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Sumidouro dos Desvalidos

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Por: Júlio César Anjos Pedro A boa noticia é que parou aquela incessante dor de dente que Pedro estava sofrendo sem parar. Caiu o último incisivo que fazia a resistência de perdurar em sua boca, cuja se materializava somente em sofrimento e que não tinha mais serventia para nada. Não há dor naquilo que não se tem. É preciso ter para doer. O dente? Não. Serve também pra qualquer coisa que o valha. Mesmo banguela, o homem estava, por um breve momento, radiante: uma dor a menos para suportar.   Para quem não tem nada, isso é algo muito significativo. Então, fez o que mais sabe fazer, beber para comemorar. Pedro tinha mais coisas que o fazia lembrar, e por isso doía, o que o tempo fez questão de anestesiar. Idoso, o maltrapilho não viveu sempre na rua, pois, tinha emprego, família e um abrigo para chamar de lar. Bom contador, pai ausente, e sempre presente estava um copo ou uma garrafa de bebida alcoólica nas mãos. A sua íntima - e personalíssima - tristeza era represa...

As Bebidas dos Contos

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Por: Júlio César Anjos As bebidas apresentadas aos contos gráficos, seja os da literatura ou somente peça de entretenimento, aparecem com frequência nos escritos inventados para promover o conteúdo do livro, da peça teatral, arquivo religioso, ou até mesmo do periódico jornalístico. O líquido com certo poder aparece constantemente nos clássicos das escrituras, seja sagrada ou não. As poções das estórias são muito mais legais do que os produtos vendidos no mercado, hoje em dia, como o refrigerante, a cerveja, cachaça, entre outros.  Já ouviram falar em: Mandrágora, Defunticaba, Cicuta, Hidromel, Leite-com, e Composto Gummi? Certamente um ou outro, mas dificilmente todos. Caso saiba de todos, então você é um cara legal. Voltando ao assunto, essas substâncias são enriquecedoras nos contos, pois possuem poderes além do imaginável, que dão força, ou não, para quem os usa. Tudo bem que o papel aceita tudo, mas fazer criações que elevam de patamar, quebram paradigmas, e sobrevive...