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O Centrão e o Estelionato Eleitoral

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Por: Júlio César Anjos   Bolsonaro, recentemente [11/06/20], nomeou para o Ministério das Comunicações [pasta recém-criada que o presidente jurou acabar] um político do centrão. Com isso, ajustou lobby no congresso para manter-se no poder ao blindar-se de um possível impeachment e, assim, ter uma estrutura de base politica e capilaridade eleitoral para sobreviver neste momento de turbulência governamental. O problema é que algo mais grave do que Bolsonaro juntar-se ao centrão é fazer estelionato eleitoral [sendo que o presidente jurou não se aliar a essas forças do congresso em sua campanha presidencial]. Diante tais situações, é preciso fazer uma distinção: fazer acordo com o centrão é até aceitável; estelionato eleitoral, não. Primeiro, deve-se saber quem faz parte do centrão. Quer saber quem faz parte do centrão? Basta fazer esse pequeno método infalível de investigação. Fale em voz alta o máximo de partidos que consegue lembrar-se de cabeça. Terminou? Sabendo que a pol...

Impeachment: Explicação sobre a Mudança de Opinião

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Por: Júlio César Anjos Eu era favorável ao impeachment até a segunda grande manifestação ocorrida neste ano de 2015 – a primeira, em 15 de março e a segunda, em 12 de Abril. Na primeira ocasião, tudo parecia convergir realmente na destituição da presidente. Mas, infelizmente, houve uma blindagem geral para tartamudear o avanço do pedido popular; em que no segundo protesto popular, um pouco mais esvaziado, tal ambiguidade provocou desconfiança geral.  Brasil, hoje, claudica triste, em meio a dúvidas no ar. Mas a pá de cal para eu ter mudado de ideia foi algo até menos expressivo, mas que gerou a resposta que estava esperando: desse jeito, o Impeachment não sairá. Uma das coisas que me incomodaram, profundamente, foi a questão do Movimento Brasil Livre (MBL) fazer peregrinação. Aquela estratégia jogou um banho de água fria aos entusiastas, não só no sentido de fracassar no propósito, mas, após não obter êxito, escolher a oposição a quem culpar. Isso gerou mal-estar e ruptura...

Marina Cisma

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Por: Júlio César Anjos Marina cisma querer ser presidente. Mesmo com uma base cismada, ela quer forçar a lei da natureza, e eleitoral, para conquistar a vaga de gerente do Brasil. Todo mundo gosta de superar obstáculos, vencer barreiras, ser importante por ter conquistado, por mérito, uma situação que trabalhou duro para se concretizar. Mas nem toda a vitória significa materialização do melhor, pois, como se sabe, a política tende a boicotar tal assertiva, sendo que “qualquer um” pode ser o representante máximo de uma nação “democrática”. A candidata do PSB quer ser “presidenta” porque é “sonhática”. Sonho que poderá, caso não mude o jeitinho de ser (e até de pensar), virar um pesadelo. O cisma, como racha, é etimológico utilizado para explicar a quebra somente de divergência pontual, mantendo a base de pensamento. É a fissura dentro de um mesmo objeto padrão. Os judeus fizeram o cisma que dividiu as tribos de Israel e Judá. A mesma coisa aconteceu com o cisma entre católico e...