Africano peregrino ou ideia imposta?
Religião: Africano peregrino ou ideia imposta pelos poderosos?
Por: Júlio César Anjos
Do mais extremo e idílico lugar da terra nos tempos antigos, até o mais
bucólico território turístico dos dias atuais, seja da civilização mais primitiva
ou avançada, seja do homem antigo ou moderno, a humanidade possui quatro características
iguais em qualquer sociedade: Uso de Tabaco e cachaça (drogas em geral),
festividade após trabalho concluído e religião.
Cachaça, festividades e tabaco são assuntos menos polêmicos, já estão
institucionalizados na vida social. Já droga (derivados) e religião são polêmicas, a
substância química não se inseriu no cotidiano de forma legal ainda e a
religião foi inserida, mas parece que querem desconstruir tal “ideia”. É por
isso que o foco da questão se dará superficialmente mais pela religião e Deus.
Diz-se da ciência que existiu a pangéia, o aglomerado continental em um
só lugar. Com o passar do tempo, os blocos de terra afastaram-se um dos outros,
formando os continentes. E há relatos também que o homem de qualquer região do
mundo vem de origem do Africano, o que quebra a teoria das raças. Os homens
primitivos passaram pelo estreito de Bering e, assim se espalharam pelo mundo.
Essa é a teoria explanada como mais plausível.
Então a raça humana veio dos africanos, o que pode ser, pela tese, que
tal povoado tinha no âmago a crença em um Deus , pois, ao se espalharam pelo mundo, cultivaram
a tradição de um soberano espiritual qualquer. Essa pode ser uma teoria, pois
várias colônias constavam em seus âmbitos a existência de algo maior (um Deus). Mas, já
que não se pode ser provada tal teoria, então esses homens desbravadores não
possuíam crença em um Deus e tal situação - a existência suposta de um deus - foi imposta, criação dos homens. Pois bem, alguém introduziu a
mesma teoria para todos os povos. Mas quem?
Em todos os povos se vê a digital da crença religiosa. Não uma crença
uniforme, é fato, mas há uma convergência em crer em algo além do natural. Duas
civilizações que perderam o contato após a peregrinação do Africano voltam a se
encontrar, como os europeus desbravadores da América (Portugueses e Espanhóis) e os indígenas da
América. E eis que aparece a crença religiosa. Os europeus crentes em Deus e
Jesus, pelo catolicismo, e os índios pelo Deus tupã, o Deus dos índios. Surge
também a catequização, mas deixa pra lá. Sem falar no aspecto da colonização
espanhola e toda a diferença entre os povos Incas, astecas e etc, que adoravam Deus(es) e presenteavam os seres onipotentes a sangue dos inimigos. Trágico.
Mas tal hipótese não convence, então segue outra linha de racicínio. Leva-se
portanto ao consenso que todos os povos organizados utilizaram-se da crença para
conter o povo, todos os líderes de tribos, seja primitiva ou não, utilizaram-se
da crença em um ser superior para acalmar o rebanho para manipular como queira.
Nas épocas remotas não havia MSN nem Facebook para saber a tendência do
momento, sendo a religião o método de amenização da sociedade. E é por isso as
diferenças religiosas. Deve ter sido coincidência. Mas mesmo que seja coincidência
e que a religião seja algo inventado por poderosos de cada tribo, e não um
sentimento oriundo do âmago do peregrino africano, a conclusão a chegar é que a
religião pelo menos é útil para a segurança pública e o bem estar social.
Com a premissa voltada pelo aspecto do controle, originou, assim, o poder
através do medo. As pessoas começaram a ficar com medo de fazer algo errado na
vida, e pagar no além, acalmando os ânimos perante o caos social. Se a função
precípua dos governantes coincidentemente era de acalmar ânimos, fizeram isso
com a maestria da sabedoria da engenharia social, utilizaram de ferramentas e
mecanismos necessários ao combate da revolta popular. O povo não queria ir para
o inferno e resolveu ficar calminho, a maracujina do subconsciente. Todavia,
para essa teoria estar certa, o científico que se acha a última bolacha do
pacote tem que concordar que existiram tantas coincidências, mas tantas
coincidências, que tal convergência de utilidade da engenharia social cheira
fraude. Essa é a dúvida que permeia os “sábios” do Google, será mesmo que houve
coincidência e os tiranos utilizaram do mesmo fim para conseguir os meios
necessários de poder? Ou O homem Africano peregrino semeou uma crença a todos
os povos do mundo?
Utilizando das duas premissas científicas, fica claro que ou a religião
surge no âmago das pessoas ou a religião é um mecanismo barato para manter a ordem.
A pergunta que fica é: Se a crença em algo superior foi inventada por homens,
então como fica a derrubada de tal teoria? Como ficaria a segurança das
pessoas, em que acaba com o medo de não existir mais céu ou inferno? Será
somente cada um por si, sem Deus por todos. Cada um por si, sem deus por todos
não chega ter padrão algum, não há uma regra básica para que o homem faça
devaneios, pois o homem pagaria não após a vida, mas seria apenado pelos
próprios homens da época.
Levando para os dias atuais, menos pessoas estão acreditando em Deus (Ou
no deus que ajuda ou que pune), justamente no momento em que a base familiar
está em colapso, a violência aumenta, a incredulidade avança, o que objetiva
resultado de que a sociedade já está em processo de perda de controle social.
Até porque as pessoas não acreditam em religião, e, por não acreditar, não
temem um Deus. Cada um por si, sem Deus por todos, com falta de segurança
pública na sociedade, ingredientes fundamentais para o caos social.
A questão a discutir não é se Deus existe ou não, mas o que fazer após
conseguir concluir com êxito que Deus não existe e destruir as bases
institucionais da religião. Investimento pesado em segurança? Em educação?
Acabar com a burocracia dos governantes, pois são os únicos tiranos pela
racionalidade? São tantas duvidas que fica esquisito ver o ateu somente
criticar ao invés de fornecer uma solução.
O que mais se vê é ateu defenestrar os escritos sagrados da bíblia.
Porém, não há uma constituição redigida – pelo menos não se conhece a
existência de tal documento - pelos ateus que se assemelham com os ideais, a
moral, a ética e o posicionamento dos ceticístas de plantão. Até porque uma
constituição de ateu redigida daria arma para críticas, aí o ateu seria a
vidraça, o que seria ruim.
O ateu utiliza da crença da ciência para atacar a crença religiosa. Mas os
poderosos até hoje usam a ferramenta religião e o Africano peregrino continua a
caminhar.
O trabalho Africano peregrino ou ideia imposta? de Júlio César Anjos foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em http://efeitoorloff.blogspot.com.br/.
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