Campanha de Renan Santos Suspensa pelo TSE!



Deu no UOL [30/08/26]:

Abram-se aspas.

Uma regra do TSE obriga os candidatos a informar as redes sociais nas quais mantêm perfis. A partir daí, as plataformas ficam impedidas de recomendar a não seguidores conteúdos publicados por esses perfis. Renan havia declarado ao TSE que possuía apenas um perfil na rede X.

Doze dias depois, o candidato e seu vice, Aroldo Medina, acrescentaram à lista 18 perfis em redes sociais. Significa dizer que a chapa do Missão recebeu um anabolizante nas recomendações dos algoritmos durante mais de dez dias — vantagem da qual os adversários não usufruíram. A "ilicitude" estaria no tratamento desigual

Fecham-se aspas.

Houve a irregularidade de campanha e haverá a punição da candidatura.

A campanha deveria assumir o erro e pedir uma decisão justa, ao invés de sair à mídia denunciando uma injustiça de uma decisão em que o tribunal ainda não decidiu.

Resta saber se haverá somente uma multa ou cassação do registro de candidatura do candidato da Missão.

Embora a vantagem indevida das redes sociais seja um privilégio que torna desigual a corrida eleitoral, é preciso dizer que a própria regra eleitoral é desigual.

Lula usa a máquina pública e recursos do governo para turbinar campanha.

Flavio Bolsonaro faz parte do grupo político que tem o maior tempo de TV e fundo eleitoral pelo partido.

Outros partidos recebem fundos partidário e eleitoral aos milhões de Reais.

Ou seja, a própria natureza da corrida eleitoral já é desigual na sua organização.

Os Tucanos entendem que a vantagem temporária indevida não seja motivo de fazer a cassação de candidatura de Renan Santos.

Porém, o partido Missão deve ter a candidatura suspensa por pelo menos uns 3 dias, além de multa por descumprir a lei.

Até porque Renan e seu partido já sofreram a punição vinda do eleitorado.

Mesmo com esta vantagem indevida, não conseguiu crescer ao ponto de manter uma sustentação competitiva para a corrida eleitoral.

Conclui-se que é uma campanha natimorta.

Mas é compreensível entender que a turma do MBL tenha o direito de legar esta campanha estéril até o fim da corrida eleitoral.

Até porque permitir que o TSE casse uma candidatura por causa de um problema de alcance de rede social, a decisão é desmedia e fornece um poder autoritário a um tribunal que deve ser o defensor da democracia.

E como é o lema deste blog: “não dê mais poder para quem já tem”.

Se permitir, as decisões dos tribunais podem prejudicar o andamento das corridas eleitorais que devem ser decididas pelos candidatos e pelo eleitor.

E essa é a maior regra do jogo que a democracia tem que defender.

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Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2026/08/30/toffoli-coloca-renan-no-telhado.htm



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