A Importância das Pequenas Cidades nos Rincões do Brasil
Por: Júlio César Anjos
Um
texto contrário à extinção das pequenas cidades aventada pelo Paulo Guedes.
Pela
lógica liberal, estas cidades com menos de 5 mil habitantes irão sumir, mas o
povo não, pois irão ser absorvidas – em tese - por cidades de maior porte ou
por fusão entre cidades próximas. Pensamento simplista que tenderá a dar
errado.
Já
a lógica socialdemocrata de análise se baseia no fato de que essas prefeituras
subsidiadas pela União comportam-se como pequenas indústrias inseridas nestas
regiões. E assim como uma pequena indústria ao sair de uma região gera impactos
diversos, tanto em questão econômica quanto social, a saída da União ao aportar
recursos a estas cidades também terá um impacto negativo em tais localidades.
Levantam-se
então essas questões para fazer um debate mais bem elaborado sobre o fim dos
pequenos municípios para que se tome a melhor decisão possível.
Veja,
agora, as 13 questões impactantes ao acabar com o aporte – e com isso
determinar a extinção – das cidades que possuem menos de 5 mil habitantes nos
rincões do país.
13
Questões:
1)
Questão
Militar: Retenção e Ocupação.
O
que defende a área de uma nação são as retenções e a ocupações do seu povo, ao
espraiar-se em todo o território nacional.
Quanto
mais a área fica inabitada, mais as chances do país perder esse território em
longo prazo.
Aliás,
mais cidades pequenas criadas e espalhadas em toda a Amazônia reduziriam a
ambição internacional de tomar o território do Brasil.
Para
controle de espaço territorial, pequenas cidades são a solução.
2)
Questão
Estratégica: Descentralização
A
retenção e ocupação da população nos rincões do país gera a descentralização econômica,
o que é benéfico para o Brasil como um todo. Atende tanto a segurança de
território nacional quanto expande a área de negócios por todo o país.
3)
Questão
de Economia: Efeito Multiplicador
O
cidadão da cidade menor, que vive na cidade-dormitório, vai comprar na cidade
maior que tem até mercado varejista amplo e mais estrutura - que provavelmente
é a que absorverá essa população órfã de cidade - e faz o efeito multiplicador
[ou seja, a cidade menor, alimentada com recurso da união, alimenta a cidade
maior, ao dar mais divisas para esta região].
Com
a perda de recurso da União, a cidade maior perderá também esse quantum de
recurso mercadológico. Ou seja, a cidade maior absorverá a população da cidade
pequena extinta, mas não terá obtenção de ganhos econômicos e talvez só herde
problema social.
4)
Questão
Histórica: Sentimentos Regionais
Ao
criar uma cidade com bandeiras, símbolos, hinos, tradições e maneirismos
sociais, tais composições geram sentimentos do povo que pertence a uma dada
região. Valores intangíveis que fazem o brasileiro desfrutar de bem-estar,
mesmo não tendo riqueza material porque pelo menos gosta da sua morada. São aspectos
sutis que determinam pelos detalhes se uma nação é boa ou não para com os seus
cidadãos. E manter esse histórico em curso mostra que o país é bom com os seus
concidadãos.
Por
este motivo, as pequenas cidades deveriam continuar.
5)
Questão
Geográfica: Gentrificação e Conurbação
Pelo
ponto de vista de que haverá impacto negativo com o fim das cidades com menos
de 5 mil habitantes, o fato é que a afetação quanto à mudança demográfica fará
com que a geografia da região tenda a uma “gentrificação” pela expulsão, pois,
é possível que este cidadão tenha que migrar para os grandes centros, o que
ocasionará também conurbação, pois, esse cidadão será jogado para a periferia
das metrópoles, criando mais mazelas sociais.
6)
Questão
Pacto Federativo: Aporte ou Renúncia Fiscal:
Com
esse fim de desembolso da União para tais cidades pequenas, ao acabar com os
municípios, o fato é que esse recurso gerará renúncia fiscal aos Estados que perderão
quantidades significativas de cidades estabelecidas nos rincões do país.
7)
Questão
de Afetação: Prejudicados
Como
haverá Estados afetados, há de haver uma compensação por esta perda de recurso,
algum tipo de aporte que valha a pena aderir ao fim dos municípios mantidos com
recursos federais. Caso contrário, isso seria má intenção.
8)
Questão
Jurídica: Judicialização
Acabar
com os municípios encarregará de problemas jurídicos que vão subir para o STF
por causa da constituição. Então, por mais que a vontade de Guedes seja de
resolver o fim dos municípios de forma célere, o fato é que essa questão terá
judicialização e reação contrária pesada.
9)
Questão
de Fluxo Migratório: Vaivém Demográfico
Como
há a possibilidade das pessoas migrarem porque poderão perder o sustento econômico
por causa do fim da cidade – e com isso poderá gerar “gentrificação” no local e
conurbação em grandes centros, o fato é que pode ocorrer o fenômeno da maioria
desta população migrar para o mesmo lugar: São Paulo.
A
lógica pueril é que o morador da cidade extinta do Paraná, por exemplo, irá
migrar para Curitiba; o da cidade de Minas, para Belo Horizonte, e por aí vai.
Não é bem assim que a banda toca. Pode ocorrer de todo mundo ir para o mesmo
local porque a região é “rica”.
E
aí São Paulo sofreria com mais um fluxo migratório, sendo que outras regiões
perderiam quantidade populacional.
10)
Questão
de Sociedade: Problemas Sociais
A
falta de investimento pela união para as pequenas cidades, acarretando o fim
destes municípios, poderá gerar problema social. Se a cidade que absorverá esta
população não conseguir inserir estas pessoas nessa nova dinâmica social, o
certo é que haverá desigualdades que provocarão mazelas sociais.
A
cidade grande mais próxima desta pequena que inserirá este município em sua administração
terá problemas por causa da dinâmica de mudança regional.
E
quanto as grandes regiões, já foi abordado a respeito nas outras questões
anteriores.
11)
Questão
de Estatística: Censo 2020
E
uma pergunta: por que querem fazer esta mudança agora, sendo que não querem
esperar o próximo censo que será realizado agora em 2020, para ter uma real
visualização da demografia brasileira e toda a questão das pequenas cidades?
Por
que a afobação?
12)
Questão
Globalista: Burrice à brasileira
O
que pode estar em curso é a Redução e expulsão populacional em áreas ambientais,
aceitando apenas algumas áreas de agronegócio para manutenção de poder.
Além
disso, Foz do Iguaçu tem grande força de migrante árabe. Pense na facilidade em
dominar a região, caso não haja população nacional que reaja naquele lugar, no
longo prazo, caso seja banida da região.
A
mesma coisa vale para o Exemplo do General Mourão quanto ao Amapá e a possível
perda desta região para a França.
Foi
assim que a Ucrânia, por exemplo, perdeu a sua região da Crimeia para a Rússia.
Não teve um disparo de tiro. E também foi assim que a Argentina perdeu as Malvinas.
Assim
como ocorre na questão militar, ocupação de espaço é fundamental.
13)
Questão Ambiental: Defesa da Mata e da Região
As
pequenas cidades fazem na verdade uma espécie de acupuntura urbana no mapa
geográfico brasileiro. E para questão ambiental, os moradores podem ajudar a
apagar um incêndio ou evitar desmatamento, por exemplo, a fim de ajudar e também
dar condição para que o Estado e União se estabeleçam na região quando o
problema é de grandes proporções.
Além
disso, Já não bastasse querer perder a Amazônia, parece que o Brasil quer
também perder o Pantanal e Pampas por causa dessa falta de ocupação de espaço.
O ambiente pode ser preservado; mas o país perde território nacional.
Conclusão:
Portanto,
a união aportar recursos para as cidades pequenas que não podem se sustentar,
diante as complexidades do país [dimensão continental somado a riquezas
naturais], tal medida não é gasto, é investimento.
Está
aí a minha contribuição sobre o assunto.

A importância das Pequenas Cidades nos Rincões do País de Júlio César Anjos está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://efeitoorloff.blogspot.com.

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