Fotografia Eleitoral do Brasil
Por: Júlio César Anjos
A
eleição presidencial do primeiro turno de 2014 acabou. E os resultados todos já
sabem através de computações dos votos. Tais números mostram fotografias, imagem
de como o Brasil está encarando o sufrágio, a eleição. Diante disso, muitas perguntas
podem ser respondidas através de análise de tal amostragem, sendo que a imagem
determina o que é o Brasil de fato.
Portanto,
segue a imagem da eleição:
O
que dizer dessa imagem? Bom, primeiro que há uma forte tendência do atual governo
manter-se no poder através da bolsa família. Repita-se: A imagem mostra isso.
Portanto, esse benefício distorce a democracia, pois, como se sabe, o poder ao
povo só tem validade se as pessoas mudarem de opinião. Caso não mude de
opinião, seja por interferência qualquer, é notório saber que a eleição fica
estéril porque o mesmo grupo de governo perpetua-se no poder, ou seja, vence
sempre e sempre.
Fugindo
da anomalia, tal figura dá outras respostas, a saber, sobre outros aspectos que
margeiam, até mesmo, sobre qual será o futuro do Brasil. E nessa luta entre
vermelho e azul, é ululante que existe um elo político querendo a prosperidade
e outro grupo querendo somente a continuidade. Os antagonismos mostram um país
dividido, que brevemente tomará uma decisão, pois desse jeito não dá mais para
continuar, seja de um lado ou de outro, há de concluir um rumo – uno - a
trilhar.
A
imagem mostra que haverá posicionamentos de estratégia:
O
PT: Fará terrorismo eleitoral em Roraima e Rondônia, enquanto, possivelmente,
fornecerá mais bolsa família para o Espirito Santo, para vermelhar o que está
azul.
O
PSDB: Atacará o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, que são os “votos soltos”
de uma população que não está presa, necessariamente, ao bolsa família, ou
seja, azulará o que está vermelho.
O
que surpreende é que o vermelho do bolsa família precisa de região rica para
que pague a conta; enquanto que a região azul rica quer que a vermelha também
se desenvolva para fazer trocas voluntárias e melhorar o todo do Brasil. E é
nessa luta que há a pergunta: O Brasil vai azular pela prosperidade, em que
ninguém mais, através da verdadeira melhoria de todos, precisará de bolsa
alguma? Ou vermelhará, ao ponto de que toda a nação receberá bolsa família, “bolivariando”
toda a região?
Nesse
ponto, gera-se outra duvida: Através desse dilema, qual é o candidato mais
preparado para não fazer o Brasil entrar em colapso? Certamente que é o Aécio. Mas
que se explique o porquê, não é mesmo?
Dilma
terá que aumentar o bolsa família sem atacar as regiões ricas, ou seja, vai ter
que dialogar com o PSDB. Quando se diz dialogar, entenda-se ter que se sujeitar
aos interesses das regiões prósperas, em que, se mal conduzida à política,
gerará mais ainda desigualdade social, pois estagnará as regiões com bolsa
família, ao passo que terá que favorecer a “galinha dos ovos de ouro” das
regiões governadas pelo PSDB. Ou seja,
terá que governar “para mim”.
E
nesse aspecto de ter que governar “para mim”, é lógico que entra em outro
dilema: ganhar eleição ou vencer conceito? Dilma perdeu o conceito e só resta
ganhar eleição, para ter mais tempo para esconder a sujeira que o governo do PT
criou ao Brasil. É certo que Dilma não governará, pois até os petistas do
sul/sudeste cobrarão o PT nacional para investimentos e maiores recursos da
união para a região que já é próspera, pois o recado na urna está dado, e para
o PT subir nessas regiões terá que mostrar resultado. O PT não poderá mais
atacar sul e sudeste, simples assim.
Já
Aécio tem as regiões da “elite” brasileira e, para governar, terá que somente
manter o bolsa família em atividade, sendo que por ser um novo governo, e com
nenhuma sujeira debaixo do tapete, poderá articular para fazer boa
administração com outros players políticos no congresso.
A
pergunta que ninguém faz é: O Brasil quer melhorar? Se quiser melhorar, é obvio
que com o PT o Brasil não conseguirá resultado positivo, pois são 12 anos que o
partido está no poder e até agora não mostrou nada concreto, de fato para
justificar que dando mais quatro anos tudo mudará.
Portanto,
diante de tudo isso, é obvio que para a melhora do país, o Brasil terá que
azular. Vermelhar é jogar o país inteiro ao caos do bolivarianismo.
O
Brasil terá que tomar uma decisão, pois com esse cisma – entre vermelho e azul
- não dá para continuar, pois o trabalhador está cansado de carregar o Brasil
nas costas e o pobre sabota o país por nem saber o que está fazendo,
acreditando, até mesmo, em terrorismo eleitoral.

Fotografia Eleitoral do Brasil de Júlio César Anjos está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://efeitoorloff.blogspot.com.br/2014/10/fotografia-eleitoral-do-brasil.html.

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