Dólar se Desvaloriza no Mundo; Real se Desvaloriza Perante o Dólar
Dólar
se Desvaloriza no Mundo; Real se Desvaloriza Perante o Dólar
Deu
n’O Globo [10/08/26]:
Abram-se
aspas.
Índice
Big Mac: na América Latina, Brasil só está atrás de Guatemala e Venezuela em
moeda mais desvalorizada frente ao Dólar, mostra ranking da The Economist.
Fecham-se
aspas.
O
assunto principal é a questão de a moeda Real estar desvalorizada perante um
Dólar que se desvaloriza no mundo.
Se
não houvesse os problemas econômicos no governo Lula 3, que geram distorção
cambial, US$ 1 Dólar deveria estar na casa dos R$ 4,50 Reais. Pelo menos é isso
que dizem os economistas da escola liberal, ao adequarem o "valor
justo" ou "taxa de câmbio de equilíbrio” entre as paridades das
moedas.
Mas
o Real ao invés de se valorizar perante o Dólar, está se desvalorizando ainda
mais.
Moeda
desvalorizada é bom, até certo ponto, para o exportador; mas é ruim para o
cidadão comum, porque perde o poder de compra por causa da inflação.
O
exportador fará o “Tipo Exportação”.
Na
feira de quermesse mundial, os clientes internacionais ficam com os melhores
produtos da feira, enquanto que o brasileiro tem que se contentar em comprar
produtos caros e inferiores em qualidade na xepa.
Joesley
exporta picanha para satisfazer os mercados globais, enquanto que o brasileiro
compra músculo a preço de carne de primeira.
Joesley
feliz, outras nações felizes ao poderem comprar produtos de qualidade e a preço
acessível, enquanto que o brasileiro tem que se contentar com produto caro e
ruim.
Desvalorizar a moeda somente para satisfazer
exportador é um modo de fazer política e também uma forma de viver a vida.
Se
for de consenso perante a população, está tudo bem. Vira tanto pacto econômico
quanto pacto social.
Porém,
o Real foi desenhado para ser uma moeda forte na mão do povo brasileiro.
E
a política deliberada de desvalorização da moeda vai contra a natureza do Plano
Real.
A
década de 80 mostrou que acreditar que riqueza se gera por exportação, nem que
para isso tenha que desintegrar a própria moeda nacional, tal mentalidade gerou
grandes mazelas na economia brasileira, ao ponto de ser chamada de década
perdida.
Ou
seja, se a turma que desvaloriza a moeda de forma deliberada, para ser
competitivo em exportação, a desvalorização pode gerar o fim da moeda em si, a
condição será a de ter que buscar outra forma de controle de moeda no futuro.
Se
deixar o câmbio desarranjar a tal ponto de não conseguir reverter, a volta da
década de 80 é questão de: “quando”.
Aí
se nota que o Brasil dos dias atuais voltou a ter mais dívida externa do que
reservas internacionais, perda de qualidade de produtos no mercado doméstico e
produtos de qualidade para o mercado internacional, aumento de inflação e
rentismo, e perda de poder de compra do povo brasileiro.
Os
sinais surgem como aviso.
Será?
***
Este
que vos escreve faz parte do time dos que não consideram o índice Big Mac uma
boa régua de medida de preços e inflação no mundo. Há distorções porque existem
as questões de oferta e demanda de alimentos, benefícios fiscais nos ramos
alimentícios, além de outros fatores de lobby que geram distorções entre um Big
Mac de um país a outro.
Um
exemplo claro de distorção é o Brasil não tributar, na reforma tributária, o
Big Mac com o imposto do pecado.
Mas,
divaga-se quanto a isso.
***
Fonte:
https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/06/indice-big-mac-na-america-latina-brasil-so-esta-atras-de-guatemala-e-venezuela-em-moeda-mais-desvalorizada-frente-ao-dolar-mostra-ranking-da-the-economist.ghtml
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