Escala 6x1: O Problema está nas Regras da CLT Desatualizadas
A Reforma Trabalhista do Temer foi Remendo
O
petismo, que monopoliza a esquerda, está tão enfraquecido que não sabe qual
pauta vai se empenhar para fazer o embate político e, assim, mostrar sua existência
ao lutar por uma causa que tenha significado de fato e seja boa para a
população. Então, começam a fazer balões de ensaio. E, dentre as inúmeras
tentativas, surgiu a crítica à escola 6x1 [seis por um], cuja virou a grande
vilã do momento. O que tem um pouco de verdade. Porém, o problema está na carga
horária semanal.
A escala 6x1 é realmente perversa para o trabalhador. Este que vos escreve crava de forma veemente: na regra atual, é a pior escala dentre todas as conhecidas no mercado laboral. Esta escala simplesmente acaba com o bem-estar do trabalhador que teve que se sujeitar a ela. O maior problema é o descanso semanal obrigatório ser um dia só.
É
um horror porque o trabalhador não pode nem mesmo prever situações de lazer com
amigos, família e com ele mesmo.
É
por isso que todas as críticas feitas à escala 6x1 são válidas.
O
problema é que todas as escalas trabalhistas devem, por obrigação, respeitar ao
limite de horas trabalhadas por semana. A carga horária semanal, no Brasil, não
pode passar de 44 horas. E essa carga horária semanal é muito pesada para os
dias de hoje.
Enquanto
o informal pode se flexibilizar sobre o horário em que irá trabalhar, o CLT não tem
essa flexibilidade. Se for optar entre a escravidão da escala 6x1 ou trabalhar
na informalidade, talvez o trabalhador opte pela informalidade. É por isso que
o CLT, hoje em dia, não é atrativo. Porque é uma regra que vem do século XX.
O
problema da escala 6x1 é que ela mata o tempo do trabalhador por causa da carga
horaria semanal de 44 horas. O trabalhador tem que fazer 7 horas por dia, com 1
dia somente para descansar.
Todavia,
se as leis trabalhistas reduzem a carga horária semanal, a escala 6x1 começa a
não ser uma regra tão ruim assim.
Suponha
que se reduza a carga semanal para 28 horas semanais [4 horas por dia, meio
período, como ocorre nos EUA]. Haverá trabalhador que irá querer fazer acordo
de escala 6x1 para cumprir o tempo laboral e ter 1 dia para folgar. Esse
trabalhador trabalharia somente 5 horas por dia, o que faria ser menos pesado
para ele, na questão de bem-estar.
Deste
modo, chega-se à parte da remuneração.
Outro
problema da escala 6x1 é que o patrão se aproveita desta regra justamente para
não precisar pagar horas extras em finais de semana, além de outros encargos.
Deste modo, só aceita a escala 6x1 quem realmente está precisando. Que são justamente os trabalhadores que são mais explorados.
Todo trabalhador tem que receber pelo menos 1 salário mínimo por mês. É obrigatório. O trabalhador teria que pagar 1 salário mínimo pela jornada trabalhada de 112 horas trabalhadas por mês.
Quanto
ao empregador, o problema do custo elevado para a contratação se dá mais por
causa de falta de reforma na CLT do que redução de carga horária semanal e
escala de trabalho.
Porque
para o empregador é pesado ter que contratar um trabalhador e ter que pagar um
INSS [do empregador] com alíquotas conforme o salário do trabalhador, ter que
pagar rescisão de trabalho com multas como o FGTS e ainda ser assombrado com
fiscais incomodando o ramo de negócio a todo momento.
Por
isso que muito empregador, quando pode, contrata CNPJ para fazer o serviço.
A
reforma trabalhista do Temer foi um remendo [embora tenha sido o possível a
modificar] porque não reduziu a carga horária semanal e também não reduziu os custos
de contratação/demissão do empregador para o empregado.
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