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PSDB: Questão de Ponto de Vista

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Por: Júlio César Anjos Para entender o PSDB nesta eleição, o cientista político tem que ter um bom ponto de vista. Ponto, no sentido de o observador ter o melhor posicionamento possível; Vista, no sentido de o observador ter perfeita acuidade visual. Nada tem a ver com mera opinião. Se o player em questão tiver uma boa referência e uma boa visualização, entenderá que os tucanos estão moldando até mesmo a percepção do eleitorado em geral. E isso é bom. Recentemente, o ex-presidente FHC (Fernando Henrique Cardoso) concedeu entrevista aos repórteres dizendo que é possível que o PSDB abra conversas com outras coligações, o que deu a entender que poderá fazer possível aliança com o PT no futuro. O FHC está certo neste sentido desta vez - embora estivesse equivocado no passado (2003), ao ter dito que PT e PSDB eram iguais, que só lutavam pelo poder, sendo que naquela época havia uma polarização partidária, o que não está a acontecer hoje. Porque se no passado havia a polarização par...

Bolsonaro: Orçamento Base-Zero. É Piada?

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Por: Júlio César Anjos Em carta de intenções (Panfleto ideológico para quem acredita na existência URSAL) que o Bolsonarismo insiste em chamar de programa de governo, o líder da extrema-direita quer trazer a ideia do orçamento base-zero como ferramenta de Estado. É piada? Base-zero foi um programa orçamentário criado por Jimmy Carter, sendo abandonado pelo Ronald Reagan porque o modelo fracassou. De acordo com ¹Widalski: “Em nenhum lugar, o verdadeiro Orçamento base-zero (OBZ) foi praticado”. O Orçamento base-zero foi um programa que visava expelir o orçamento-programa PPBS (Planning, Programming, Budgetting System) desenvolvido pela ONU. Ou seja, já naquela época de guerra fria, o cunho da substituição de ferramenta orçamentária era de natureza ideológica e não racional. Só que, pelo fato histórico, o PPBS  [só lembrar que na época do Delfim, do "milagre econômico", o programa era próximo ao da ONU]  foi mais eficiente que o OBZ, em que este era um programa ...

The Economist x Bolsonaro: Muito Além do Populismo

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Por: Júlio César Anjos Recentemente a revista liberal inglesa The Economist, com um periódico intitulado: “Brasília, nós temos um problema – O Perigo representado por Jair Bolsonaro”, escreveu como subtítulo e teor de que o Bolsonaro seria um candidato populista, por isso pode ser uma ameaça por causa desta atribuição. Apesar de a revista estar certa de que Bolsonaro é uma ameaça à democracia, o conteúdo do texto peca em atribuí-lo como sendo populista.   Bolsonaro é muito além do populismo, é a bola da vez da classe média. Segundo o dicionário, populismo é assim explicitado: “política baseada no aliciamento das classes inferiores da sociedade”. Agora, veja um dos discursos do Bolsonaro no debate da Band: “O brasileiro tem que escolher menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Nota-se, portanto, que o Bolsonaro pode ser qualquer coisa, menos populista.   Isto [não ser populista] deveria ser uma espécie de elogio ao Bolsonararo. Afinal, seria dif...

A Competição de Cada Candidato

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Por: Júlio César Anjos A Competição de cada Candidato: Lula quer ganhar da justiça. Faz batalha narrativa contra a lava-jato. Alckmin quer ganhar a eleição. Faz campanha e aliança política normalmente. Bolsonaro quer ganhar da Globo. Rivaliza com a emissora de TV. Cada um no seu lugar. O trabalho A Competição de Cada Candidato de Júlio César Anjos está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional . Baseado no trabalho disponível em efeitoorloff.blogspot.com .

Grito Mito para Enganá-lo

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Por: Júlio César Anjos   60% (sessenta por cento) de compradores inadimplentes, crédito escasso, crescimento estagnado, circula pouco dinheiro, efeito multiplicador zero. Grito mito para enganá-lo. 30% (trinta por cento) das empresas inadimplentes, dificuldade em investimentos, escassez de tecnologia, depreciação de maquinário, falta de qualificação profissional, estagnação industrial, projeções desanimadoras para os próximos anos.   Grito mito para enganá-lo. Flexibilização do IBGE, estagnação da vida, dificuldade em fazer o país prosperar, sem oposição para culpar, complexidade em administrar, manipulação de pesquisas. Grito mito para enganá-lo. Dívida pública sobe, estado paternalista cresce, coleira para o povo, cidadão dependente, sem evolução e criação, sem educação. Grito mito para enganá-lo. Poder de compra diminui, desemprego cresce, sonhos morrem, moral cambaleia, ética excludente, promiscuidade em alta, violência reverbera, stress explode, depre...

Fases da Derrota da Extrema-Direita

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Por: Júlio César Anjos A autora do livro “sobre a morte e o morrer” Elisabeth k. Ross estabeleceu um critério com cinco níveis quando uma pessoa morre. São eles: 1) Negociação e isolamento; 2) Raiva; 3) Barganha; 4)Depressão e; 5) Aceitação. E na política, o movimento extremista da direita terá os mesmos níveis e critérios que passarão antes de “morrer na eleição”.   Mesmo tal tribo rotulando-se como pertencente a um líder considerado o único candidato honesto a disputar eleição, o “mito” da extrema-direita tem o cúmulo do absurdo: corre sozinho e chega em segundo. Teve um tempo grandioso de vácuo político para se aproveitar disso, para criar plataforma e conseguir tornar concreta a ideia embutida em discurso. Mas o “mito” empacou num teto de extremista, que não o faz crescer porque se desgastou. Neste sentido, com a reviravolta de uma eleição teoricamente ganha – na cabeça dos extremistas – para uma eleição que será de fato disputada no segundo turno, os extremistas d...

Rota de Colisão

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Por: Júlio césar Anjos “Às vezes estamos em rota de colisão e apenas não sabemos. Seja por acidente ou por destino, não há mais nada que possamos fazer.” – O Curioso Caso de Benjamin Button Esta eleição não é normal como as outras que já foram disputadas anteriormente. Pelas circunstâncias, o Alckmin estava fora da corrida presidencial há três semanas, até que... No mesmo momento que Gleisi discursava em frente à Polícia Federal de Curitiba em prol ao condenado Lula, Janaína Paschoal não gostou nada-nada do rumo que o PSL estava tomando, enquanto que Ciro Gomes estava em mais uma sabatina falando impropérios, seja do ramo econômico e/ou social em algum foro por aí. Além disso, tudo dava conta que o centrão iria rachar em três frações: Uma parte iria para o Bolsonaro, outra para o Ciro Gomes e uma menor para o Alckmin - ou o que restasse da xepa política. Nesta altura do campeonato não restava nada ao Alckmin a não ser jogar parado para “colher o pinhão do chão”, ou se...

É Realmente Antagonista Mesmo

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Por: Júlio César Anjos O tabloide "O Antagonista", que de tão fofoca ninguém assina*, tem em seus quadros jornalistas empolados que publicam notícias bebendo champagne em seus belos rooftops. Mas os leitores deste site em questão são em sua maioria formados por sans-culottes bolsonaristas - aquela gente que faz gritaria na internet e não quer aprender nada. Resumindo: é a soçaite da esquerda escrevendo para o pobre de direita. É realmente surreal. Obs.: E se escrever mais de 300 caracteres complica. 300 palavras, então, já é considerado livro. * Ninguém assina a informação publicada. É Realmente Antagonista Mesmo de Júlio César anjos está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional . Baseado no trabalho disponível em http://efeitoorloff.blogspot.com .

Parada Estratégica

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Por: Júlio César Anjos Em política, há o momento de falar e a hora de ficar calado. Volto só no dia 07 de Agosto de 2018. Abraço. Obs: Só um aviso aos Tucanos: Paciência. O que é pra ser, será.

A Falácia Eleitoral do Falso Post Hoc

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Por: Júlio César Anjos A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ("depois disso, logo causado por isso") caracteriza-se na premissa de que um evento só é causado por causa de outro antecedente. É uma correlação coincidente, em que uma ação A só foi realizada por causa de outra ação B. Diante disso, para uma melhor compreensão, segue um exemplo básico: ”o galo sempre canta antes do nascer do Sol. Logo, o Sol nasce porque o galo canta”. Isso, como se comprova em fato, é uma falácia porque o astro nasce independente do galináceo cacarejar. E na política é a mesma coisa, algumas premissas tornam-se falsamente verdadeiras somente por causa de uma lógica sem noção. Desta maneira, há outra exemplificação. Veja: “um candidato enche um local com o seu eleitorado de prontidão. Logo, esse candidato ganha eleição”. O que é um post hoc falho no empirismo e na concepção. A Ditadura militar foi uma época de anos de chumbo que evitou rios de sangue – argumentava Roberto Campos.  O proble...

Guru Analisado

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Por: Júlio César Anjos Guru como significado é uma premissa bem abrangente. Um guru pode ser uma pessoa inteligente que consegue ser observada, ou uma pessoa carismática que se faz ser apaixonada, ou uma pessoa comunicativa que se faz ser escutada. Destas aptidões, a comunicação é a principal fonte de poder. De outro modo, há outras ligações externas que fazem um guru, pela comunicação, ser tão cativante, pelas ferramentas de persuasão, como no caso deste seguinte tripé de aptidão: Descomplicação de informação complicada; Alívio Cômico; Venda do peixe propriamente dito. Além disso, todo guru tem a capacidade comportamental de não se importar com ataques sofridos ao ser até mesmo humilhado. Um guru tem que se mostrar forte, tão resistente que se pareça inquebrável para os seguidores. O guru é a fonte de inspiração. Todo guru que se presa não tem medo de ser zombado, achincalhado, desdenhado. Ele até quer que o zombem em um primeiro momento para que o público em geral conheça-o,...