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Os três pilares do capitalismo

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Por: Júlio César Anjos O capitalismo, da essência mais pura ao formato mais próximo da realidade, possui três pilares de sustentação, blocos conceituais que dão base para o capital florescer. São eles: Espírito Selvagem; Meritocracia; e Liberdade. O espírito selvagem vem do espírito do iniciante, da vontade que surge do âmago do investidor em levar à frente à idéia ambiciosa, buscar o novo, aceitar desafios, a fim de progredir pelo sonho. O empreendedor é o sujeito mais próximo ao espírito selvagem da sociedade. O sonho do investidor faz abraçar expectativas de um futuro melhor, seja para ele e/ou toda a sociedade. O brilho nos olhos dos executores reflete uma gama de alternativas e avanços que se possa imaginar. Criar soluções inovadoras, atender as necessidades das pessoas, atingirem os alvos finais, com o propósito único e exclusivo do egoísmo do sucesso individual. É crescer sozinho e melhorar toda a sociedade com a luta diária pela vitória, pela conquista. A merito...

O Jazigo

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Por: Júlio César Anjos No imenso verde da paz, um lugar bonito ilustrava a beleza da natureza, com os raios do sol acariciando o retângulo gramíneo, um cemitério qualquer da cidade, o endereço dos mortos, um menino anda entre os túmulos, um ente distante acabara de falecer. Diz-se que neste dia o menino inocente, lá pelos seus 9 ou 10 anos de idade, peregrinava pelo perímetro do campo santo, testemunhando muitas idas, partidas de entes queridos que transitaram pela terra. Começou a olhar os túmulos, com os seus números em série, informações adicionais e padrões que visavam identificar cada localidade do domicílio dos falecidos. Ao constatar um padrão, o menino começou a ler as lápides: - Menino: Jazigo Fonseca, Jazigo Garcia, Jazigo Lima..... Jazigo Rodriguez..... E foi lendo até o fim. Ao acabar, viu aquela monstruosidade de túmulos e todos os lugares organizados em linha, como metragem padrão de casa popular. Olhou para um lado, olhou para o outro e, enqua...

Africano peregrino ou ideia imposta?

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Religião: Africano peregrino ou ideia imposta pelos poderosos? Por: Júlio César Anjos Do mais extremo e idílico lugar da terra nos tempos antigos, até o mais bucólico território turístico dos dias atuais, seja da civilização mais primitiva ou avançada, seja do homem antigo ou moderno, a humanidade possui quatro características iguais em qualquer sociedade: Uso de Tabaco e cachaça (drogas em geral), festividade após trabalho concluído e religião. Cachaça, festividades e tabaco são assuntos menos polêmicos, já estão institucionalizados na vida social. Já droga (derivados) e religião são polêmicas, a substância química não se inseriu no cotidiano de forma legal ainda e a religião foi inserida, mas parece que querem desconstruir tal “ideia”. É por isso que o foco da questão se dará superficialmente mais pela religião e Deus. Diz-se da ciência que existiu a pangéia, o aglomerado continental em um só lugar. Com o passar do tempo, os blocos de terra afastaram-se um dos out...

Aos Blogueiros sujos

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Por: Júlio César Anjos Fragmentos da inutilidade, unidos apóiam o banal. Utilizam-se somente do que convém, destoando o provimento da verdade. Apara do objeto, escultor das palavras espúrias, lapida da realidade intrínseca somente o formato que a enxerga. Não triunfa e, por isso, o fracasso determina e fascina como bom grado. É cúmplice de um mesmo serviço que nunca fornece. É um recalcado. Escriba maneta de caráter, assim surge o malfeitor das palavras. Como um replicador de “achismos”, sem cores no tinteiro da seriedade, fica invisível a concretização dos fatos pela pena branca da verdade. Endossa somente dissabores, agressões e destruição, não cabendo a beleza do sabor, do amor, e da construção. Com a animosidade de um bárbaro, baba de raiva o veneno que escorrega na carranca dos desvalidos de inteligência, sapiência e/ou iluminismo. Defensores do santo grau do bolso, os tiranos focam-se apenas em defender a carteira, nem que tal esforço crie problemas em todos os se...

Protesto não se confunde apenas com greve

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Por: Júlio César Anjos     Certa vez, uma empresa que fabrica produtos perecíveis no Japão resolveu fazer um protesto. Diante de um cenário desfavorável, os trabalhadores nipônicos reuniram-se diante das causas que os incomodavam e resolveram discutir sobre a situação. A maioria queria fazer greve, paralisação geral, reivindicação plausível e justificada, pois os trabalhadores buscavam valorização remunerada. Mas o movimento sindical não fez a greve, fez outro protesto mais inteligente. Após a reunião concluída, os operários voltaram aos postos de trabalho e começaram a produzir. Mas, ao contrario do que se presumia, a intensidade de trabalho era maior, os trabalhadores resolveram pedir extras (o trabalhador que fazia 8 horas com má vontade, agora se fazia 10 horas de trabalho motivado e feliz), a produtividade aumentou, e durante dois dias o empresário ficou muito feliz, tudo ocorreu bem, sentiu-se seguro por entender que as coisas resolveram-se sozinhas. Mas os d...

"Não existe oposição"

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Por: Júlio César Anjos A maioria das pessoas se queixa da falta de contrariedades contra o governo atual, que, além de péssimo, asfixia o pouco de resistência que ainda grita em prantos, mas sem força alguma. Alguns indivíduos reclamam da falta de oposição no sentido de protesto contra as arbitrariedades do estado. Mas quase a totalidade da sociedade está mais confundindo as coisas, está errando na conclusão, pois faz tempo que os brasileiros são condicionados a ver a oposição se comportar em um determinado padrão. Uma oposição não atender um padrão de comportamento não significa que não existe. A oposição, tempos atrás, confundia-se com baderna na rua, mistura de reivindicação social com implantação política de um terminado grupo, ia às ruas gerar conflitos contra os opositores (seja polícia, sociedade ou seja lá o que for), e buscava sempre no sistema hostil convencer o povo a apoiá-los. Um partido político não se confunde com um movimento social, assim como uma ONG a...

Os pés

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Por: Júlio César Anjos Os pés são orgulhosos, um quer ficar na frente do outro, é por isso que se anda. Mas o cansaço do orgulho pede descanso, para sentar talvez, ou continuar em pé apenas esperando... Motivação ou movimentação, não importa, os pés orgulhosos descansam para, mais uma vez, um ficar na frente do outro caminhando. Os pés aventureiros, desbravadores, sempre buscam o diferente. Os pés de um se encontram com os pés dos outros em várias situações excêntricas. Alguns pés ao dormir se invertem, deixando o calcanhar em cima, ficam de ponta cabeça. Há o pé senhor e escravo, em que um fica em cima do outro de forma cruzada, um castigo durante todo o descanso rotineiro obrigatório.  E há os pés que não se entendem jamais, pois, ao sentar ou ao dormir, ficam distantes um dos outros. Alguns preferem o pé na vertical; Porém outros preferem o pé na horizontal. Pé na vertical é sempre bom, vale frisar, a sola encosta ao solo sempre ao caminhar, ou ficar parado na esqui...

O Gado dos Contadores

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Por: Júlio César Anjos Três contadores foram para um evento, uma EXPO que estava acontecendo na região. Chegando lá, os profissionais liberais se depararam com o que parecia ser um gado. Eis que começa a discussão: - Contador 1: Olha, pelo jeito esse gado seria certamente contabilizado, segundo o CPC, como estoque, já que parece ser um gado de corte, tem desenvoltura para isso, não se enquadrando de outra forma. - Contador2: Nada, rapaz, pela forma que se configura, com aquele volume saliente nas costas que parece um camelo, se caracteriza muito com uma vaca Nelore, raça pura, o que pode ser classificado como um investimento, já que possui um valor pela raridade e qualidade do produto. - Contador3: Vocês estão enganados, se enquadra como imobilizado, isso aí é gado de leite. Nisso o contador3 chega próximo do que se parece com um gado, enchendo a mão na parte de baixo do bicho e explicando: - Contador3: Veja como vai sair leite, olha só. E aperta forte o g...

A insegurança jurídica do mensalão

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Por: Júlio César Anjos Para os petralhas não existiu, para a sociedade honesta a condenação já deveria ter sido efetuada, para os indiferentes a ausência de capacidade de assimilação, para o passado somente a tristeza, para o futuro incerteza. E para os operadores do direito e o judiciário, um dos pilares dos três poderes? Dependendo do resultado, a insegurança jurídica. O resultado do julgamento do mensalão já está concretizado, a maioria dos malfeitores será inocentada e alguns terão a pena abrandada pela justiça. Tal conclusão não é uma preleção vazia de uma rodada de búzios ou qualquer outra atividade que enxerga o futuro mediante atividades paranormais, é somente a comprovação dos indícios e provas que revelam que muitos ministros estão emparelhados com o governo petralha. Os ministros possuem somente uma dúvida perante o julgamento do mensalão: Se o resultado negativo para os olhos dos “operadores do direito” honestos afetará a conjuntura do meio profissional. Porqu...

O Ornitorrinco Contábil

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O Ornitorrinco contábil - Primazia da essência sobre a forma Por: Júlio César Anjos     O Ornitorrinco é considerado o fracasso de Darwin. O animal uma hora se parece com um réptil e em outro momento parece com uma ave. A ciência não consegue classificá-lo na biologia; e a essência, o âmago, do animal também não se sabe, pois o bicho não tem como responder o que quer ser para os homens, fora que os padrões são variados, não satisfazendo em 100% o que ele é. Na contabilidade existe o padrão, mecanismos e ferramentas que demonstram através de uma fotografia como uma empresa é. Essa fotografia é chamada de demonstração financeira. Mas na contabilidade há situações em que os padrões satisfazem as exigências e há outras circunstâncias em que os fatos sobrepõem os padrões. O ornitorrinco não consegue expressar a sua essência e a forma é incomum. Mas há situações em que algo/alguém pode expressar a essência, mesmo a forma demonstrando um padrão que não condiz em um ...

A verdade sobre a verba do Metrô de Curitiba

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Metrô de Curitiba e o Recurso Federal a fundo perdido. Por: Júlio César Anjos Recurso federal a fundo perdido é dinheiro que o governo pode gastar para investimento de qualquer natureza, sem precisar de devolução do montante fornecido. É quase uma doação, é um rito que o governo faz para ceder valores a um ente federado, para ajudar o estado ou município a algum investimento desejado. Em Curitiba, o governo federal prometeu pagar 1 bilhão de Recurso a Fundo perdido para a cidade, a fim de ajudar no investimento na mobilidade urbana da região. Pois bem, a artimanha da negociação evidenciou que a verba só seria liberada após o projeto executado 100%, ou seja, concluído com êxito.  Mas, afinal, é verba de recurso a fundo perdido ou recurso de verba perdido no tempo? Os estudos do projeto do metrô apontam que somente em 2016 é que as obras serão concluídas, se tudo der certo. O dinheiro do investimento federal não existe de fato, só se concretizará se a obra estiv...

Derivativos

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Por: Júlio César Anjos Diz-se que um navio está à deriva quando a embarcação não depende do próprio controle a nortear-se como queira, fica á deriva do mar, sendo que as forças da natureza, como o vento e a correnteza, trabalham para levar o meio de transporte para onde melhor deseja. Marionete do destino, joguete da incerteza, sem estar no controle em um período de tempo, esse é o futuro de algo que está à deriva. Quando uma pessoa quer entrar no mercado financeiro, ela precisa comprar uma ação no mercado de ações, para atingir os rendimentos que se acredita levar em um determinado período de tempo, dependendo da natureza do mercado financeiro, do meio ambiente do dinheiro. Mas nem todo mundo tem dinheiro para comprar as ações, algumas pessoas querem entrar no jogo, mas apostando somente no rendimento de tal ação, sem precisar comprar o título. Essa aposta no rendimento somente da ação chama-se derivativos. Ao pagar um prêmio no mercado de derivativo, escolher a ação em ...