Leprevost: Um Poste a ser Eleito
Por: Júlio César Anjos
Leprevost
não é nem mesmo um produto político. No máximo é um politiqueiro puxado por
grupo de pressão; um ventríloquo. Não possui o ROR – Repertório, Oratória, Retórica.
E é um candidato insípido. Leprevost é o
Fruet do Ratinho Jr., um títere político para chamar de seu. O pessoal do
marketing da campanha de Ney tenta fazê-lo algo próximo daquilo que possa ao
menos ser votado, até mesmo utilizando um marketing multinível, com a
conclusão, racional, de que Leprevost é com certeza somente um Poste a ser eleito.
Leprevost
é uma espécie de Teleprompter humano; só que com programação de ensino do
primário. Com a fala criptografada, só se diferencia da Dilma por não possuir ”lag”
nem “delay” (o ping está em dia). Com a forma mecanizada, não difere em nada de
um robô doméstico japonês. E, nesse ponto, é impossível Leprevost vencer
debate. Enfim, pela conclusão lógica, não
importa se houve/haverá debate, porque o seu oponente, o Greca, ganhou/ganhará
mais uma vez.
Abram-se
parênteses. Para fazer um debate, o político deve se utilizar de linguagem
verbal (conceitos) e não verbal (gestuais e maneira de se portar), além de ter:
O Repertório (coletânea de argumentos), Oratória (expressar-se em público);
Retórica (fala refinada). Fecham-se parênteses.
Se
não dá para ganhar no “frente a frente”, então o staff do Ney tenta fazer
milagre no bastidor, para reverter o quadro caótico que se encontra nesta
condição. E é aí que aparece o marketing multinível eleitoral. A metodologia
dos marqueteiros é fazer uma fusão entre o estilo micareta nas passeatas e um
tom mais festivo ao gravar vídeo no estúdio. É cafona. Mas até que está
funcionando mais ou menos esta estratégia de manipulação.
Na
micareta, é aquele motivacional de festividade, de uma campanha efusiva, com
saltos de alegria entre os players da candidatura política. É aquele tipo de
estratégia de esquema Ponzi muito em “moda” hoje em dia, com técnicas de
inspirações, motivações e sucesso em fazer parte do grupo. Um monte de gente
com sorriso forçado, cheia de porta-bandeiras atrás do candidato, fingindo um
orgasmo tântrico ao fazer uma simples caminhada. E, que haja sinceridade, essa
campanha de rua festiva do Leprevost não passa de picaretagem.
Já
no estúdio, música ao fundo e um gordinho “feliz”. Tentam vender um Leprevost
no estilo Ciro Bottini, porém, sem fitness e sem brilho, diga-se assim. E sem a
alegria, o principal comburente, também. Porque o vendedor da Polishop é feliz
por natureza; enquanto que Ney esforça para criar uma felicidade artificial,
dentro de um otimismo que não existe. Tudo armado para fabricar um politico “fanfarrão”.
Só que Leprevost tem até olhos tristes. É simplesmente surreal.
Portanto,
Leprevost é poste a ser eleito. Sem habilidade em debate e nas inserções de TV,
fica difícil vender a ideia de que é a melhor opção para a administração da
cidade. Por mais esforço que se faça, Leprevost está longe de ser considerado
um produto político, quanto mais um político com chance de vitória na eleição.
A única sorte de Leprevost, e da sua turma, é que brasileiro não se atém muito
a esses pequenos detalhes, como se esses sinais não fossem importantes para a
tomada de decisão na hora de escolher o candidato e fazer a votação. É o único suspiro
de um candidato que, pelo fracasso, ainda possui chance de vitória na urna.
Se
o povo soubesse votar, Leprevost não seria nem mesmo deputado.

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Baseado no trabalho disponível emhttp://efeitoorloff.blogspot.com.br.

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