Efeito Fermento
Por: Júlio César Anjos
Fermento
é um pó químico utilizado para dar consistência à massa do pão. Sem tal
composto, o pão ficaria embatumado, tornando a massa pesada e de paladar ruim. Portanto,
o produto faz crescer e melhorar o sabor do sustento pela reação da fermentação.
Mas
essa substância só funciona se o padeiro bater na massa, ou seja, quanto mais
bate no pão fermentado, mais cresce o alimento feito de trigo. Quanto mais desfere golpe no
produto com pó químico, mais fará o pão fofo e gostoso, ou seja, para conseguir
o que é esperado, basta a massa ser surrada que será positivo o resultado.
Na
política é a mesma coisa, há alguns políticos que quanto mais levam “pancadas”,
mais crescem em pesquisas de intenção de voto – chegando ao ponto de vencer
eleição. Esse Efeito Fermento se dá quando o povo deseja que o candidato seja o príncipe
da colônia, criando fortaleza por carisma ou forma intangível qualquer, para
elevar tal nome ao cargo supremo do Estado, seja o estadista Imperador, Rei ou até Presidente.
E
não importa se a surra, a atribuição que se faz contra outrem, seja legítima,
como, por exemplo, acusar candidato à corrupção (provada com documentação), porque se é pra ser eleito, tal
candidato vencerá na urna não importando a situação. Os candidatos que possuem
o Efeito Fermento podem ser atacados de forma legítima ou não. Por exemplo: há
casos de candidatos que venceram eleição mesmo sendo atacados por notícia
falsa, como o caso do FHC e Mario Covas; e os que venceram mesmo tendo provas
de corrupção (de mensalão) como Lula e Maluf (procurado pela Interpol).
Não
importa se a notícia é falsa (dossiê aloprado) ou não. Se o candidato tiver o Efeito Fermento, tal político será eleito pelo povo, pois até oponente que acha
que está atrapalhando, acaba ajudando a conquista do sujeito que tenha essa vantagem inflada. Portanto, O Efeito Fermento
faz eleito até mesmo, infelizmente, pai de corrupção (ou pai de mensalão).
Na
eleição atual, neste momento o Aécio Neves tem o Efeito Fermento. Mesmo o PT
criando assassinato de reputação, via dossiê aloprado, em mídia chapa branca, o
candidato tucano está reforçado e a resposta de honestidade dá mais impulsão para
a vitória na urna do que tal boataria confeccionada de forma falsa pela
ocasião.
Mas
pode o Aécio perder eleição mesmo tendo o Efeito Fermento? Sim. Porém, político
que ganha eleição na base da força (sem tem o Efeito Fermento), terá somente a
formalidade na urna, sem vencer pelo conceito. Fica no poder, mas sem apoio
popular e nem condição de reformulação.
Quanto
mais bate no candidato, mais o político cresce e fica próximo em vencer
eleição. Ao chegar nessa situação, a sociedade está levando a figura pública
pelos braços, não importando muito boatos e até mesmo alguns problemas de falta
de coerência. Quando o povo quer, a democracia se sujeita e a urna abençoa.
Todo
homem público quer ter o Efeito Fermento. Mas para ter a substância, indivíduo
do povo tem que criar perfil estadista e/u uma estória fictícia de subconsciente
popular. O que não é uma coisa criada do
dia para a noite. Efeito Fermento fazendo candidato eleito desde os primórdios da democracia
estabelecida, por viés salutar, até os dias atuais.

Efeito Fermento de Júlio César Anjos está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://efeitoorloff.blogspot.com.br.
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