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Lealdade na Política

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Por: Júlio César Anjos Lealdade na política; virtude que todo político almeja, mas que, dependendo das circunstâncias, nenhum a tem. Lealdade é condição. E por isso é preciso certas condições para que a fidelidade possa continuar. Uma das situações em que se perde esse companheirismo moral se dá na traição. E a partir do momento em que há traição, sejam por acordos [tácitos] ou valores [morais] trincados, há uma quebra de confiança e, a partir deste momento, já dá para ser desleal sem que a isso seja considerado como algo errado.   É por causa de tais quebras estabelecidas que a lealdade na política seja considerada como algo muito relativo e raro. “Ninguém solta a mão de ninguém”, bradavam os militantes petistas vendidos a base de pão com mortadela, ao gritarem todos de mãos dadas que Lula era “guerreiro do povo brasileiro”. Tirando esses coitados pagos pela escravidão moderna, o fato é que politicamente falando, pelos meandros sociais – que vão desde empresários até ins...

Admirável País Novo

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Por: Júlio César Anjos O Admirável País Novo será liberal na economia e conservador nos costumes.   Mesmo sabendo que, em um estado confessional como a Casa de Saud, por exemplo, não existe cadeia mercadológica de cosmético e de moda por causa da burqa. O Admirável País Novo terá liberação total de armas. Mesmo sabendo que, querendo copiar o produtivo e responsável norte-americano, o brasileiro é menos produtivo, em alguns casos irresponsável, e "assassino" mesmo em um cenário de desarmamento. O Admirável País Novo quer os militares no poder.   Mesmo sabendo que, a produtividade das forças armadas é contabilizada pelo aumento exponencial de empilhamento de cadáver e escombro, os militares possuem uma espécie de essência imaculada e, por isso, não faria mal a ninguém – mesmo a história mostrando o contrário. O Admirável País Novo quer acabar com a corrupção. Mesmo sabendo que, ungindo a nova vertente em uma espécie de moral e “bom costume", o principal ...

1964 – O Ano que Nunca Acabou

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Por: Júlio César Anjos A convenção lógica destaca normatividade que nas narrativas históricas em muitos casos o vencedor é quem faz o roteiro da crônica; só em casos de exceção que acontece o contrário – o derrotado cria o conto -, porque o vitorioso possui a dominação em áreas do conhecimento e dissemina o relato que melhor o convir, embora essa contextualização final tenha que estar cimentada diante alguns paradigmas de fatos. Os exemplos são crassos: Na guerra Fria os EUA são os bonzinhos e os sovietes são os vilões; na segunda guerra mundial a Inglaterra é heroica e os alemães (nazistas) são os malvados; e por aí vai. No aspecto de exceção, a guerra do Vietnã é um bom exemplo de subversão do conto histórico, pois os EUA estavam a capitular o Vietnã do Norte completamente e, por pressão do próprio povo norte-americano (além de decisões partidárias e de eleitorado), os ianques tiveram que sair do combate de forma apressada por deserção, mesmo os vietcongues sem força para contra...

Lei dos Migrantes – "Soberania"

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Por: Júlio César Anjos Que se recorra, agora, ao dicionário para saber o que significa soberania, pois, muitos contrários que dizem que a lei dos migrantes afeta tal sentença, não entendem nem mesmo o significado da expressão que proferem até mesmo à revelia. Segundo o dicionário, o conceito de soberania é: “s.f. Qualidade de Soberano; poder supremo; autoridade de soberano ou príncipe; autoridade moral; propriedade de um Estado de ser uma ordem suprema, que não deve a sua validade a nenhuma outra ordem superior; conjunto dos poderes que constituem uma nação politicamente organizada.” Portanto, diante o verbete, esse termo é totalmente obsoleto a ser utilizado no século XXI. A lei dos migrantes de maneira nenhuma afeta a soberania do Brasil, pois o conceito de soberania hoje nem mesmo é igual ao significado existente no passado – para dizer que o termo não existe porque se findou. E como não é igual ao que existe no passado, esse termo nem mesmo faz sentido para questões de dis...

A Fissura da Secessão

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Por: Júlio César Anjos Pulula na internet a ideia “brilhante” de separatismo, a secessão, entre as regiões do país. Parece que o desquite virou uma forma de milagre, em que basta os estados da federação serem “livres”, que tudo se resolverá por si só. É um pensamento tanto quanto pueril; para não dizer que é uma ideia estúpida. Até porque há mais pontos negativos que positivos no desmembramento das unidades, por isso que não vale a pena o fracionamento pelo lado racional, assim como é difícil desapegar pelo prisma emocional. Primeiro, o lado teoricamente positivo da secessão dos estados da federação. Em um primeiro momento, Estados como São Paulo, em teoria, teriam um razoável desempenho, realmente com a separação, já que é um polo autossustentável. Em segundo lugar, por exemplo, todas as federações separatistas deixariam de fornecer recursos ao poder central – Brasília -, ao passo que isso seria benéfico para os divisionários, pois não faria o sistema de funil de recebimento ...