Eleições 2022 e Prévias no PSDB: A Democracia Pulsa

Por: Júlio César Anjos

 

O PSDB em consenso com todos os diretórios estaduais fará prévias para escolher o candidato tucano para a eleição presidencial de 2022. Tal decisão acertada só orgulha os correligionários do Brasil todo porque faz a democracia pulsar novamente nas veias partidárias da socialdemocracia. Mas há outras lições a tirar sobre essa decisão de ter bate-chapa dentro do partido entre candidatos como João Doria, Tasso Jereissati e Eduardo leite.

O PSDB decidiu hoje [09/03/21] que o partido será cabeça de chapa para a eleição presidencial de 2022. Havia uma possibilidade remota de a legenda compor somente em uma coligação, sendo linha-auxiliar de outros candidatos para agregar forças eleitorais. Essa possibilidade já está descartada, pois, o PSDB irá como cabeça de chapa na eleição presidencial em 2022.

Um dos fatores preponderantes que fizeram a tomada de decisão do partido ser o carro-chefe na próxima eleição se deu porque o partido foi o mais votado na eleição municipal de 2020. É questão de resultado na urna e força política porque a legenda é bem votada e não possui rejeição.

Até porque o PSDB, bem verdade, tem por conta própria base, capilaridade, apoio de alguns empresários, mercados, instituições, grupos temáticos, militância e até mesmo bandeiras políticas fortes. Somente compor com alguém ao invés de ser o carro-chefe só faria o PSDB ter a perder do que a ganhar com esse tipo de escolha sem noção.

Deste modo, também, a escolha pelas prévias delimita a diferença entre o Lulismo e o Bolsonarismo por mostrar que os tucanos são democráticos por natureza. No Lulismo, não há prévias no PT porque o Lula é dono da legenda, é legenda de dono; no Bolsonarismo, o Bolsonaro nem mesmo acredita em partido, quanto mais fazer prévias partidárias. Portanto, o leitor brasileiro irá ver diferenças entre composições políticas para fazer a melhor escolha possível, pois, o PSDB mostra-se diferente dos seus adversários por ser democrático até demais.

Além disso, fazer prévias é um ato que faz os correligionários sentirem que fazem parte da vivência do partido, de que possuem voz e são ouvidos.  Além, é claro, que a reunião gera uma confraternização e uma socialização sadia que o partido deveria ter com mais frequência. Fazer parte e participar das decisões do partido é fundamental para manter a qualidade e o ambiente agradável dentro do tucanismo.

Outro fator preponderante é que o partido delimitou ações ao não falar da eleição de 2022 para Outubro de 2021 porque não tem candidato escolhido ainda. E está certa essa decisão. Porque o momento agora é direcionar as energias para enfrentar a pandemia. E quem não está focado em enfrentamento da pandemia, seja Bolsonaro ou Lula, não merece vencer em 2022. Os tucanos merecem ganhar eleições porque está lutando contra a pandemia. Esse é mais um fator que mostra os tucanos diferentes dos demais.   

Essa disputa eleitoral dentro do partido de modo algum divide os correligionários em ressentimentos ou qualquer outro sentimento que valha. Na verdade, as previas só reforçam, após a contagem de votos finalizada, que a maioria escolheu o candidato pela eleição, e não por conchavos ou negociatas [como acontece com Lula e Bolsonaro], fazendo com aquele que perdeu aceite a escolha na prévia por ser uma decisão virtuosa.

No mais, pensando somente eleitoralmente, há um nicho de terceira via de centro gigantesca a conquistar no pleito, diante aqueles que não querem nem Lula nem Bolsonaro. É o tal do voto “nemnem” de terceira via de centro.

E, por fim, o PSDB sempre fez prévias eleitorais, já é tradição no partido ter essa disputa dentro das esferas do partido. O PSDB só não teve prévias na reeleição do FHC, por motivo óbvio, e em 2018 porque o Sistema tirou o Aécio Neves da disputa e a legenda teve que correr para colocar o Alckmin como candidato-tampão na disputa pela majoritária nacional. Portanto, é certo que com as prévias dentro do PSDB a democracia pulsa.

 

Obs: O PSDB não escolhe adversário e nem aceita que o adversário seja barrado de disputa eleitoral por tapetão judicial. Seja esse adversário Lula, Moro ou qualquer outro que seja.

Nos vemos nas urnas.

 

Sem estar em cima do muro, já adianto o meu voto: Tasso Jereissati

 

 


  

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