O Dilema
Por:
Júlio César Anjos
***
Alencar
A
família não tinha condição nem de sustentar o jovem, quanto mais bancá-lo para
estudar e conseguir ofertar condição para o aprimoramento no ensino. Fazendo da
vida uma corrida de superação, Alencar lutou contra o sono, a fome, escassez de
recursos, a falta de materiais didáticos, o reduzido tempo para o lazer, dificuldades
que foram superadas e fizeram do Alencar o que ele é: um profissional de
respeito.
Alencar
é um médico do hospital Nossa Senhora das Graças. A sua especialidade é
transplante de órgãos. E por isso trabalha no setor de pesquisa e doação. Escolheu este ramo por causa da sua ex-mulher
Aubrey.
Aubrey,
filha de pai brasileiro com mãe norte-americana, teve leucemia bem na época que
Alencar estava se formando em medicina e, com o agravamento de saúde, ela
perdeu totalmente a qualidade de vida. Alencar decide então especializar-se em
órgãos, em transplantes, pois o câncer da sua amada era relacionado com
transplante de medula óssea.
Mas,
para a desgraça completa, Aubrey morreu após sofrer um grande e trágico
acidente de carro. E parece que se não houvesse negligência na prestação de
socorro, Aubrey poderia sair do acidente com vida – um motivo que deixa Alencar
ainda mais incomodado.
O
hospital no qual Alencar trabalha é uma organização sem fins lucrativos, embora
também atue no ramo privado. Por isso precisa de doação tanto do Estado – via
SUS – quanto de mantenedores privados – a oligarquia da cidade. É justamente
por causa desta fusão de investimento que, em alguns momentos, ricos e pobres
se encontram para fazer exames e/ou cirurgias de qualquer natureza no
estabelecimento.
Alencar
sabe que o ramo da saúde é custoso. Por este motivo entende que o financiamento
privado, muito superior ao bancado pelo SUS, é de suma importância para o
funcionamento do estabelecimento.
Todavia,
quando o assunto é doença, ricos e pobres enfrentam sempre o mesmo dilema do
sofrimento. E o único objetivo em comum é curarem-se para seguirem em frente.
É
fim de maio. Na rotina, Alencar, na sua sala de atendimento do hospital,
trabalhando de plantão, sentado na sua mesa, pega a foto da Aubrey e começa a
divagar sobre os momentos e toda a contemplação sobre o tempo em que passaram
juntos.
Doutor
Alencar mal podia esperar que estivesse prestes a agir. E a vida vai girar.
***
Clara
Era
para se chamar Estela. Mas no nascimento, ao dar o primeiro choro e mostrar a que
veio ao mundo, os pais, com a pele negra, olharam-na e fizeram a constatação: “ela
é mais clarinha”. A mãe, repentinamente, constatou: “ela se chamará Clara”. E a
partir dali seria chamada de forma carinhosa sempre de Clarinha.
Mas
não foi só a melanina que veio em escassez no nascimento de Clarinha. A menina
também veio de fábrica com problema nos rins.
E
se a vida já é difícil somente ao ser pobre, imagina tendo que lutar contra uma
doença tão complexa quanto o mau funcionamento dos órgãos.
Desde
criança Clara vive no setor de dialise do hospital.
Sempre
com problema de papelada de burocracia para liberar exames e internamentos,
além de atrasos para consultas e agendamentos, o sofrimento constante é rotina
para a família de Clara, entraves que só quem é pobre e precisa de serviço
publico sabe de tais condições.
Mas
Clarinha conseguia driblar toda essa burocracia porque tinha a equipe do
Alencar, do Hospital Nossa Senhora das Graças, local em que se consultava pelo
SUS, como a boia de salvação. Apesar de não ter muito contato com a Clarinha,
Alencar sabia das dificuldades dos mais pobres e orientou a sua equipe a tentar
sempre desembaraçar burocracia para que os menos afortunados consigam eliminar
este desconforto, além do já grande problema de saúde. Um desgaste a menos para
a Clarinha.
Até
os 15 anos Clarinha tinha a vida “normal”, embora o normal significasse não
fazer nenhuma atividade física mais complexa, nem ficar muito tempo longe de
alguém porque poderia haver alguma crise e, com isso, a falta de cuidados
poderia piorar a situação. De qualquer forma os rins ainda estavam em
estabilidade, mesmo que perdendo o percentual de funcionamento a cada ano, a
moça ao menos podia fazer tarefa normal como levantar sozinha, dar uma volta na
rua para esticar as pernas e manter-se consciente e sem dor em grandes períodos
de tempo.
Clarinha,
por causa da doença, era uma pessoa paciente. Tanto por ser enferma como por
ser uma pessoa calma, sempre quietinha, sem falar quase nada sobre assunto
algum. Clara era aquele tipo de ser humano calmo e com brilho nos olhos que
todo mundo gosta de tê-la por perto. Cativava e atraia por seu carisma natural.
O
problema é que após completar os 15 anos de idade, o rim começou a desregular
com mais frequência e com mais recorrência começou a ter que voltar ao hospital
por causa das recaídas ocasionadas pela enfermidade.
Após
comemorar o aniversário de 18 anos de idade, que coincide com as festividades
do fim do ano, e passar o réveillon com expectativa e esperança de curar-se, o
fato é que os rins da Clarinha estão operando agora abaixo de 3% de
funcionamento, ou seja, na próxima recaída ou a Clarinha encontra um doador
compatível para obter um novo órgão sadio, ou poderá ser o fim da sua vida.
Talvez
não suporte até o segundo semestre.
***
Pâmela
A
menina foi concebida na ilha de Man, arquipélago que tem como símbolo aquela
bandeira esquisita. Os pais estavam em lua de mel. Mas o nascimento de Pamela aconteceu
mesmo em sua cidade natal. Sua mãe estava no shopping da cidade quando sentiu
que aquele momento era hora do parto. Ainda não havia smartphone, então a
solução teve que vir da ajuda de terceiros no local. E veio. Levaram-na para o
hospital mais próximo da região: Nossa Senhora das Graças.
O
hospital, com aspecto de caridade religiosa, em um primeiro momento não quis
saber se quem estava em processo de parto era uma pessoa rica ou pobre, se
tinha convenio médico ou não, a casa de saúde em primeiro momento só agiu para
fazer o parto e, focar em salvar a vida do rebento, e, depois de concluído isto,
resolver problemas financeiros posteriormente.
O
pai de Pamela, ao saber do acolhimento daquela casa de saúde para com sua
mulher ficou tão feliz que resolveu, a partir daquele momento, ser um
mantenedor privado do hospital. Caso o Nossa Senhora das Graças tivesse algum
problema de repasse do SUS – o que acontece quase sempre -, um grupo da elite da
cidade empenharia recurso financeiro para manter o hospital em funcionamento e,
com isso, manter-se sob o aspecto caritas.
Desta
forma, a família resolveu concentrar todas as consultas e os exames no Nossa Senhora
das Graças.
Pamela
não suportava hospital, era sempre uma luta convencê-la de fazer os exames
laboratoriais de rotina, mesmo na base da teimosia, a moça aceitava ir fazer a
obrigação e fazer o check-up geral de saúde.
Já
o pai aproveitava a ocasião para conversar com os gestores do hospital e os
médicos de plantão. E foi numa dessas andanças, que o pai de Pamela conheceu o
promissor Alencar, jovem doutor que tinha muita competência e vocação ao
exercer a sua profissão. Embora não fossem amigos, o pai da Pamela o reconhecia
como um bom médico em ascensão.
Pamela
nasceu em berço esplêndido. De família abastada, o máximo de sofrimento que
passara em vida sempre se relacionava com algum castigo que a moça recebeu de
punição por ter feito alguma traquinagem e, com isso, teve, por exemplo, o seu
cartão de crédito tomado ou então foi impedida de sair para algum lugar.
Embora
de família educada, Pamela é uma garota bem levada, pois, volta e meia some do
mapa, deixando toda a família preocupada porque os pais não sabem o paradeiro
da filhota.
Pamela
gosta de tudo o que a vida lhe oferta porque a sua condição social a
possibilita para isso. Então, aproveita a vida como todo jovem deveria gozar.
Da Rave ao acampamento, e do namoro no cinema à visita a familiares distantes,
o fato é que a agenda de Pamela é bem cheia para uma garota que adora viver
aceleradamente.
Aos
18 anos, Pamela ganha de presente um carro novinho só porque passou no
vestibular. Mérito de quem conquistou o objetivo e por isso ganhou o presente
honestamente.
Após
ter o veiculo em mãos, aí mesmo que Pamela some pelo mundo, andando pra lá e pra
cá, guiando-se pela vontade e liberdade de poder ir para qualquer lugar que
deseja.
Pamela
chega a sua maioridade comemorando mais um ano novo maravilhoso com família,
amigos, namorado, tudo encaixado e no seu devido lugar. Em fevereiro começa as
aulas. E em maio começa a trabalhar. 19 anos completados de muita alegria de
viver.
***
Fim
de Maio
Era
fim de maio.
Na
casinha de madeira da periferia, uma movimentação começa a surgir. “mãe, vem me
acudir por favor”, disse Clarinha ao começar a vomitar sentada no carrinho de
roda – já não tinha mais forças para se movimentar em pé. A mãe, apavorada, faz
a constatação: “não, não, vomito preto, não”.
Clarinha
já estava com os rins quase zerados em funcionamento, e os enfermeiros, no último
atendimento já tinham alertado que a próxima crise, caso não se encontrasse um
rim de doação, tal situação poderia ser fatal.
A
mãe, desesperada, chama o SAMU, que leva a moça para o hospital. E os seus pais
chamam um taxi e vão em direção a Nossa Senhora das Graças.
Já
do outro lado da cidade, no mesmo momento que Clarinha sofre a crise por causa
dos rins, Pamela está dirigindo o seu carro completamente bêbada, pois, tivera
bragado com o namorado, o emprego era chato e a responsabilidade de adulto era
um saco. Após a aula, tomou todas até ficar completamente embriagada e estava
voltando para a casa quando foi querer atender o celular.
Ao
ver verificar o celular no mesmo tempo dirigindo, Pamela não sente que mexeu no
volante para a esquerda, empurrando o carro de encontro a uma caminhonete. Em
alta velocidade, a colisão foi quase fatal. Pamela sofre um acidente terrível.
No meio das ferragens, no mesmo momento que os socorristas prestam o socorro,
alguém encontra as informações pessoais de Pamela.
Pamela
é levada para o hospital Evangélico. Mas logo o grupo dá meia-volta e os paramédicos
levam-na para o hospital Nossa Senhora das Graças, local que tem toda a
informação completa da Pamela e toda a estrutura para melhor a servir, pois o
pai da moça tem grande relacionamento com esta casa de saúde.
Os
paramédicos já vão adiantando: Pamela teve um problema grave nos órgãos e
precisará urgentemente de transplante de coração. Caso contrário, não
sobreviverá.
Enquanto
Clarinha estava esperando desembaraço de burocracia para dar entrada no
hospital, A Pamela, embora tivesse sofrido acidente minutos depois de Clarinha
ter a crise de enfermidade, o fato é que Pamela deu entrada mais rápido que Clarinha
no hospital.
No
hospital, o sistema de som interrompe a música que estava tocando baixinho no
corredor para chamar o doutor Alencar. “Doutor Alencar, por favor, apresente-se
no setor de emergência”. É fim de maio. Alencar
sai da salinha do plantão porque terá que ir trabalhar.
***
O
milagre da compatibilidade
Os
pais de Clarinha já estavam na sala de espera que fica no setor destinado aos
pacientes do SUS. Local mais acanhado, sem muito luxo, e com mais pessoas
aglutinadas esperando serem atendidas e obterem informações.
Enquanto
isso, os pais da Pamela entram apavorados no setor destinado aos conveniados,
local mais refinado, destinado a poucas pessoas, num espaço confinado maior.
O
grupo de enfermeiros escalado para cuidar da Pamela coloca na prancheta-guia
que o doutor para atendimento seja o Alencar.
E
do outro lado do hospital, o outro grupo de enfermeiros também coloca na prancheta-guia
da Clarinha que o doutor para o atendimento seja o também Alencar.
Como
tanto Clarinha quanto Pamela já tinham todas as informações possíveis nos seus
registros médicos do hospital, o milagre eclodiu: na questão de transplante de
órgãos, as duas moças são totalmente compatíveis!
Neste
momento, o grupo de enfermeiros que cuida de Clarinha olha para o monitor de
informações do hospital, vê que uma moça se acidentou e, ao constatar
compatibilidade, neste exato momento indagam uns aos outros: “Que milagre! Essa
Clarinha precisa de rim e a moça gravemente acidentada pode ser a da doação”. E
registraram tal constatação na prancheta-guia.
E
do outro lado do hospital, a mesma situação. O outro grupo verifica o sistema e
constata que uma garota com falência total dos rins deu entrada no hospital e
que é compatível com a Pamela. E os enfermeiros também exclamam sobre tal
condição: “Mas tem um santo forte e uma sorte tremenda essa moça, hein!?”, vai
ganhar coração novo. E este outro grupo de enfermagem registra na
prancheta-guia esta informação.
O
grupo de enfermagem que cuida da Pamela levou-a pelo carrinho-maca para o
centro de operação. E o grupo que cuida da Clarinha também a levou pelo
carrinho-maca ao mesmo lugar em que Pamela estava.
Tanto
o grupo de enfermagem que cuida de Clarinha quanto de Pamela vão, cada um em
direção aos responsáveis pelas jovens, dar a informação sobre o milagre.
Então,
há felicidade tanto no rol de espera particular, em que os pais de Pamela estão
felizes em saber que há possível doador; quanto o grupo de enfermagem que vai
em direção ao rol comunitário do SUS, em que os pais de Clarinha recebem a
informação de possível doação e, com isso, a família fica esperançosa pelo fato
da filha conseguir não só ser salva, mas poder ter uma vida saudável depois
disso.
Neste
momento, as duas estão no centro de operação C, o único local vazio no dado
momento, esperando a chegada do Doutor Alencar.
***
O
Dilema
O
Doutor Alencar já é tão acostumado em ser chamado em emergência, que já sabe a
procedência de forma habitual. Então, como se estivesse no piloto automático,
mesmo sem saber o que iria enfrentar, já de antemão faz o processo de
desinfetar-se e trocar de roupa para fazer operação.
Ao
apresentar-se à emergência, pergunta para uma enfermeira novata qual é a
situação. E a enfermeira diz que é operação de transplante. Então o Doutor
Alencar dirige-se ao centro de operação C.
Chegando ao local, em primeiro momento viu a
Clarinha, olhou para a prancheta-guia e pensou alto: “vai ganhar rim novo”.
Mas
o sorriso logo saiu do rosto quando ele viu a Pamela no carrinho-maca ao lado,
justamente a filha do mantenedor do hospital.
Neste
momento, chega a sua equipe médica para ajuda-lo a fazer a operação.
Doutor
Alencar pede para a equipe voltar mais tarde, pois tem que ficar um pouco
sozinho no operatório para poder pensar melhor.
E
aqui começa o dilema.
Sentando
no banquinho usado pela instrumentista, Alencar começa a refletir.
Num
primeiro momento ele sabe que deveria constar nas identidades das duas moças,
que já são maiores de idade, a informação de ser “doador de órgãos e tecidos”.
Afinal, caso não houvesse tal informação, as duas não chegariam até a sala de
operação.
Mas
no Brasil, mesmo que uma pessoa seja doadora de órgãos, ainda assim o hospital
tem que possuir o consentimento da família para não dar problema jurídico e até
criminal nesta situação. Então houve erro no sistema do hospital.
O
que leva a outro dilema: agir ou não.
Se
Doutor Alencar decidir não agir ao esperar com que uma das famílias ceda e
permita que o seu filho morra para deixar o filho de outra viver, o que seria
impossível honestamente falando, pois, o dilema de Salomão é fantasioso, essa
demora poderia fazer com que as duas jovens morressem esperando. O tempo era o
vilão.
E
também isso seria negligência.
Então,
a situação está assim: uma jovem precisa morrer para que a outra possa viver. E
as duas dependem da decisão de Alencar para sobreviver.
Alencar,
feliz ou infelizmente, conhece mais ou menos as duas pelo histórico.
Se
Alencar tem que escolher, a pergunta é: quem?
A
pobre Clarinha, que nunca teve a mínima qualidade de vida, tem nessa doação a
possibilidade de nova chance para ter um futuro. E, nesse momento, Alencar
lembra-se que veio de origem pobre também e compreende o sofrimento e as
dificuldades da pobre moça.
Do
outro lado, a Pamela sempre gozou a vida o quanto pode, já desfrutou de tanta
coisa que muitas pessoas não chegariam nem perto de alcançar. O problema é que
a Pamela é muito parecida com a sua ex-mulher já falecida, a Aubrey [mas isso
está longe de ser determinante].
Clarinha
é negra e pobre. Ou seja, pode virar escândalo social e racial. Pode gerar
repercussão midiática.
Pamela
é branca e rica. Pode fazer o hospital perder investimento privado e Alencar pode
ficar queimado na soçaite.
A
Clarinha pode ser morta porque a natureza disse que era a hora dela.
A
Pamela pode morrer porque negligenciou a sua própria vida ao provocar o próprio
acidente.
Clarinha pode viver porque é extremamente
paciente.
Pamela
merece viver porque é magnificamente vibrante.
As
duas são jovens muito bonitas. Ainda bem, pois, se uma fosse bonita e a outra
feia, seria outro dilema.
Alencar
poderia matar as duas, dizer para as famílias que as jovens não resistiram ao
sofrimento, e teria igualdade como válvula de saída.
Mas
o doutor lembra-se do juramento de Hipócrates de que o médico tem que salvar
vidas.
Uma
coisa é certa: não importa a decisão, caso faça a cirurgia de transplante,
doutor Alencar terá que fazer o ato sozinho, para não colocar em saia justa a
sua equipe de trabalho.
***
Junho
não chegará
Não
importa qual seja a decisão que o doutor Alencar irá tomar, essa decisão será
considera para muitas pessoas como algo polêmico e errado.
Até
mesmo o fato de não fazer a cirurgia, ou seja, não agir, é considerado uma
decisão.
Doutor
Alencar tomou decisão e avisa o seu grupo que fará o trabalho sozinho, sem
ajuda da equipe.
Fica
um bom tempo no operatório.
Será
que o Alencar vai ficar parado? Será que vai matar as duas? Ou escolherá quem
vive e quem morre?
Era
o último dia de maio. E finalmente Alencar sai do operatório. Quando o doutor vai
informar a situação para o enfermeiro da ouvidoria do hospital, a fim de repassar
aos familiares sobre o pós-operatório, repentinamente começa a tocar no
corredor do hospital a música Aubrey, da banda Bread.
♫And Aubrey was her
name.
O nome dela era
Aubrey
We triped the light
and danced together to the moon,
Nós diminuímos a luz e dançamos ao luar
But where was June.
Mas onde estava
junho?
No it never came
around.
Ele nunca chegou
If it did it never
made a sound,
E se chegou, veio em silêncio
Maybe I was absent or
was listening to fast,
Talvez eu estivesse ausente ou ansioso demais para
ouvi-lo
Catching all the
words, but then the meaning going past,
Agarrando às palavras e deixando passar o que elas
significavam
But God I miss the
girl,
Mas Deus, eu sinto falta dela
And I'd go a thousand
times around the world just to be
Eu daria mil voltas no mundo só para estar
Closer to her than to
me.
Mais perto dela do que de mim mesmo♫

O Dilema de Júlio César Anjos está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://efeitoorloff.blogspot.com.

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