois o cheiro da planta em uma região traz vigor e a coloração alegra a visão do coração. Mas nem todas as regiões possuem a proteção intangível, pois há o antídoto calamitoso: a botina da opressão. O colorido devasta o mau humor, quebra a barreira da tristeza, o cheiro identifica o endereço, como se marca fosse de tal localidade. A intensidade do frescor, a fragrância mais forte, desbrava como molde a alma torta do sujeito sem sorte. Bem aventurado o cidadão que se adaptou, entendeu que a flor é ferramenta contra a morte. Morte de idéias, de diferenças, de melhora de uma sociedade em geral, pois, o mais bonito em um cenário regional, é uma flor sustentada, de pé, normal. Mas nem todos os povos possuem variedades do sabor, a flor é machucada pela botina da escuridão, da tristeza e da calami...