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Não Desbote a Cor

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Por: Júlio César Anjos     Não desbote a cor Do sorriso amarelo ao ter que afirmar algo que não concordaria Não desbote a cor Da bochecha vermelha de vergonha que na alma causou sangria Não desbote a cor Da consciência negra que tanto lutou pela liberdade sadia Não desbote a cor Do verde de raiva das matas que o homem jurava que preservaria Não desbote a cor Da bandeira branca da paz com violência vinda justamente de quem defendia Não desbote a cor A terra ainda é azul. Mas um dia... Não desbote a cor Não desbote a cor O trabalho Não Desbote a cor de Júlio César Anjos foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada . Com base no trabalho disponível em efeitoorloff.blogspot.com.br .

O Contrato do Diabo

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Por: Júlio César Anjos Um contrato é um termo ajustado entre as partes, a fim de formalizar acordos entre os interessados no processo do negócio. Dentro de tal documento existem os termos, as garantias, os prazos, os detalhes, tudo que esteja de acordo com um regulamento superior, seja por instrumentos legais, ou infralegais. O acordo com o diabo é simples: A alma em troca de uma melhora na vida. As arestas contratuais se aparam pela aceitação da negociação, bem como do cumprimento do fornecimento do serviço a prestar. Dentro dessa atividade, os órgãos reguladores são as divindades que se omitem ao acordo, pois não fazem parte de negociatas imorais. Vender a alma para o diabo é imoral, mas é legal, pelo aspecto sobrenatural. Nos termos gerais constam os prazos, que vão de bom gozo do vendedor da alma até o fim da vida, o que faz ser vitalício. A garantia se dá através da execução da escolha de melhoria feita pelo mortal, diante da troca da alma. E os termos são algumas exi...

A isenção arrecadatória de Jaime Lerner

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Por: Júlio César Anjos     Jaime Lerner, na época que era governador do Paraná, determinou a isenção por 20 anos de impostos estaduais para a montadora de veículos Renault e Audi. Tal medida visava incentivar a inserção das multinacionais na região metropolitana de Curitiba, com o objetivo de criar um pátio automotivo no Estado. O ano era de 1999, Jaime Lerner implanta tal astúcia, incentivou e tornou atrativa a instalação de indústrias do setor automotivo no Estado, fez tal manobra que na época fez um enorme desgaste político. Mas Jaime Lerner pensava além da política, enxergava o horizonte pelo prisma de arquiteto, de construidor e não de burocrata, tinha sonhos e tentava realizar, mesmo que ninguém conseguisse em um primeiro momento visualizar o sonho que Lerner imaginava. A esquerda cafona, retrógrada, e fracassada é claro que chorou, reclamou que uma potencia como as montadoras poderiam pagar impostos, era um ultraje fomentar o pátio fabril daquele jeito, já ...

Potencial construtivo ou corrupção em Potencial?

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Por: Júlio César Anjos O administrador público deve conduzir a cidade da melhor forma possível, e para isso utiliza-se de receitas para gerar despesas, ocasionadas pelo melhoramento da cidade.  Para obter receitas, a cidade possui tributos (impostos, taxas, e contribuições), além de títulos a serem lançados para arrecadação de fundos. O potencial construtivo é uma ferramenta próxima à emissão de títulos, é um instrumento gerado da quebra de uma regra a cumprir, a fim de reparar tal quebra por uma benfeitoria em outra situação. O sistema do potencial construtivo é simples: a prefeitura emite títulos na CVM, a fim de arrecadar fundos, pega tais valores, e repassa para algum órgão beneficiado, visando o melhoramento de obra de interesse público. A prefeitura de Curitiba, a saber, utiliza deste sistema e releva a exigência legal do cumprimento de regras para construir, podendo a construtora construir a níveis mais elevados de metragem do que poderia pela lei, em troca...

Segunda Smith - Fatores que compõe o preço das mercadorias

 Por: Júlio César Anjos A alma da precificação de uma mercadoria se dá através de vários fatores, sendo que o mais comum é o trabalho a empregar, a dificuldade em executar e a raridade em encontrar/fazer. Um trabalho de difícil execução, ou que dependa de um tempo maior de finalização, é mais valioso que os seus antônimos. A facilidade faz perder o valor e o preço deve decrescer diante da simplicidade em fabricar tal produto. Quando o produto percebe-se de destreza por mão de obra qualificada por anos de experiência e habilidade, deve-se cobrar mais caro pela mão de obra. Antes as pessoas pegavam as frutas da natureza. Havia uma época em que ninguém era dono da terra, os seres vivos não sabiam trabalhar o terreno e viviam de forma itinerante como nômade. A exploração predatória liquidava os frutos e os animais de abete em tal região, fazendo tal povoado ter que migrar para outra região para fazer a mesma exploração. Com as mudanças revolucionárias do homem, o s...

Outras causas sobre o aborto de anencéfalos

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Por: Júlio César Anjos     A proposta desse texto não é utilizar da religião para defender a vida, tão pouco utilizar-se de subterfúgios constitucionais, que dão garantias a vida pelas cláusulas pétreas. O objetivo dessas poucas linhas é defender a vida pela razão, a ciência pela ciência. Os racionais cheios de verdade omitiram a questão financeira e de evolução da própria ciência na questão, ou de fato não sabem para que fim resulte tal decisão abortiva. É notório saber que a ciência tenta buscar a solução dos problemas, aprimora técnicas e tenta melhorar o bem estar social. Cortar pela raiz o incômodo da anencefalia finda também investimentos na área de ciência e tecnologia, como forma de buscar a solução para tal medida. Até porque se a solução é abortar a missão, porque gastar vela boa com defunto ruim? A ciência agora não só chora pela falta de incentivo monetário, como também sofrerá com negativas de incentivos sociais, já que a própria sociedade, que acato...

O Afago da Lágrima

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Por: Júlio Cesar Anjos     Estava deitado, pensando na vida, ausentado temporariamente dos afazeres normais e, encontro, reclinado à cadeira, entretido às lembranças longínquas que me fazem refletir a tudo o que vivera até aqui. As viagens apagam o racional, somente perpetua um instante o emocional, com a reação da carne como prova da sensação contemplada no momento. Com a penumbra que sobrepõe à luz, a escuridão destoa junto com os martírios sofridos por mim nos tempos passados, assombrando o presente. As marcas de outrora não foram apagadas, apenas esquecidas, como o tempo fossiliza uma pegada ou um sinal, mostrando a verdade em qualquer período que seja deflagrada. Doravante a tudo isso, uma lágrima escorre sob o meu rosto e a gotícula viaja até o pescoço. Por um instante, com o arrepio do líquido que percorre a textura, sinto a sensação de toque, não da lágrima, mas de uma mão que afaga o rosto até o pescoço. Tento secar o rosto com a mão, mas a sensação do f...

A Evolução da Contabilidade

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Por: Júlio César Anjos Em 1453 acabava a idade média no mesmo tempo que o Renascimento surgia. Fatos marcantes que destacam a divisão entre eras após o fim da guerra dos 100 (cem) anos, promovidos pelos Franceses e Ingleses. Dois pensadores nasceram medievais e morreram renascentistas, são eles: Lucas Pacioli e Gutenberg. O primeiro inventou as partidas dobradas, da contabilidade. Já o segundo inventou a imprensa. Poderia dizer que as duas invenções são filhas da era renascentista. Mas o que importa é a contabilidade nesse contexto a traçar neste texto. Em 1638 Nassau queria uma Europa tropical e decidiu plantar cana de açúcar em terras brasileiras. Naquela época, nações percorriam grandes extensões para buscar especiarias, pois o europeu não queria só comida, queria também temperos. Com Nassau vieram os escravos, que eram contabilizados como ativos na contabilidade aziendal (que significa fazenda, do Italiano para o Português). Com a evolução humana, o homem chega à prime...

Lei de Responsabilidade Fiscal

Por: Júlio César Anjos 1            Lei de Responsabilidade Fiscal 1.1       Conceito A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) surgiu para complementar a Constituição Federal no Capítulo II do Título VI da CF (Constituição Federal). A lei complementar estabelece normas públicas voltadas para a responsabilidade e gestão Fiscal (LEI COMPLEMENTAR, 2000). A lei estabelece regras para uma melhor administração nas contas públicas, em que o administrador público deve seguir diretrizes para conduzir de forma planejada e transparente o equilíbrio entre as receitas e despesas da coisa pública. Dentro das premissas da LRF estão: limites para despesa com pessoal, limites para dívida pública, metas para controlar receitas, e metas para controlar despesas. O administrador público não pode criar uma despesa que passe 2 (dois) anos sem gerar uma fonte de receita que abata tais despesas. O gestor não pode co...

Conteúdo, Reconhecimento e Mensuração do Ativo, Passivo, PL e Resultado

1            BALANÇO PATRIMONIAL   Segundo a equipe de professores da FEA/USP (1979, p.210): “O balanço é a demonstração contábil que tem por finalidade apresentar a situação patrimonial da empresa em dado momento”. Após obter os dados do ativo, do passivo, e do patrimônio líquido, se faz necessário apresentar um resumo dos dados de forma adequada, o que no caso cria-se o balanço patrimonial. A palavra balanço decorre de equilíbrio entre ativo e passivo, ou da igualdade aplicações e origens. Parte da idéia de uma balança de dois pratos, onde sempre encontra a igualdade. Já o termo patrimonial tem origem ao patrimônio da empresa, conjunto de bens, direitos e obrigações. Juntando as palavras se obtém o balanço patrimonial, equilíbrio do patrimônio em determinado período. 1.1         ATIVO     Segundo a equipe de professores da FEA/USP (1979, p.31): “O ativo c...