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Como as Democracias Morrem: Captura de Árbitros

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Por: Júlio César Anjos A maior regra de ouro da democracia, talvez, seja a busca pelo equilíbrio de forças, pois, a obviedade diz que a concentração de poder acaba com a soberania popular. Deste modo, a extrema-direita, embora ainda sem o legislativo, conseguiu tomar de assalto até a cadeira presidencial com o apoio de militares, da operação lava-jato, empresários em conluio com o Estado, todos estes que não mediram esforços para alçar um miliciano corrupto no topo político. Não obstante, para a direita tomar o poder de vez terá que fazer a maior e melhor jogada política que se conhece: a captura de árbitros. Deste modo, ao controlar tudo, quando forças contrárias e o povão reclamarem de hostilidades, não haverá a quem recorrer. É salutar, porém, lembrar-se da frase de efeito que este blog sempre diz: “Não dê mais poder pra quem já tem”. Enfim, a tal da “lava-toga”, é, na verdade, o fim da democracia porque a ditadura é o resultante do desiquilíbrio de forças atuantes na política ...

O Mecanismo do Golpe [No Brasil]

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Por: Júlio César Anjos Sabe qual é o problema da aplicação do golpe? É que os golpistas têm que ficar todo momento justificando que fizeram o bem.  Viram escravos das suas ações. Os golpistas precisam, portanto, gerar sempre a validação do feedback e da retroalimentação da informação daquele ato praticado, para convencer a todos que fizeram a coisa certa. E por terem praticado a coisa errada ou de maneira não convencional, esse ciclo nefasto fica cada vez mais claro e visualizado por todos, chegando ao torpor da indiferença, amparado somente por instrumentos que geram populismo e 'espetacularização'. É o fim das instituições como bastiões democráticos. É o momento que o mecanismo sempre dá golpe contra o povo, ao impedir a escolha natural eleitoral na eleição. O mecanismo do golpe tem sempre o mesmo tipo de operação: a justiça [mais precisamente o MP] mexe papel ou toma uma decisão; essa ação da justiça é divulgada na mídia e gera repercussão; o embate vai para as red...

1964 – O Ano que Nunca Acabou

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Por: Júlio César Anjos A convenção lógica destaca normatividade que nas narrativas históricas em muitos casos o vencedor é quem faz o roteiro da crônica; só em casos de exceção que acontece o contrário – o derrotado cria o conto -, porque o vitorioso possui a dominação em áreas do conhecimento e dissemina o relato que melhor o convir, embora essa contextualização final tenha que estar cimentada diante alguns paradigmas de fatos. Os exemplos são crassos: Na guerra Fria os EUA são os bonzinhos e os sovietes são os vilões; na segunda guerra mundial a Inglaterra é heroica e os alemães (nazistas) são os malvados; e por aí vai. No aspecto de exceção, a guerra do Vietnã é um bom exemplo de subversão do conto histórico, pois os EUA estavam a capitular o Vietnã do Norte completamente e, por pressão do próprio povo norte-americano (além de decisões partidárias e de eleitorado), os ianques tiveram que sair do combate de forma apressada por deserção, mesmo os vietcongues sem força para contra...

Breve Comentário Sobre a Volta da Monarquia no Brasil

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Por: Júlio César Anjos Antes de fazer qualquer objeção sobre a monarquia no Brasil, seja na época do Brasil Império ou o debate pela volta da coroa como sistema de governo, há de evidenciar certos dogmas da monarquia como um todo, no seu aspecto geral. Desde o surgimento até a queda, o fato histórico deriva de muitos meandros históricos, por isso que esse texto será somente um breve comentário, um apanhado resumido das principais implicações da monarquia e a sua regência real. O texto será organizado em intertítulos [sistema documental que eu não gosto, mas que é mais compreensível para o leitor] a fim de melhor organização material. Segue: O nascimento da Monarquia Ocidental (Século V até XIX) Após cair o império romano (476 d.C.), os bárbaros, povos que viviam fora das fronteiras do império, constituíram em germanos, eslavos e tártaro-mongóis. Então, para entendimento deste texto, o que importa é pescar os acontecimentos históricos na Europa Ocidental. Portanto, dian...

Não Passarão!

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Por: Júlio César Anjos A correspondente petralha, que tem a estrela de cinco pontas na lapela, que faz cosplay de jornalista, a tal da Cristiana Lobo, está em uma melancolia profunda, além de uma comoção absurda em torno do partido do petrolão. A militante de microfone deu a dizer que o PT não largará o osso facilmente, como se todo mundo não soubesse disso. Lógico que não entregará o jogo, pois o partido não é democrático, tampouco honesto, é uma sofisticada organização criminosa no poder. Sendo assim, a correspondente da ORCRIM lançou chantagem pela TV, dizendo que o congresso terá que resolver a artilharia que o PT acometer. Na boca da Cristiana Lobo saiu a resolução de que o PT está disposto a jogar no colo do congresso o debate de novas eleições. Já os outros idiotas úteis do partidão revelam que o governo quer desde estado de defesa a até estado de sitio, em que planejam golpe até mesmo pela forma bruta. É um partido sórdido mesmo esse PT. Enfim, que se volte ao estado...

Invenção Militar

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Por: Júlio César Anjos A Intervenção é golpe e o golpe é intervenção. Porque todo golpe faz alguém ter que intervir (tomar parte) para conquistar o que deseja. Ao passo que a partir do momento que se intervém, só se faz mediante coerção (física ou não). Portanto, quem pede que os militares reajam sobre aspectos políticos, nada mais faz do que intentar pela invenção militar. As pessoas estão desesperadas por causa da sanha dos larápios que se impregnaram no poder. Ao passo de não poder tirá-los de lá via convencimento (democraticamente), tais cidadãos de bem clamam até mesmo para uma restauração dos pilares republicanos, em que clamam até mesmo ofensiva hostil, pela miríade militar. É a angustia em tentar achar um herói ao meio o caos. Desta maneira, o conterrâneo quer derrubar o poder que está constituído, em vigor, sem ao menos verificar o que poderá ser instituído e subirá emanado pela comoção popular. Pela falta de opção, há aquele risco a correr entre tirar um governo ...

Ingovernabilidade

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Por: Júlio César Anjos A maioria das pessoas acha que o principal motivo de uma ingovernabilidade de um político é a dívida de “herança maldita” adquirida pelo antecessor. É obvio que problemas financeiros desencadeiam uma dificuldade maior em lidar no mandato do sucessor, além de não atingir alguns objetivos por causa desta mazela contraída já no início de gestão do político, mas o fato é que o problema em caixa não é o principal motivo do não conseguir governar. O principal incômodo de um gestor é a autodestruição da população via viés ideológico, ao sobrepor os interesses específicos, não lutar por uma bem maior que transpassa o limítrofe geográfico, pois é da prática do comunista ser “universal” aos próprios pares, ou seja, o comunista estrangeiro é mais companheiro que o conterrâneo que pensa diferente do socialista engajado. Essa auto-sabotagem existe e sempre está em curso neste momento globalizado, em que os marotos formam gangue da camisa vermelha para referendar em...