Os três pilares do capitalismo



Por: Júlio César Anjos

O capitalismo, da essência mais pura ao formato mais próximo da realidade, possui três pilares de sustentação, blocos conceituais que dão base para o capital florescer. São eles: Espírito Selvagem; Meritocracia; e Liberdade.

O espírito selvagem vem do espírito do iniciante, da vontade que surge do âmago do investidor em levar à frente à idéia ambiciosa, buscar o novo, aceitar desafios, a fim de progredir pelo sonho. O empreendedor é o sujeito mais próximo ao espírito selvagem da sociedade. O sonho do investidor faz abraçar expectativas de um futuro melhor, seja para ele e/ou toda a sociedade. O brilho nos olhos dos executores reflete uma gama de alternativas e avanços que se possa imaginar. Criar soluções inovadoras, atender as necessidades das pessoas, atingirem os alvos finais, com o propósito único e exclusivo do egoísmo do sucesso individual. É crescer sozinho e melhorar toda a sociedade com a luta diária pela vitória, pela conquista.

A meritocracia se destaca pela motivação em ganhar os louros da vitória pelo suor derramado. A conquista ser de fato efetuada e agraciada pelos resultados obtidos enseja a regra honesta do merecimento. Quando se asfixia o mérito, o demérito eclode como a solução antônima ao sucesso, desestabiliza e equidade, puxa o nível de qualidade para baixo, e desmotiva os bons porque ser ruim vale a pena. Em uma sociedade que ser ruim consegue-se privilégio, todos os demais membros civilizados passam a não ser tão bons quanto deviam, já que a justifica é: Por que gastar suor se os ganhos serão os mesmos? A idiocracia emerge e a sociedade cai em degeneração. Objetivar o mérito é ser honesto, é ser verdadeiro. Qualquer coisa que vá contra o merecimento, a honestidade e a verdade acabam com a melhoria da sociedade em geral.

Já os sensores da liberdade não coadunam com aparecimento dos censores da realeza. Deixai fazer ou Laissez Faire, tanto faz, o certo é que inibir a boa ventura de alguém que seja, por desenvolvimento, criação, ou qualquer outra coisa que apareça, abafa o espírito selvagem, a meritocracia não se cristaliza e também não se sujeita. A liberdade, pela alma, não cai de joelhos à custa das burocracias, da tirania dos governantes, das imposições e proibições do mérito e do espírito selvagem. Ser livre para fazer o que quiser, a hora que quiser, do jeito que quiser, de acordo com as regras básicas da sociedade, cria um alto valor em uma sociedade avançada, que não tem medo de se arriscar para ganhar sucesso, reconhecimento e clamor, seja popular ou conceitual.

O Capitalismo surge quando os três pilares (espírito selvagem, meritocracia e liberdade) estão de pé. Por isso que não existe capitalismo de estado, pois ou é estado ou é capitalismo. O Estado é censor, burocrático e quer o poder só para ele. O capitalismo é liberal, não aceita barreira alguma (seja tarifária ou não), e busca o mérito nas ações. Em uma sociedade capitalista, o sujeito estuda para ganhar dinheiro; em uma sociedade socialista o indivíduo estuda para não perder dinheiro. Enquanto uma corrente busca a evolução individual para agregar a sociedade, a outra busca de objetivar o fracasso de cada cidadão para todos os cidadãos se igualarem ao padrão medíocre do coletivo. Enquanto uma doutrina acredita que há sim diferenças, mas a evolução de cada um faz o todo crescer, a outra acha que todos devem ser comuns pela escassez. Enquanto um ideal sabe-se que alguns cidadãos terão sucesso, em outros se sabe pela certeza que todos serão fracassados.

 Qualquer forma de controle do capitalismo verifica-se em um pseudo-capitalismo. Derivados de capitalismo não são próximos do capital, mas sim dos outros compostos que se misturaram com o sistema monetário. A mistura de conceitos à pureza do capitalismo divaga sobre a subjugação do capitalismo por outro ideal, em que um sistema é destruído pelo próprio colapso do conjunto. Fazer capitalismo de mercado significa destruir aos poucos o capitalismo para que o cidadão comum não tenha medo da mudança drástica da quebra dos pilares e da queda do sistema.

O capitalismo é igual o pássaro bombeiro dá fábula, é livre para voar, tem o espírito selvagem que o impulsiona para apagar a chama e se mais pessoas aderirem a determinação do bichinho, todos os animais da mata conseguem pelo impulso estabilizar o fogo. Se o passarinho fosse controlado pelo governo, não poderia mover-se para fazer o que acredita. Portanto, há de criar mais passarinhos bombeiros do capitalismo e menos governo inibidor de avanços.

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