Rodrigo Garcia: Efeito Marta Suplicy
Por: Júlio césar Anjos
O
vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, pediu hoje (02/04/2021) desfiliação do DEM para
filiar-se ao PSDB. Essa movimentação não está vinculada somente em mudança
partidária, mas, também, em situações vindouras da política nacional. Porque Rodrigo
Garcia poderia ser, afinal, um efeito Marta Suplicy.
O
efeito Marta Suplicy é um fenômeno causado pela má organização do calendário
eleitoral brasileiro. Como a janela de filiação [fecha em abril] vem antes da
janela de coligações [fecha em agosto] em ano eleitoral, o político, diante
essa regra de jogo, pode ficar preso em uma coligação no qual não aceitou como
sendo a ideal.
O
exemplo vem da própria Marta Suplicy cuja tinha tudo para virar vice-prefeita
de São Paulo e acabou não disputando o pleito.
Segue
o histórico:
Marta
Suplicy acerta em outubro de 2019 que seria a vice do Bruno Covas;
Filia-se
em abril de 2020 no Solidariedade, partido que sempre foi leal ao PSDB;
Na
janela das coligações, Bolsonaro coopta o Solidariedade na coligação do Celso
Russomano, tirando a Marta Suplicy da disputa majoritária da eleição municipal
de 2020 em São Paulo. O Solidariedade trai o PSDB.
Diante
esta composição, Marta só poderia concorrer a vereadora, ser vice do Celso, ou
não concorrer.
Como
a Marta Suplicy não gosta do Bolsonaro, ela preferiu não concorrer.
Solidariedade
perdeu a vaga de vice porque perdeu a eleição.
Com
o Rodrigo Garcia o roteiro seria o mesmo da Marta Suplicy. O vice-governador de
São Paulo é do DEM e o DEM sinaliza, faz tempo, que irá compor com o Bolsonaro
para 2022, com o acerto sendo que o ACM Neto (Dono da legenda) como candidato
da direita, com estrutura e apoio político da direita bolsonarista para que o
demista vire governador da Bahia.
Caso
o Rodrigo Garcia não saísse do DEM, São Paulo correria o risco de ser controlado
por bolsonaristas no futuro, após a possível saída do João Doria do governo
estadual para concorrer a presidente ou senador em 2022.
Aliás,
falando em DEM, o Mandetta é um fanfarrão porque sabe de tudo isso, brinca de
candidato a presidente de Centro, mas na verdade irá disputar o cargo de governador do Mato Grosso do Sul. É só palhaçada e por isso
que Lula e Bolsonaro prosperam na politica nacional.
Pessoalmente, este que vos escreve não gosta
de ver estranho no ninho tucano. O PSDB é partido tradicional que sempre
revelou lideranças no Brasil. Mas é compreensível esse tipo de manobra, como
neste caso do demista Rodrigo Garcia no PSDB, por causa do calendário eleitoral
horrível que faz as coligações fecharem depois das filiações. É medida urgente
mediante uma causa extrema.
E
caso esta manobra não fosse feita, corria-se o risco de Bolsonaro controlar São
Paulo nas eleições de 2022 por causa do DEM.
Com
o Rodrigo Garcia no PSDB, São Paulo continua em boas mãos.

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