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COPApp: Contribuição Patronal em Aplicativos

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Por: Júlio César Anjos O cenário político brasileiro clama por um equilíbrio de forças. As esquerdas ainda não conseguiram voltar a ter apelo após o impeachment da Dilma Rousseff e a prisão de Lula. E das derrotas sofridas, a mais impactante se deu realmente no fim do chamado jocosamente “imposto sindical”, que na verdade se chama “contribuição sindical”, mecanismo financeiro que fazia a motorização pela pecúnia a ativação de uma militância aguerrida e organizada pelas esquerdas. Certamente não dá para voltar com o imposto sindical porque tudo na vida muda e tende a se modernizar. Por isso que há de se criar uma alternativa a essa contribuição. Deste modo, chega-se à solução COPApp: Contribuição Patronal em Aplicativos. Com a milícia avançando no Estado sem parar, diante a sua capacidade de matar quem quiser sem sofrer consequências, há a necessidade de fazer um equilíbrio de forças e trazer a esquerda a ter alguma proeminência no cenário político nacional. Nenhuma democracia...

Quem Vai Pagar o Pato?

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Por: Júlio César Anjos Nas manifestações “fora Dilma!” do impeachment da petista, a FIESP logo mandou avisar que não pagaria o pato, ao demonstrar que o empresariado não vai mais bancar a bagunça estatal [mesmo todo mundo sabendo que o corporativismo empresarial surfou no Lula e na Dilma – até onde deu]. Mas a fatura é alta, deve ser paga para não gerar mais crise ainda, com alguns políticos, até mesmo os mais bem colocados em intenção de voto, corporativistas que já estão sinalizando que também não pagarão o pato, pois não mexerão nas benesses de jeito nenhum. Se Empresariado e Estado não querem pagar a conta, então a fatura ficará para o “povo” (pessoa física) honrar compromisso de terceiros. Nese caso, então, há três visões de mundo para resolver esta situação: Esquerda; Direita; Centro. Deste modo, não havendo enxugamento da máquina pública por causa do corporativismo estatal – ao não conseguir acabar com as benesses dos marajás que vão desde a ponta até a base da pirâmid...

À Caneta Desesquerdizadora | Ref.: Tributos na Nota

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Por: Júlio César Anjos Corrija-me, se estiver enganado, ou ignore-me se a lógica estiver errada, mas o problema desta nota (figura abaixo), e de todas as outras, está na formulação do cálculo tributário. Na minha concepção, a incidência tributária tem que estar no produto e não no preço final, como é feita nesta situação. Eu explico: A regra de três deste cálculo está pegando o valor total do tributo e o valor total da nota, ignorando o valor do produto. Até onde eu tenho conhecimento, isso é ridículo, pois o tributo tem que incidir no produto. Diante disso, segue exemplo ilustrativo:   Regra de Três simples No método da nota, o valor percentual é de 70,61% No método "americano", o valor percentual é de 240% No “método americano”, a ideia é simples: Nos EUA, o cliente pega o produto com preço na gôndola de R$ 234,80 (Duzentos e Trinta e Quatro Reais e Oitenta Centavos) e paga o imposto no caixa de R$ 564,09 (Quinhentos e Sessenta Rea...

Maconha: Melhor que Cigarro

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Por: Júlio César Anjos O debate sobre a legalização ou não das drogas está em ebulição. Mesmo todo mundo sabendo que não é causa primordial tal discussão, pois o povo precisa resolver outras ocasiões mais complexas e problemáticas que a primazia do uso livre da droga ou não, o embate está em voga neste momento. E nesse meio termo, surge a execução da maconha ser a bola da vez, ser a substância queridinha do libertário de ocasião. Os defensores da causa, para defender a “erva natural”, comparam produtos de similaridade e a praxeologia em curso. A Cannabis não será igual o cigarro, será melhor, pois maconha, para o principal envolvido no processo, é melhor que tabaco. Primeiro que se compare maconha ao cigarro, como produto similar.  Os dois produtos ferem o princípio do dano, em que a fumaça incomoda terceiros. Os dois provocam, no longo prazo, problemas à saúde, sendo que intoxicam os pulmões e afetam outros fatores ao uso prolongado no individuo viciado. Os dois causam cu...

Lugar que Falta Pão

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Por: Júlio César Anjos Já diz o ditado: “Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. E essa frase deriva justamente àquilo que muitas correntes proferem em defesa da liberdade econômica à social.  Mas, como assim? Simples, uma região que está com dificuldade econômica, tudo é motivo para gritaria e algazarra que em muitos casos nem nexo tem. Por isso que o Brasil está implodindo. E, sendo assim, parafraseando Olavo, nesta situação o que mais sobra é o tal do imbecil coletivo. Em uma região próspera, em que o sucesso econômico deriva em uma concretização do melhoramento social, as pluralidades são suportáveis, com o respeito como salvaguarda do bem-estar. O palestino é até vizinho do Judeu; O professor comunista debate harmoniosamente com o empresário capitalista; O pobre se incomoda e o rico se sensibiliza. Ou seja, as divergências ficam em segundo plano, pois a evolução do melhoramento anda devagar, mas trilha no caminho certo. Contudo, em uma regi...

O Pré-Sal

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Por: Júlio César Anjos O PT vai se utilizar, mais uma vez, da privatização. O partido que há pouco tempo exorcizava tal iniciativa austera, econômica e racional, agora, vendo o circo pegar fogo e a crise se instalar ao âmbito nacional, deixa a hipocrisia guardada no estoque porque infelizmente é o certo a fazer. Há discussões sobre o como fazer, se a partilha é o melhor sistema de privatização de outras, ou se há alternativas para impedir tal negociação. O fato é que o sistema exauriu, seja pela incompetência vermelha ou pelo método rudimentar sacramentado desde a época de Vargas, o fato é que estatismo nunca dá certo, nunca é bem-sucedido.  Mas a principal pergunta que permeia toda rodada de negociação é única: O pré-sal existe?  Para responder a pergunta, há a necessidade de comparação com outro produto similar, a fim de deixar mais lúdica a defesa de que o pré-sal não existe de fato. Agora, Imagine senhores, para critério de comparação, um turismo lunar. A lua ex...

A Torradeira

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Por: Júlio César Anjos A sociedade chegou a um nível sem igual, a torradeira virou artigo de status, todas as pessoas passaram a buscar tal eletrodoméstico como objeto de valor maior do que a utilidade, em si, do produto. O equipamento começou a aparecer com designers dos mais variados, para todos os gostos e bolsos, mercado pujante através de uma mercadoria totalmente substituível, o que traça uma bolha no ramo de atividade. Tudo correria normalmente, até que os burocratas resolveram atacar tal seguimento. O governo, vendo o crescimento de consumo em tal concepção, resolveu instituir o que chama de tributo, um imposto chamado ISET (Imposto Sobre Equipamentos Tostadores). Tal medida instigou debates e mais debates Brasil afora, todos convergindo sobre preceitos do Estado. O novo tributo afetou também as linhas de chapas e algumas prensas de cozinha e siderurgia. Os políticos, através de mudanças no código tributário nacional (CTN), resolveram fazer debates sobre o fato ...

O Uniforme do Ratinho JR

Por: Júlio César Anjos Assim começa o texto, com uma música martelando na cabeça dos indecisos: “Marcha soldado, cabeça de papel, quem não marchar direito, vai preso pro quartel”. O que são os uniformes se não a unidade do vestir? Pois bem, Ratinho Junior quer vestir crianças do colégio com “uniforme de graça”, a intenção é muito boa (de boa intenção o inferno está cheio, diz o pensador), mas o que fica é a sensação de uma base estrutural oca, como se ao invés de fazer uma parede de concreto, utiliza-se de gesso para maquiar a moradia. Muitas indagações divagam em conceitos, perguntas dos sujeitos, pois o eleitor quer saber mesmo a verdade. Primeiro que “uniforme grátis”, assim como o almoço grátis, não existe. Alguém pagará pelos uniformes, lastreados pelos impostos (tudo que é imposto não é democrático), que: ou serão aumentadas as contribuições (aumento de IPTU e ISS); ou tal recurso tenderá a uma transposição, tirando imposto de uma área para colocar em outra; ou o recu...