Fases da Derrota da Extrema-Direita

Por: Júlio César Anjos

A autora do livro “sobre a morte e o morrer” Elisabeth k. Ross estabeleceu um critério com cinco níveis quando uma pessoa morre. São eles: 1) Negociação e isolamento; 2) Raiva; 3) Barganha; 4)Depressão e; 5) Aceitação. E na política, o movimento extremista da direita terá os mesmos níveis e critérios que passarão antes de “morrer na eleição”.  

Mesmo tal tribo rotulando-se como pertencente a um líder considerado o único candidato honesto a disputar eleição, o “mito” da extrema-direita tem o cúmulo do absurdo: corre sozinho e chega em segundo. Teve um tempo grandioso de vácuo político para se aproveitar disso, para criar plataforma e conseguir tornar concreta a ideia embutida em discurso. Mas o “mito” empacou num teto de extremista, que não o faz crescer porque se desgastou.

Neste sentido, com a reviravolta de uma eleição teoricamente ganha – na cabeça dos extremistas – para uma eleição que será de fato disputada no segundo turno, os extremistas da direita estão passando pelas fases que se encontram no livro sobre a morte e o morrer – de Elisabeth k. Ross. O desespero toma conta da militância e os correligionários se apegam a tudo para tentar manterem-se vivos até o fim do sufrágio. Mas, como sabido, morrerão no fim do primeiro turno desta eleição.

O primeiro sintoma chama-se negação e isolamento. Não acreditam que podem perder a eleição e por isso não ligam para a realidade que está por vir; e se isolam achando que podem controlar algo que é incontornável. Ficam presos nos arquipélagos dos preconceitos, onde vivem a conclamar: mito!

O segundo sintoma chama-se raiva. Após se darem conta que podem perder realmente a eleição por serem escrotos de mais, criam um sentimento negativo em relação ao pleito, dizem que pesquisas mentem e urnas fraudam, com o ápice da raiva apresentando-se, por exemplo, quando começam a falar que vão fuzilar uns 30 mil, ou que a ditadura militar não fez o serviço direito, e todo aquele blábláblá de direitista fuleiro.

O terceiro sintoma é a barganha. Vendo que a campanha começa a desandar, começam a barganhar com a sociedade, polindo-se sem parar, ao começarem a fingir estarem em certa sintonia com movimentos sociais minoritários [mulheres, negros, gays e etc.], parando de insultá-los, barganhando para ver se conseguem salvar a candidatura morta.

O quarto sintoma chama-se depressão. Ao ver que nada mais dá certo, nem o recuo estratégico nem a gritaria sem parar, os extremistas da direita começam a compreender que fizeram esforço desnecessário, que o povo não comprou a doideira como almejavam, fazendo com que a ferramenta internet comece a ser inútil para um movimento que enfim se deu conta pela epifania de que perderão o pleito.

O quinto e último estágio chama-se aceitação. Vendo as pesquisas divulgarem de forma fidedigna os resultados favoráveis ao Alckmin, os movimentos políticos abarcando eleitores para o PSDB, com as pessoas tomando decisões coerentes, além de a maioria silenciosa expurgar radical sem parar, neste sentido, somente resta ao extremista aceitar a derrota na urna que virá. Voltam pra casinha com o lombo ardendo, vendo que foram escorraçados da política pela via da democracia.

Por isso que “bolsonazi2018” não passa de data de validade. De 2018 não passará.



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Geraldo Alckmin -- 45 -- Presidente!





Autoplágio, com adaptações à realidade atual, do texto deste blog: Fases da derrota, de Outubro de 2010.
http://efeitoorloff.blogspot.com/2010/10/fases-da-derrota.html





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