Sobre o Tráfico de Drogas nas Forças Armadas

 

Por: Júlio César Anjos

 

Alguém está surpreso com a notícia de 02 de fevereiro de 2021 que diz que avião da FAB carrega drogas?

 

Só está surpreso quem é extremamente inocente que parece que vive num mundo da fantasia.

 

Darei dois exemplos de que as forças armadas controlam tráfico: uma no Brasil e outra na Indonésia.

 

Primeiro exemplo, Brasil, caso Elis Regina

 

Todos conhecem a grande e maravilhosa cantora Elis Regina. Agora, vocês, leitores, sabem dizer a causa-morte desta grande artista?

 

Foi overdose de cocaína.

 

O ano foi 1982, época consagrada pela ditadura militar.

 

Mesmo com o total controle dos militares no poder, mesmo assim as drogas chegavam aos narizinhos nervosos dos artistas que eram, muitas vezes, considerados bandidos naquele tempo.

 

Os militares, na época, podiam ter censurado a notícia, mas não fizeram justamente para fazer e dar o ar de que a Elis Regina, e outros artistas opositores ao regime, eram vilões.

 

Contradição? Quem se importa? A classe pensante da elite sabe, no fim das contas, que o povão é totalmente manipulável e cai facilmente em lógica de contradição.

 

Eram os militares que controlavam as fronteiras, eram os militares que controlavam o fluxo de mercado e mesmo assim apareceu uma buchinha de cocaína que levou a Elis Regina a falecer.

 

É assim que é o jogo desde os tempos antigos até os dias atuais.

 

Elis Regina – Overdose – Ditadura Militar

 

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Segundo Exemplo, Indonésia, brasileiro condenado por tráfico

 

O Brasileiro Rodrigo Goulart foi condenado à pena de morte na Indonésia por tráfico de drogas.

 

Os brasileiros ficaram todos contentes com a decisão. Afinal, teoricamente, a Indonésia é um país que faz tolerância zero com o tráfico de drogas.

 

Mas esse pensamento é errado.

 

Rodrigo Goulart não foi à Indonésia carregado de droga para esfregar o entorpecente no nariz dos indonésios.

 

Na verdade, o que há é a demanda por uso de drogas na ilha asiática, o que faz ser atrativo se arriscar em fazer tráfico.

 

Ou seja, há drogado na Indonésia querendo droga. E o brasileiro só queria disponibilizar o produto ao ganhar um lucro.

 

Partindo desta lógica, é óbvio que quem controla o tráfico de drogas na Indonésia é o próprio Estado indonésio [entenda-se por: militares] que, ao praticar pena de morte por tráfico de drogas, só está na verdade pondo fim na concorrência deste produto, fazendo com que o Estado indonésio tenha monopólio do tráfico de drogas.

 

Pena de morte Brasileiro – Indonésia – Monopólio de Droga pelo Estado

 

 

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Bolsonaro é miliciano. E miliciano opera tráfico de armas e drogas. Bolsonaro é miliciano de arma e cocaína. É só ligar lé com cré.

 

**.

 

Diante tais exemplos, por que a PF está “acossando” a FAB, sabendo que o tráfico de drogas, de uma forma ou de outra, sempre tem certo tipo de controle das forças armadas?

 

A resposta é simples: já pensou um Bolsonaro sem freio? Acho que nem os militares traficantes de drogas querem isso.

 

Portanto, descodifique os códigos e interprete os sinais: Bolsonaro não dá mais.

 

 

Obs: O problema da PF é o mesmo da justiça. A justiça só começou a mostrar que o Bolsonaro era um lixo após este ganhar a eleição presidencial. E a PF só deflagrou a operação após a base de o governo ganhar a eleição na câmara. [eu sempre fui ligado a datas]

 

Isso tem cara mais de operações para frear a loucura do Bolsonaro do que qualquer outra justificativa moral que valha.

 

 


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