Ajuste Fiscal: Se Faz Por Bem ou Por Mal

Ajuste Fiscal: Por Bem ou Por Mal

 

Quando se trata de Política Fiscal visando reeleição, só há dois caminhos:

1)        Gasta-se sem parar no primeiro mandato [primeiros quatro anos] e tenta consertar a economia no segundo [reeleição] – Dilma Rousseff.

2)        Faz ajuste fiscal nos dois primeiros anos de mandato e afrouxa a gastança nos dois últimos visando reeleição: Bolsonaro.

O que não se faz, de jeito nenhum, é aumentar gastos nos dois primeiros mandatos e nos dois últimos fazer ajuste fiscal ao apertar os cintos da gastança. Isso faz esfriar a economia no ano eleitoral da reeleição.

É certo que o governo Lula gastou nos dois primeiros anos de mandato. Só que há murmurinhos sobre o governo petista fazer um tipo de ajuste fiscal no terceiro ano de mandato para fingir ser responsável. Para voltar a aumentar a gastança em ano eleitoral [2026].

O problema deste último modelo é que a percepção de melhora das pessoas perante o governo começa dois anos antes da eleição.

Porque se fosse desta maneira, todo mundo faria isso [prefeitos, governadores e presidentes]. Gastaria nos dois primeiros anos, apertava o cinto no terceiro ano e voltaria a gastar no quarto. Um método que beira a perfeição. Porém, não funciona.

A economia é como uma locomotiva. Uma vez que você para de vez, ao voltar a aquecê-la demanda tempo.

Deste modo, acredita-se que o Lula não fará ajuste fiscal em 2025 para não esfriar a economia de vez.

Portanto, Lula irá Dilmar. E Dilmar é empurrar o estouro da crise no próximo mandato.

Porque ajuste fiscal se faz por bem ou por mal.

Ou se faz nos dois primeiros anos de governo para evitar desperdício de dinheiro público. E só após isso se faz um pequeno afrouxamento de retomada;

Ou se aumenta gastos de forma desenfreada, empurra o problema com a barriga, até ela estourar num segundo mandato.

No final de 2022, este blog defendeu que o governo Lula deveria fazer ajuste fiscal no início de mandato.

Essa argumentação não visava necessariamente beneficiar o governo Lula ao escutar os tucanos. Mas mostrar o quanto o Reinaldo Azevedo é burro ao mexer as bochechas para falar sobre o que não sabe. Assim como ele está remexendo-as para falar contra privatização neste exato momento.

Este blog armazena também as críticas sobre a farsa que é o arcabouço fiscal do Haddad. Haddad tinha que estar preso por mentir do jeito que mentiu. Mas não vai. O Brasil é o país em que um presidiário sai do cárcere para sentar-se direto na cadeira presidencial.

O certo mesmo é o governante zelar bem pelo dinheiro público. Ao fazê-lo, não precisaria fazer ajuste fiscal.

Como não é assim que a banda toca, é certo que o governo inconsequente irá gastar para fazer populismo. E uma hora ou outra irá ter que se ver com ajuste fiscal. Seja por bem ou por mal.

O governo Lula gasta muito e gasta mal. Faz o pior dos mundos. Pois, se ao menos o governo Lula gastasse muito com um dinheiro bem direcionado, daria para reduzir os danos causados pelo endividamento público. Mas nem isso o governo petista consegue fazer. O mantra dessa gente é: gasto é vida.

Então se prepara porque o Lula está criando crise.

 

 

  

 

 

   


 

 

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