Rota de Colisão

Por: Júlio césar Anjos

“Às vezes estamos em rota de colisão e apenas não sabemos. Seja por acidente ou por destino, não há mais nada que possamos fazer.” – O Curioso Caso de Benjamin Button

Esta eleição não é normal como as outras que já foram disputadas anteriormente. Pelas circunstâncias, o Alckmin estava fora da corrida presidencial há três semanas, até que...

No mesmo momento que Gleisi discursava em frente à Polícia Federal de Curitiba em prol ao condenado Lula, Janaína Paschoal não gostou nada-nada do rumo que o PSL estava tomando, enquanto que Ciro Gomes estava em mais uma sabatina falando impropérios, seja do ramo econômico e/ou social em algum foro por aí.

Além disso, tudo dava conta que o centrão iria rachar em três frações: Uma parte iria para o Bolsonaro, outra para o Ciro Gomes e uma menor para o Alckmin - ou o que restasse da xepa política. Nesta altura do campeonato não restava nada ao Alckmin a não ser jogar parado para “colher o pinhão do chão”, ou seja, receber o presente que viesse.

O PT então resolveu fazer ataque contra o judiciário. Neste mesmo momento, Janaína Paschoal sofria ataques dos bolsominions, enquanto que Ciro Gomes estava sendo atacado pelo MBL por causa de pescotapa e derivados.

Mas o pior estava por vir.

Fux avisa ao PT que a data-limite para escolha de candidato e vice terminaria logo-logo, obrigando os partidos a realizarem a tomada de decisão.  

Em ato de desespero, o PT então começa a atacar o Ciro Gomes, para não perder o filão eleitoral da esquerda. Fragilizado tanto pelos ataques de MBL quanto do PT, além do seu temperamento colérico de “coronel de interior”, o centrão resolve não apoiar o candidato do PDT para o pleito nacional.  

E eis que o mesmo aconteceu com o Bolsonaro. O centrão estava até eufórico em conseguir um populista pela coalizão. Houve até aproximação entre o “mito” e o Valdemar da Costa Neto, que, embora contraditório, não faria Bolsonaro perder eleitor e ainda o fornecia tempo a mais de TV. O problema é que, em uma dessas reuniões entre Bolsonaro e o centrão, um grupo de presidentes destes partidos viu o total descontrole do Bolsonaro ao falar aos berros com um presidente de diretório do PSL, o que mostrou todo o descontrole e despreparo do candidato, que não condiz com o cargo de presidente. Neste momento, o centrão resolveu abandonar o Bolsonaro por causa da sua imaturidade com o trato público.

Após estes ocorridos, ao começarem as convenções partidárias, Janaína Paschoal surpreendentemente desabafa ao falar que o PSL está virando um PT, na qual a militância do PSL não gostou nadinha disso, fazendo até o guru Olavo de Carvalho ter ataque de pelanca lá na Virginia.

Neste momento, Gleisi faz mais um de seus vídeos extremados, em que diz claramente que sem Lula o Brasil entra em desestabilização, ameaçando pela chantagem um possível sequestro do futuro do Brasil. Em mais uma das suas “vídeo cassetadas”, Gleisi ameaçava o país até por uma guerra civil.

Nesta altura do campeonato, o eleitor deve estar se perguntando: mas e a Marina? Bem, ela não conta, não saiu da tumba ainda.

  O centrão, então, ao ver até que Mourão confessa que Bolsonaro não tem programa de governo, junta-se como cardume para apoiar o Alckmin, que jogou esse tempo todo parado, soube esperar para assim colher. Com apoio do centrão, Alckmin consegue conquistar a queridíssima e ilibada Ana Amélia, e, com isso, o tucano entra com força para ganhar eleição.

Mas se uma coisa tivesse acontecido diferente:

Se Lula indicasse - logo após ter sido preso - o seu sucessor para começar os atos políticos; ou Bolsonaro simplesmente jogasse o jogo como todo e qualquer político faz; ou  o Ciro Gomes tivesse se contido nas próprias palavras e ações; no fim, o centrão racharia e não apoiaria o Alckmin, a Ana Amélia não seria a sua vice, e o PSDB estaria fora da eleição.

Puta Que o Pariu, ganhamos a eleição!
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