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The Economist x Bolsonaro: Muito Além do Populismo

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Por: Júlio César Anjos Recentemente a revista liberal inglesa The Economist, com um periódico intitulado: “Brasília, nós temos um problema – O Perigo representado por Jair Bolsonaro”, escreveu como subtítulo e teor de que o Bolsonaro seria um candidato populista, por isso pode ser uma ameaça por causa desta atribuição. Apesar de a revista estar certa de que Bolsonaro é uma ameaça à democracia, o conteúdo do texto peca em atribuí-lo como sendo populista.   Bolsonaro é muito além do populismo, é a bola da vez da classe média. Segundo o dicionário, populismo é assim explicitado: “política baseada no aliciamento das classes inferiores da sociedade”. Agora, veja um dos discursos do Bolsonaro no debate da Band: “O brasileiro tem que escolher menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Nota-se, portanto, que o Bolsonaro pode ser qualquer coisa, menos populista.   Isto [não ser populista] deveria ser uma espécie de elogio ao Bolsonararo. Afinal, seria dif...

Eleição 2018: Iluminados; Ideias Coletivas; e Botas

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Por: Júlio César Anjos Falta um ano para a eleição presidencial de 2018 e a pergunta que fica é: O impeachment valeu a pena? Respondendo curto e grosso: Politicamente, infelizmente não [no campo econômico, sim. Mas isso aí é voo de galinha]. Porque, parafraseando a ex-presidente Dilma, “dobrou a meta” do populismo nacional.  Pois, se antes, em todo o moroso e cansativo processo da destituição, ao ouvir o pulsar das ruas, as cabeças pensantes deste país queriam não só o fim da corrupção, mas também a remoção da ameaça totalitária como objetivo-fim, então, saber que os líderes de pesquisas de intenção de voto, neste momento, constituem-se como dois “mitos” autoritários é algo assustador. Todavia, revelador ao mesmo tempo. O Brasileiro comporta-se do mesmo modo que países que já desdenharam a democracia: idolatrando iluminados, insuflando ideias coletivas e angariando botas (exercito). Perigoso. O impeachment da Dilma gerou um vácuo de poder político que tem tudo para ser pre...

Ciclo da Atitude

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Por: Júlio César Anjos Certa vez, ao voltar de uma congregação festiva qualquer, à noite, após algumas doses etílicas em consumo, viu-se de longe uma briga entre casais, que estavam em vias de fato na via esburacada. O amigo dos enamorados foi proativo na ocasião, ao enxergar toda a situação, resolveu defender a menina, que estava aos gritos contra o namorado, berros de quem brigava com ou sem razão.  Eis que a moça de grosso trato esquiva-se e responde o separador de brigas ao falar face a face que não precisava de ajuda e nem de defesa de ninguém, por isso a lição foi aprendida, o que mostra a verdade do ditado popular: Briga entre marido e mulher, ninguém mete a colher. Já, outra vez, houve uma briga entre dois homens na rua, sopapos e pontapés de todos os lados, briga de pessoas ferozes decidindo um problema na força. Eis que ninguém mexeu um dedo se quer para apartar a briga. Os sádicos gostavam de ver a sangria ocasionada pela luta, e os outros transeuntes, embo...

O protesto do capitalista

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Por: Júlio César Anjos Dançam os sinalizadores, um protesto emerge, assim as plaquinhas se movimentam com as frases de poucas palavras, cambaleiam uniformemente, marcham de um lado para o outro, sincronizam o manifesto do pensamento, com ditos de ordem. É triste saber, mas quaisquer uns daqueles cidadãos, os proletários, que blasfemam contra o patrão, não conseguem e não sabem gerir uma empresa como o empresário faz. Ser pedra é fácil, mas ser vidraça é trágico. Levantar a plaquinha é mais cômodo e simples. Alguém já viu as plaquinhas de protesto cambalear aos sábados e domingos? Até os piquetes possuem o DSR (Descanso semanal remunerado). Os sinalizadores sambam sempre no horário de expediente, no pico do trabalho, mas possuem férias e DSR’s. É fato a ironia: As plaquinhas trabalham muito, por isso o descanso merecido. Agora, ninguém reconhece o esforço do empresário, em ter que beijar as botas dos políticos, lidar com uma massa influenciadora que cobiça preguiça, faz...

Resignação

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Por: Júlio César Anjos Em uma época progressista da sociedade, o avanço tecnológico permite que se extraiam todas as dores e infortúnios em uma espécie de sugador de organelas, cria um sistema inibidor de tais problemas e captura em uma cápsula as máculas que ferem o corpo e a mente. Notavelmente a ciência descobriu que modificações químicas além de mutarem células, criam pequenos sinais que fazem as mazelas que criam doenças, dores e enfermidades quaisquer. Um equipamento avançado limpa, no mesmo formato de um aspirador de gordura da cirurgia plástica, retirando impurezas como os sinais que correm pelo sistema nervoso, além de aspirar células cancerígenas e vírus dos mais variados. O avanço consiste em um líquido que injetado pela veia, faz com que tais impurezas fiquem presas em certo local do corpo (pâncreas, intestino, pulmão...). Então o aspirador retira tudo, criando um lixo que não é hospitalar e nem normal, é um lixo diferente e que deve ser tratado de forma difer...