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Clímax é um Filme Preconceituoso

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Por: Júlio César Anjos A película Clímax, de Gaspard Noé, é tida por parte do meio cinematográfico como um filme cult. Ao ser feito com baixo orçamento e de forma improvisada, a produção do longa-metragem consegue prender o espectador com a sua exuberância das cenas de coreografias de dança, mesmo tendo características que se comparam a de um documentário. E Embora baseado levemente em fatos reais, a mensagem do evento não necessariamente é o mesmo recado que o diretor quer passar àqueles que consomem o entretenimento com observação aguçada, o que faz o filme não ser tão cult assim. É preciso, então, fazer a análise fílmica de Clímax para constatar que o filme é caracterizado infelizmente como sendo de caráter preconceituoso. Há quatro significados inseridos em um filme ao se fazer análise fílmica, seja curta ou longa-metragem. São eles: Significado Referencial [Sinopse]; Significado Explícito [Literal e Visível]; Significado Implícito [Velado]; Significado Sintomático [Revela...

I Like Ike: O Melhor Viral Eleitoral de Todos os Tempos

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Por: Júlio César Anjos Em 1952, o então General Cinco Estrelas, líder combatente na segunda guerra mundial, Dwight D. Eisenhower resolve concorrer à presidência dos EUA em um período de turbulência no país, diante de um ambiente paranoico e hostil do fiscalismo de McCarthy, que via comunismo em todo lugar [até debaixo da cama], conhecido como macarthismo. Eisenhower, embora um excelente militar, naquele momento teria que modificar a sua postura política, caso quisesse ser agraciado com a confiança dos americanos em voto. Diante disso, o departamento de marketing do candidato republicano resolveu fazer a campanha “I like Ike”, que significava eu gosto do Ike – Ike que nada mais era que o apelido de Eisenhover desde a infância.   I Like Ike 1952: Mas por que, diabos, um General cinco estrelas, vencedor da grande guerra, iria se submeter a uma propaganda eleitoral infantil, uma peça quase que bobinha? Simples, quebra de estigma. Um combatente de guerra tem como ca...

AVON: OBEY

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Por: Júlio César Anjos Uma das lógicas aprendidas no ensino médio, sendo reverberada no ensino superior, especificamente nas ciências sociais aplicadas, é a função Apelativa ou Conativa de Linguagem. Essa determinação é estudada desde o conhecido “Beba Coca-Cola!” até o Tio Sam com o dedo em riste apontando e querendo o patriota na guerra ("I Want You for U.S. Army”). Mas o que antes era só uma regra de convenção na língua portuguesa, hoje, e com o aumento de metodologias de publicidade e propaganda, eis que aparece a nova ferramenta de promoção de marketing: OBEY. E a AVON, multinacional capitalista, por incrível que pareça, utilizou-se desta artimanha de Fenomenologia. Porque a AVON manda e você obedece. Ponto final. Primeiro, que se estabeleça a origem do OBEY. Esse slogan teve como sucesso estrondoso mesmo na fabricante de camisa que gerou a marca registrada “OBEY Clothing”. Mas o que inspirou ao empresário a fazer tais camisetas foi o filme de 1989, chamado “Eles Viv...

As Bebidas dos Contos

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Por: Júlio César Anjos As bebidas apresentadas aos contos gráficos, seja os da literatura ou somente peça de entretenimento, aparecem com frequência nos escritos inventados para promover o conteúdo do livro, da peça teatral, arquivo religioso, ou até mesmo do periódico jornalístico. O líquido com certo poder aparece constantemente nos clássicos das escrituras, seja sagrada ou não. As poções das estórias são muito mais legais do que os produtos vendidos no mercado, hoje em dia, como o refrigerante, a cerveja, cachaça, entre outros.  Já ouviram falar em: Mandrágora, Defunticaba, Cicuta, Hidromel, Leite-com, e Composto Gummi? Certamente um ou outro, mas dificilmente todos. Caso saiba de todos, então você é um cara legal. Voltando ao assunto, essas substâncias são enriquecedoras nos contos, pois possuem poderes além do imaginável, que dão força, ou não, para quem os usa. Tudo bem que o papel aceita tudo, mas fazer criações que elevam de patamar, quebram paradigmas, e sobrevive...

Óscar 2015

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Por: Júlio César Anjos O óscar de 2015 teve apresentação blasé, com filmes chinfrins e um entretenimento mais do mesmo. A única coisa que diferenciará esse óscar dos demais, além do aspecto da mediocridade técnica do show, é que o prêmio da academia utilizou-se, em demasia, de politicagem rasteira.  É triste ver que até mesmo este espetáculo ficou preso nas garras da histeria moderna da luta de uma “causa” qualquer, que faz a comoção popular berrar por tudo e por nada ao mesmo tempo. Por isso que é histórico saber que Hollywood sempre foi esquerda caviar. O que aconteceu no espetáculo da cinematografia de 2015 foi um atropelamento de bandeiras políticas das mais variadas, colocando em xeque até mesmo o verdadeiro propósito da reunião fraterna da indústria do cinema. Quando a política solapa a essência de tal ramo industrial, é notório saber que há problema geral em curso. E em Hollywood não é diferente. Rezar na cartilha das “causas sociais” é jogar à revelia a qualidade d...

A Metalinguística do filme Hugo

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Por: Júlio César Anjos O filme Hugo revelou-se uma grande história contagiante para os cinéfilos, empolgante para o público em geral, pois os telespectadores que tiveram o privilégio em assistir uma obra prima sem igual, embora sem foco na explicação, mostrou a magia do ramo do entretenimento, com a metalingüística voltada ao próprio filme. É glorificante saber que há vários filmes dentro da película de Hugo Cabret, personagens multifuncionais, em uma estória eclética. Mas poucas pessoas conseguiram enxergar o que o diretor tentou transpassar ao assistente, houve muitas criticas sobre a obra porque o povo, àqueles menos refinados à investigação da moral da história, não conseguiu entender as amarras do longa-metragem.  O filme no Brasil foi - de certa forma - contaminado pela tradução errônea do título do texto, derivando o entendimento do telespectador à conclusão fora de parâmetro, o que se conclui uma crítica desvirtuada sobre o filme. Inseriu ao título a menção: “in...