Corrida Eleitoral é Maratona

 


Antes de jogar, é preciso entender as regras do jogo, tanto as escritas quanto as não escritas.

As escritas são as regras disponibilizadas pelo TSE que determinam calendário, proibições e as condições de disputa.

 As não escritas não estão no papel, mas precisam ser dominadas pelo candidato que busca sucesso na urna.

A primeira delas é que o corpo a corpo continua sendo a melhor forma de conquistar o voto.

A outra é que todo grupo político entra na disputa carregando rejeição ou aprovação.

Contudo, a rejeição não determina a derrota, assim como a aprovação não garante a vitória.  

Mas a regra principal, aquela que pode blindar o moral, é saber que a corrida eleitoral não é uma prova de 100 metros. É uma maratona de longa duração.

Na maratona, ó atleta precisa saber a hora de dosar a energia e o momento de aplicar a carga de força – que, muitas vezes, fica para o sprint final.

Na maratona política acontece o mesmo.

Muitos candidatos se esgotam por não entenderem que há um ciclo entre ir para a rua, gravar vídeos para a internet e reservar momentos de articulação interna.

A campanha começou no dia 16 de agosto e vai até 4 de outubro.

Até lá, as campanhas terão, de forma absolutamente natural, altos e baixos.

Como seres humanos, é natural que sejam motivados por mecanismos de recompensa. 

Porém, para quem disputa uma vaga para deputado federal, por exemplo, a recompensa vem de uma maratona onde se corre às cegas.

O candidato corre sem saber a sua colocação real durante a disputa. Sem saber se está na liderança ou na lanterna.

Essa dose de aleatoriedade exige um forte controle mental. Este jogo é disputado pela mente.

Neste momento, faltando 35 dias para as eleições, vive-se o “Suplício de Tântalo”.

Porque no mesmo tempo em que a eleição está longe, ela também está perto. 

Pela analogia do atletismo, este é o momento da subida do morro. Hora de dosar o ritmo, mas sem deixar de correr.

A partir do dia 20 de Setembro, contudo, começa o Sprint final.

A massa eleitoral costuma acordar de fato faltando 20 dias para a votação, ou seja, três semanas antes da urna.

 Fiquem tranquilos. Tudo caminha de forma natural e normal.

Os Tucanos conhecem como ninguém as regras escritas e não escritas da corrida eleitoral.

A recompensa virá no final.

A todos os candidatos do PSDB, boa sorte!

 

 

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