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Rodrigo Garcia: Efeito Marta Suplicy

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  Por: Júlio césar Anjos   O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, pediu hoje (02/04/2021) desfiliação do DEM para filiar-se ao PSDB. Essa movimentação não está vinculada somente em mudança partidária, mas, também, em situações vindouras da política nacional. Porque Rodrigo Garcia poderia ser, afinal, um efeito Marta Suplicy. O efeito Marta Suplicy é um fenômeno causado pela má organização do calendário eleitoral brasileiro. Como a janela de filiação [fecha em abril] vem antes da janela de coligações [fecha em agosto] em ano eleitoral, o político, diante essa regra de jogo, pode ficar preso em uma coligação no qual não aceitou como sendo a ideal. O exemplo vem da própria Marta Suplicy cuja tinha tudo para virar vice-prefeita de São Paulo e acabou não disputando o pleito.   Segue o histórico: Marta Suplicy acerta em outubro de 2019 que seria a vice do Bruno Covas; Filia-se em abril de 2020 no Solidariedade, partido que sempre foi leal ao PSDB; Na ...

União Centrista: Considerações

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  Por: Júlio César Anjos   Para reflexão: Enquanto os mais agitados estão olhando para Outubro de 2022, os mais experientes olham para Junho de 2023.     Há uma tensão política manifesta entre os atores políticos nem-nem, cujos não querem nem Lula nem Bolsonaro vencendo o pleito de 2022. Estes oposicionistas estão olhando para além da eleição, pois observam o que poderá acontecer em Junho de 2023, caso a polarização prossiga até lá. Diga-se, assim, que a governabilidade não será algo fácil a conquistar, caso o povo, na urna, não dê a lição ao rejeitar populista desde já. Porque quem perder não irá aceitar. Então, neste caso, é preciso criar uma terceira via de centro para capitular os políticos corruptos de estimação desta dada parcela significativa da população.   E essa terceira via terá que prosperar. Só que há algumas coisas na vida que não adianta forçar; nem mesmo forçar uma bricolagem de terceira via que não dará liga e que ninguém irá gostar. Q...

Urgente: Bolsonaro Manobra o Obus

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  Por: Júlio César Anjos   Bolsonaro, hoje [29/03/2021], ao aumentar o poderio militar em seu governo, manobra o obus e deixa a mira no alvo sobre a decisão do STF, que julgará em plenário a questão envolvendo o Lula, no dia 14 de Abril de 2021. Caso o Lula tenha os direitos políticos adquiridos novamente, podendo candidatar-se a presidente do Brasil de novo, isso virará a muleta perfeita para que a direita dê o golpe no Brasil. Bolsonaro até agora fingiu não ter medo do Lula. Só fez pose até esse momento. Agora, mostra apreensão ao ver o líder petista ter condições de ganhar o pleito em cima dele. Ter como muleta o erro do STF em devolver os direitos ao Lula funciona como gatilho para uma parte significativa da população a tomar posição e a estar junto com o Bolsonaro num levante antidemocrático. Basta agora esperar para ver se o STF dobra a aposta e livra o Lula de novo, ou faz o que é prudente, condena-o de uma vez e o aposenta para que não assombre mais o pais ...

A Conspiração Lava-Jato

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Por: Júlio César Anjos   “Aha uhu o Fachin é nosso”. Quanto mais se vê essa comemoração ao passar do tempo, mais se constata que o Teori Zavascki não foi vitima de acidente. E a pergunta que fica é: Quem matou Teori? Tudo começou em 2013, quando a manifestação Passe Livre espalhou-se como um rastilho de pólvora para, no fim, virar um: “Fora Dilma” velado. A Dilma vence a eleição de 2014 e o sentimento latente contra o PT aumenta e começa a aflorar. A operação lava-jato, apoiando-se na muleta popular, prospera nos trabalhos. Mas aí o Teori Zavascki morre em um “acidente”, cujo ministro foi indicado pelo FHC e referendado pelo Lula, e, a partir deste instante, o Ministério Público Federal troca o alvo. Agora, o perseguido passa ser aquele partido que fazia oposição ao PT: o PSDB. O Zavascki, no qual em nenhum momento os procuradores comemoraram: “Aha uhu o Teori é nosso”, era um ministro do STF litúrgico que seguia a linha da lei e da constituição em detrimento do populismo q...

A Procissão

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Por: Júlio César Anjos   Atenção: O texto a seguir é apenas uma obra de ficção. Qualquer relação com a realidade é somente mera coincidência.   Atravessou a rua. Estava maltrapilho e famélico, indo em direção à Polícia Rodoviária Federal de São José dos Pinhais. Cansado de fugir, o transeunte resolveu se entregar. Ao identificar-se como um membro da milícia de Jairo, Jeremias negociou proteção à testemunha em troca de delação. Neste momento, o guarda rodoviário resolveu levá-lo para a polícia Federal de Curitiba. Chegando lá, ganhou café e pão. E na frente dos detetives, resolveu piar.   Curitiba, 25 de Março de 2021   Detetive Carlos, ao olhar bem no fundo dos olhos de Jeremias, perguntou-lhe: - Então o senhor faz parte da milícia do presidente? - Sim, fazia parte da bandidagem daquele senhor – respondeu Jeremias de prontidão. - E o que tem para contar? - Isso é uma longa história. - Estou a todo ouvidos. Espera aí que vou ligar o gravador... Ok, pode começar. - Tud...

Apenas Um Texto sobre Rã Apertada

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  Por: Júlio César Anjos   Para conseguir hipnotizar uma rã, é preciso segurá-la com a mão, ao pegá-la com polegar no ventre e os outros quatro dedos no dorso, ao pressioná-la de maneira que a impeça de fugir por cerca de dois minutos. Tão logo o animal perceba que será impossível se libertar, o anfíbio fica catatônico e inibido, inerte e paralisado ao ponto de parar de se mexer. Ao coloca-lo sobre uma mesa, o animal poderá ficar até mesmo horas numa mesma posição, como se estivesse morto. A Rã tem esse comportamento por causa da sua defesa de inibição. Diante de um predador forte, não há o que fazer a não ser aceitar o inevitável ou torcer pela clemência do predador [que quase nunca acontece de fato]. Esse relato sobre a paralisação da rã consta no livro: “A Violação das Massas pela Propaganda Política”, de Sergei Tchakhotine. E como é sabido, se dá para fazer certos tipos de sugestionamentos nos animais, pode ser que dê para fazer no homem também. A única diferença é q...

Eles são Fracos

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  Por: Júlio César Anjos   O que faz um político, ou grupo político, ser forte? É a capacidade de ir independente nas eleições e vencer o pleito mesmo assim! É a capacidade de criar lideranças na própria equipe e não depender de nenhuma força externa para conseguir alcançar o seu objetivo comum.   E a partir desta concepção, dará para saber quem é forte e quem é fraco no cenário político/eleitoral brasileiro. Deste modo, ao partir por esta premissa válida e verdadeira, há certa surpresa com o que se descobrirá a seguir. Já respondendo de prontidão, Lula e Bolsonaro são fracos. São fracos porque os populistas não podem fugir do populismo, ao estarem presos ao discurso muitas vezes errático, daquilo que o povo quer ouvir, mas que não seja crível a implantar no mundo real. Sempre estão presos nos discursos das suas bolhas sectárias. E, por isso, não conseguem ter independência nem mesmo para governar, pois, para liderar é preciso, em muitas vezes, ser impopular para co...