Lula com Davi Alcolumbre e Hugo Motta: De: Congresso Inimigo do Povo; Para: Unidos para Sempre!



Deu no UOL [27/08/26]:
Abram-se aspas

Até outro dia, Davi Alcolumbre e Hugo Motta eram chamados nas redes sociais petistas de "inimigos do povo". Nesta quarta-feira, almoçaram com Lula no Alvorada. Depois, anunciaram o destravamento da pauta eleitoral do anfitrião no Congresso

[...]

Noutros tempos, a parceria seria vista como sinal de força de Lula. Hoje, é apenas um penúltimo esforço para abrir frestas para boas notícias num noticiário monopolizado pelas traficâncias de seu filho Lulinha.

Fecham-se aspas.

O Fenômeno da Contradição Sem Perda de Capital Eleitoral

Veja só este fenômeno político-eleitoral que ocorreu entre Lula e o Congresso.

Lula candidato durante a eleição de 2022: o petista crítico sobre o orçamento secreto e contra emendas parlamentares!

Lula governando: Congresso Inimigo do Povo para a militância e liberação de emendas a cada votação para os parlamentares!

Lula perto da reeleição em 2026: Lula, Alcolumbre e Hugo Motta: Unidos para Sempre!

Um grupo político não é cancelado pelo seu público por fazer contradição, mas por estar enfraquecido. Tanto é que o Lula faz uma contradição por semana e não perde nem o capital eleitoral nem o capital político.  

Este é o problema do populismo e da polarização afetiva. Eles criam bolsões de eleitorado que os blindam de perderem força política por causa de contradições.

O Vaivém entre Presidência e Congresso Não é Novo!

O vaivém que o Lula faz com o Congresso não é inédito. No passado, Lula já fazia isso nos seus primeiros mandatos, a Dilma também fez e o Bolsonaro também.

Tudo bem que no caso da Dilma a corda foi tão esticada que arrebentou em impeachment.

E Bolsonaro foi tão hostil que foi o primeiro candidato desde a redemocratização a não se reeleger.

O bolsonarismo, aliás, trocou apoio por Hugo Motta e Davi Alcolumbre, nas presidências da Câmara e do Senado, por cadeiras nas mesas diretoras do Congresso e comissões das casas legislativas.

O bolsonarismo faz do apoio uma mercadoria de troca e, por isso, não tem moral para criticar os presidentes da Câmara e do Senado ao se aliarem ao seu adversário de outrora, Lula.

Quem faz do apoio mercadoria de troca não pode reclamar que o seu adversário faça o mesmo.

Dia da Marmota da Política Brasileira

No filme Feitiço do Tempo, um jornalista fica preso no dia da marmota que se repete sempre.

No dia da marmota brasileiro, as demandas políticas se repetem com desgastes em debates públicos para não serem mudados.

Exemplos:

1 - Faz mais de 20 anos que a esquerda critica as privatizações do FHC, estando no poder esse tempo todo, não fazendo nenhuma reestatização.

2 - Desde que o FHC implantou a reeleição, entra governo e sai governo, criticam a reeleição, usam o mecanismo para disputar a reeleição, mas não acabam com tal situação que tanto criticam.

3 – Desde que o Sérgio Abranches escreveu o Livro: Presidencialismo de Coalizão, sabe-se que o Executivo só governa cooptando o Legislativo. Entra governo e sai governo, todo mundo critica este modelo, mas ninguém faz a mudança para acabar com esta contradição.

Lula só usou este feitiço do tempo porque convém.

Centrão Renova o Poder!

Ao indicar que apoiará tanto politicamente quanto eleitoralmente Hugo Motta e Alcolumbre, Lula sinaliza que, em seu quarto mandato, as chaves do poder estarão em posse do centrão.

Mesmo com a progressista do cabelo roxo xingando muito no Twitter: "Congresso inimigo do povo!".

Como na repetição do dia da marmota, a esquerda gritará Congresso inimigo do povo no mesmo tempo em que o Lula entrega emendas na boca da votação do Congresso.

Quem critica o Centrão é justamente quem lhe concede o poder.

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Fonte:

https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2026/08/26/parceria-com-alcolumbre-e-motta-tem-cheiro-de-desespero-de-lula.htm?



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