O Temperamento da Moody’s
Por: Júlio César Anjos
A
agência de classificação Moody’s elevou a nota de risco do Brasil a um passo de
grau de investimento. Os especialistas deste grupo de análise econômica devem acreditar
cegamente no Márcio Pochmann do IBGE. Da mesma forma que acreditaram em
empresas que emitiram títulos podres na fadada crise da bolha imobiliária de
2008. O temperamento da moody’s é estranho.
3
fatores mostram que a Moody’s está errada.
1
- Qualidade do PIB. Não basta o PIB crescer somente, mas como ele está
crescendo. No Brasil, o PIB cresce baseado em aumento do endividamento público.
E há alguns que dizem que o Lula tem sorte. Este que vos escreve arremata que
ter um governo petista incompetente e corrupto é um azar danado para os
brasileiros. A verdade é que se somente aumento de PIB não basta. Pois, se
bastasse, a Rússia deveria ter a sua classificação de risco aumentada a grau de
investimento por ter aumentado o PIB baseado em esforço de guerra. Não é o que
acontece, pois, o PIB que dá grau de investimento é o baseado em produtividade.
O que o Brasil não tem.
2)
Estoque de dinheiro. A quantidade de estoque de dólares pré-impeachment da
Dilma era de $ 300 bilhões de dólares. E isso não evitou a crise que surgiu no
segundo mandato da petista. Hoje, há muito mais dólares do que 10 anos atrás no
mundo, o que mostra que esses $ 400 bilhões de dólares guardados pelo Brasil em
2024 são menores que os 300 bilhões de 2015. Simples questão de inflação. Portanto,
dizer que o Brasil não corre risco de crise por causa de estoque de dólares maior
do que nos aos anteriores é inverídico. Aliás, se for atualizar os $ 300
bilhões em estoque de 2015 para os dias atuais, o Brasil teria que possuir $ 1
trilhão de dólares para garantir que não tenha calote no futuro.
3)
economia doméstica e global. Reinaldo Azevedo acredita cegamente em Márcio Pochmann.
Deste modo, não consegue entender o porquê do suposto ótimo desempenho
econômico do governo não ter dado resultado eleitoral positivo para os
petistas. A Moody’s vai pelo mesmo caminho porque também acredita em Pochmann. Mas
a verdade é uma só: o IBGE do petismo não reflete a verdadeira condição
brasileira.
Quanto
à economia internacional, a melhora econômica mundial não necessariamente
impulsionaria o Brasil porque o país é somente exportador de commodities.
Agora, diante as condições atuais, se o mundo dar um espirro, o Brasil pega pneumonia.
No
primeiro mandato do Lula em 2003, a China na condição de emergente priorizava crescer
de forma indeterminada e por isso comprava commodities a preço de ouro. Hoje, a China é império. E toda a condição
sine qua non de um império é explorar colônias. E o Brasil se tornou colônia
agrícola dos chineses. O fenômeno de 2003 não irá se repetir.
Agora,
só resta esperar para ver se as outras agências de risco também irão cair no
conto da sereia do Haddad que engana até as altas patentes econômicas mundiais
com dados farsescos.
Comentários
Postar um comentário
Comente aqui: