Sobre a Incompetência da ENEL em SP: Quem são os culpados?
Sobre a situação de recorrência de falta de luz em São Paulo capital, que se faça uma análise sobre os culpados, em ordem hierárquica de baixo pra cima, para entender os problemas que acontecem diante o fornecimento de energia para o consumidor final que é o paulistano. Fazer isso gera consciência para impedir, também, ocorrências semelhantes em outras regiões do Brasil.
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Antes de tudo, uma curiosidade sobre a situação da ENEL e a real politik [política em sua essência]:
A próxima chuva em São Paulo, que acontecerá em breve nas conhecidas águas de março que fecham o verão em 2025, haverá quedas de árvores. Se a ENEL não der uma resposta rápida ao fazer desligamentos para liberar as podas, ela se mostrará incompetente mesmo. Se for célere, provará que tentou manipular o processo eleitoral.
Nas duas situações, a ENEL perdeu a credibilidade e o certo é perder a concessão de distribuição de energia para o paulistano porque não entrega o serviço.
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Agora, a ordem de culpados: do prefeito ao governo federal.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tem culpa sobre o apagão em São Paulo? Tem. Porque ele deveria ter enfrentado a empresa. Faltou contratar à parte, extraordinariamente, uma empresa de energia para cortar os fios de luz e começar a poda de maneira imediata. Depois cobra pelo serviço de corte de fiação da ENEL. Se a ENEL reclamar na justiça sobre tal ato, chama a sociedade para o debate. Porque é sabido que a ENEL é incompetente e tem que perder a concessão, porque atrasa os cortes de fios para as podas das árvores.
Além disso, Nunes tem que ver a saúde das árvores na cidade e fazer a troca das árvores podres por outras novas. Às vezes, só a poda não basta.
Quanto ao governo do Estado, governado pelo Tarcísio de Freitas, o governador pouco tem a fazer quanto à distribuição de energia [a energia que é entregue para o consumidor final]. Tarcísio tem mais responsabilidade pela geração [produção de energia] e transmissão dessa energia [da geração para as subestações]. Tarcísio é o que menos tem poder para resolver o problema de energia residencial, após a privatização da Eletropaulo.
Se fosse a estatal Eletropaulo, aí sim o Tarcísio teria poder decisório. Como a energia foi para a iniciativa privada, concedida para a empresa ENEL, o poder de controle está na esfera federal.
O maior culpado pela existência da ENEL em atividade se dá pelo governo federal e o estado Brasileiro. Pelo governo federal porque o ministro de minas e energia, Alexandre da Silveira, disse em reunião que a ENEL teria a concessão renovada [entregando esse serviço porco à população].
O estado Brasileiro é culpado porque a ANEEL, agência nacional de energia elétrica [que deve estar totalmente loteada pelo centrão], já deveria ter dado multas milionárias por causa dos problemas anteriores, além de já ter declarado abertamente, com documentos, para fazer a empresa perder a concessão na distribuição de energia para os paulistanos.
Uma coisa é certa: está muito suspeita essa aproximação da ENEL com o governo petista na esfera federal.
Até parece que possa ter um acordo de anistia de possíveis multas, ou por prorrogação de concessão, por uma sabotagem eleitoral. Mas isso é apenas ilação.
Por fim, quanto à questão ideológica, a esquerda jurássica tenta renascer, do bueiro, o atraso da bandeira da estatização por causa dos problemas gerados pela ENEL e os governos vigentes [municipal e federal do Lula].
Os que se inclinam a Boulos continuam a apoiá-lo com esse pensamento atrasado?
Faria Lima e classe média em geral [vulgarizados pela esquerda como burguesia], continuarão a ser considerados os culpados por incompetência de terceiros?
Nunes ainda assim é menos problemático do que esse petismo podre que mostra as asinhas sempre quando acontece um problema pontual.
A ENEL é uma estatal italiana.

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