Projeto INNA: Infraestrutura Nacional
Por: Júlio César Anjos
O
maior gargalo do Brasil, sem sombra de dúvidas, é a falta de uma infraestrutura
nacional robusta ao ponto de cortar o país fora a fora e, com isso, ativar a
circulação de pessoas, mercadorias e serviços com uma dinâmica mais efetiva. O
problema, sabido por todos, recai na questão financeira, pois, fazer obras
nesta magnitude depende de alto investimento de recursos públicos para concretizar
o sistema de circulação nacional. Sabendo disso, este que vos escreve tentará
dar uma possível solução para este problema, com o chamado Projeto INNA
[Infraestrutura Nacional].
Esse
Projeto tende a confrontar 3 oposições: Programa de Governo versus Programa de
Estado; Batalha geracional: Geração Atual versus Geração Futura; Curto Prazo
versus Longo Prazo.
A
ampla maioria dos que se enveredam para falar em infraestrutura, com o
pensamento voltado em eleição, fazem a lógica desenvolvimentista de que é
preciso fazer um investimento elevado no curto prazo, fazendo empréstimos
elevados para pagar a conta. Ou seja, faz da infraestrutura um programa de
governo, sacrifica a geração futura [que pagará dívidas] por causa de um
pensamento curto prazista voltado em eleição.
Já
este que vos escreve tem um pensamento voltado à república, a lógica
desenvolvimentista é preciso fazer investimento constante de longo prazo, sem
precisar fazer empréstimos porque é um desenvolvimentismo que cabe no
orçamento. Ou seja, faz da infraestrutura um programa de Estado, ”sacrifica” a
geração presente por causa de um pensamento longo prazista voltado em republicanismo
para beneficiar a geração futura.
O
Projeto INNA: Infraestrutura Nacional, cujo este que vos escreve defende, tem
como lógica a ideia de colocar a infraestrutura como pasta carimbada no orçamento,
com 2% fixos para tocar a obra. Ou seja, 2% do orçamento serão destinados para
fazer obras para o desenvolvimentismo nacional.
Quem
fará a execução da obra será o exército brasileiro. Eles terão esse dinheiro para
tocar as obras necessárias, com desburocratização entre estados da federação,
para que se iniciem os grandes projetos nacionais, como trens que rasguem o país
de fora a fora, estradas federais circuncidando a nação, cabotagem de
embarcações em rios navegáveis, aeroportos estratégicos e etc. e todas essas estruturas
conectadas para fazer a circulação de pessoas, bens e serviços agilizar em velocidade
de locomoção, redução do custo Brasil, um país mais conectado e integrado mesmo
sendo de tamanho continental.
O
tempo de duração será de décadas. Porque as obras serão tocadas no estilo “devagar
e sempre”. Então, essa estrutura só seria usufruída pelas próximas gerações. Ou
seja, a geração de agora se sacrificaria para dar conforto e um país melhor aos
netos que nem estão vivos ainda.
Esses
2% carimbado do Orçamento virá de 0,6% da Saúde, 0,7% da educação e 0,7% da
segurança. Porém, para as pastas não perderem arrecadação, a solução seria
taxar grandes fortunas, grandes heranças e reduzir os subsídios para que a
arrecadação aumente e a perda em percentual orçamentário não seja sentido.
Até
porque alguém tem que pagar a conta do desenvolvimentismo. E nada melhor do que
taxar os ricos para os ricos terem infraestrutura e gerarem mais riquezas por
causa de aumento das produções. Perde na taxação, mas ganha no aumento de
lucratividade na produtividade em geral. Até porque, e isso é uma verdade universal,
taxar rico só para pagar vagabundagem gera problema [faz o efeito reverso, os
ricos saem do país e não investem na nação (não são patriotas ao ponto de só
perderem dinheiro)].
E
quanto ao aumento de indústrias, com esse projeto em curso, o BNDES se encarregaria
de estimular com taxas abaixo do mercado o estímulo necessário para o segundo
setor.
Com
a infraestrutura de boa qualidade e a indústria bombando, pelo efeito
multiplicador o serviço também cresce ao natural. E com esses avanços, dá para
arrecadar mais impostos e fazer outras infraestruturas menores como, aí sim, programas
de governo.
Além
disso, não confundir o projeto Inna [Infraestrutura Nacional], que gastará recurso
público para executar obras ad hoc, com o ministério da Infraestrutura, órgão burocrático
de governo que tem dificuldade de tocar qualquer obra no Brasil [Aliás, a BR-319
é considerada o fracasso do Tarcísio de Freitas].
Portanto,
o projeto INNA [Infraestrutura Nacional] é um projeto desenvolvimentista que
cabe no orçamento. Voltado ao longo prazo, destina 2% carimbado no orçamento
para que as forças armadas façam, por décadas, as obras Brasil afora. A geração
presente não sentirá os efeitos. Porém, as futuras gerações terão um bom país. É
por isso que esse projeto pretende “sacrificar” a geração atual para dar
melhorias para as futuras gerações.
Plantar
hoje para colher amanhã.

Comentários
Postar um comentário
Comente aqui: