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Quanto Mais de Perto Você Olha, Menos Você Vê

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Por: Júlio César Anjos Bolsonaro foi esfaqueado. E todo mundo só está focado em coisas menores como, por exemplo, em saber o porquê de a perfuração não sair sangue (?). Embora o ataque ao Bolsonaro seja algo extremamente preocupante, pois atenta contra a democracia brasileira, o fato é que a ação criminosa é de uma profundidade maior que a facada em si, é questão de narrativa a situações vindouras. Neste sentido, cabe conclusão. O Adélio esfaqueou Bolsonaro para mata-lo? Sim. A operação foi malsucedida? Não. Primeiro, que se alguém quisesse de fato matar Bolsonaro de forma eficaz, usaria um atirador de elite, aplicaria envenenamento, ou atiraria até explosivo para fazer o serviço completo. Diante disso, Adélio preferiu esfaquear Bolsonaro em meio à multidão. Numa operação dessas, Adélio tinha 3 condições na sua ação: 1) Conseguir matar; 2) Conseguir ferir (de morte ou não); 3) Não conseguir nem atingir o alvo.   Mas Adélio queria, com absoluta certeza [e isso o fe...

A Falácia Eleitoral do Falso Post Hoc

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Por: Júlio César Anjos A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ("depois disso, logo causado por isso") caracteriza-se na premissa de que um evento só é causado por causa de outro antecedente. É uma correlação coincidente, em que uma ação A só foi realizada por causa de outra ação B. Diante disso, para uma melhor compreensão, segue um exemplo básico: ”o galo sempre canta antes do nascer do Sol. Logo, o Sol nasce porque o galo canta”. Isso, como se comprova em fato, é uma falácia porque o astro nasce independente do galináceo cacarejar. E na política é a mesma coisa, algumas premissas tornam-se falsamente verdadeiras somente por causa de uma lógica sem noção. Desta maneira, há outra exemplificação. Veja: “um candidato enche um local com o seu eleitorado de prontidão. Logo, esse candidato ganha eleição”. O que é um post hoc falho no empirismo e na concepção. A Ditadura militar foi uma época de anos de chumbo que evitou rios de sangue – argumentava Roberto Campos.  O proble...

Geraldo Alckmin está Certo porque é a Certeza nesta Eleição

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Por: Júlio César Anjos Geraldo Alckmin está certo em jogar parado. Também está certo em ser parcimonioso na questão dos caminhoneiros, fleumático e racional sobre os aspectos de caos que o Brasil vivencia, ao mostrar o seu posicionamento e comportamento natural de mediador de conflitos. Porque, em era de extremos, mostrar-se diferente é essencial.   Os cães extremistas ladram nas ruas para não deixar a caravana da riqueza do país passar. Eles querem o caos. Mas eles quem? Os extremistas tanto da direita – que querem intervenção militar – quanto da esquerda – que agem no conceito “quanto pior, melhor”. Os dois grupos acham que, após a eleição ser finalizada, havendo um ganhador, as coisas se normatizariam espontaneamente, dando governabilidade para um candidato extremista de ocasião. Não governariam não. Se ganhar um extremista, seja ele quem for, o outro lado extremista incomodará a governabilidade deste radical vencedor sem parar. Pura questão de lógica. Deste modo, p...