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Como as Democracias Morrem: Captura de Árbitros

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Por: Júlio César Anjos A maior regra de ouro da democracia, talvez, seja a busca pelo equilíbrio de forças, pois, a obviedade diz que a concentração de poder acaba com a soberania popular. Deste modo, a extrema-direita, embora ainda sem o legislativo, conseguiu tomar de assalto até a cadeira presidencial com o apoio de militares, da operação lava-jato, empresários em conluio com o Estado, todos estes que não mediram esforços para alçar um miliciano corrupto no topo político. Não obstante, para a direita tomar o poder de vez terá que fazer a maior e melhor jogada política que se conhece: a captura de árbitros. Deste modo, ao controlar tudo, quando forças contrárias e o povão reclamarem de hostilidades, não haverá a quem recorrer. É salutar, porém, lembrar-se da frase de efeito que este blog sempre diz: “Não dê mais poder pra quem já tem”. Enfim, a tal da “lava-toga”, é, na verdade, o fim da democracia porque a ditadura é o resultante do desiquilíbrio de forças atuantes na política ...

Capitalismo de Farelo

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Por: Júlio César Anjos Há debates no território brasileiro para saber se o Brasil é capitalista, desenvolvimentista ou socialista. Há certa confusão, é claro. Porque para os liberaloides, a nação é socialista; para os Socialistas de Iphone a pátria é totalmente capitalista; e para os sensatos o Brasil sempre foi desenvolvimentista. Mas há distorções quanto à percepção do desenvolvimentismo porque sempre houve no Brasil uma espécie de capitalismo de farelo; assunto que será abordado neste momento. No Brasil há uma espécie de capitalismo de farelo [que vive de migalha]. Enquanto que no banquete do desenvolvimentista poucas megaempresas saciam dos grandes montantes de recursos públicos [na fusão Empresa x Estado], há uma pequena anarquia em microempresas ou indivíduos informais que vivem deste farelo, atividades que prestam trabalhos após o início da banda de estímulo econômico vindo do Estado. Para melhor compreensão, é preciso fazer exemplificação. Segue: O governo do PT q...

Lei dos Migrantes - Números Arábicos

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Por: Júlio César Anjos Com a discussão da lei da migração em voga, a extrema-direita está a afirmar que a lei de migração significa privilégio para migrar somente árabes; árabes muçulmanos; árabes muçulmanos terroristas; árabes muçulmanos terroristas da sharia. Oh, meu Deus! A lei da migração = árabes muçulmanos terroristas da sharia [Corram para as colinas]. Isso, lógico, não passa de gritaria sem sentido. Seu xenófobo extremista. Eu não sei se esse povo da extrema-direita é doente mesmo ou são só malandros que querem ganhar algum naco político ao polemizar isso, mas o fato é que eu não estou inventando nada, a narrativa surreal contra a lei da migração é justamente essa. Segundo os extremistas, nenhuma etnia virá para o Brasil, pois eles afirmam categoricamente que somente os árabes muçulmanos terroristas da sharia é que virão pra cá. Somente eles e ponto final. Ai, ai, ai, se contestar. Mas o interessante é que o maior receio do brasileiro em geral está na mudança cultu...

Chinfrim

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Por: Júlio César Anjos Nem o céu que faço desdém, nem o inferno que não me convém, nem mais e nem menos, apenas o igual mais-ou-menos. Estou, hoje, preso à monotonia cansativa, exaustão do vácuo, da falta de preenchimento, da rotina normal. É o clichê clássico, o status quo do hábito. O abundante eu nunca tive e o escasso não experimentei, mantenho a continuidade do equilíbrio “xarope”. Aprecio o chato dividido, nem a alegria exorbitante, nem a tristeza horripilante, apenas a mesmice convencional. O espaço é milimetricamente medido, a mensuração se faz pela eficiência de ocupação, pois adapto-me entre os pontos eqüidistantes do supérfluo e da carência. A minha agenda é o copo da dúvida, por ter alguns afazeres, alguns dizem que está meio cheio. Contudo, por não estar preenchido, outros dizem que está meio vazio. Mas a agenda copo, neste contexto, está meio a meio, mesmo que muita gente não veja a verdade, a metade existe. A minha vida está equilibrada, sem sal nem açúca...

Valoração Laboral

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Por: Júlio César Anjos Diz que chegou um determinado momento no equilíbrio de valoração de atividade laboral, que todo mundo começou a receber o mesmo valor salarial, praticamente, em uma editora qualquer. Um escritor, inconformado, não se dava por satisfeito ter que elaborar a história, escrever e entregar o produto todo digitado, para - no final das contas - receber o mesmo salário conferido ao rapaz da guilhotina da editora. Curioso, o escritor ficou um Mês após o expediente aprendendo o serviço do guilhotineiro, já que o serviço pagava a mesma quantia que a labuta conferida pelo suor do escritor. O escritor descobriu que o serviço de guilhotina é fácil, pouco cansativa, exigia pouca habilidade, atenção, não tinha obrigações e exigências de tomada de decisão, e se o serviço fosse mal feito dava para corrigir. O serviço exigia somente de apertar o botão e colocar algumas folhas de papel quando houvesse necessidade, só isso. O escritor, frustrado pela falta de merit...