Leprevost: O Aventureiro na Crise
Por: Júlio César Anjos
Em
tempos que até o congresso vota a PEC do Teto, ao fazer uma espécie de remendo
de contenção na despesa estatal, é certo que o país está em profunda crise,
tendo que encontrar bons gestores da coisa pública, se quiser sair deste agravo
sem igual. Se em época de bonança, embora não seja certo brincar na urna em nenhum
momento, as pessoas corriam o risco de colocar políticos escusos no poder;
agora, é questão de sobrevivência saber que não se pode votar errado, por isso
que nesta eleição é crucial escolher o certo ao duvidoso, tem que votar no
experiente ao invés do arriscado, mitigando, por certo, o anseio de Ney no
executivo municipal. Porque Leprevost é aventureiro.
O
aventureiro, caso não se tenha um arreio, será até mesmo irresponsável. Pois,
não sabendo como funciona a máquina pública, fará promessas sem igual. Como no
caso do Status Político “PAI” (Pronto Atendimento Infantil), do Leprevost.
Porque qualquer estudante de administração, por pior que a faculdade seja,
saberá que, no orçamento estatal, só se pode gerar uma despesa se apontar uma
receita. Repetindo: Só se pode gerar uma despesa se apontar uma receita. Talvez
na faculdade feita pelo Leprevost no Tocantins não ensinaram isso ao candidato a prefeito. Até mesmo
o orçamento com aumento de 7% aprovado pelo Fruet, para 2017, é um conto de
fada. São por causa destes aventureiros
que o Brasil está nesta condição.
Na
atual conjuntura brasileira, somente manter em funcionamento os postos de saúde
já é uma vitória e tanto. Outro aspecto que mostra a infantilidade do Leprevost
se deu no aspecto de querer baixar 15 centavos a tarifa de ônibus para 2017, além de fazer a proposta de colocar guarda municipal à paisana nos ônibus, mostrando desconhecimento da causa. Neste
ponto nem vale discutir, pois o próprio Greca já deu aula a ele sobre como
funciona a URBS e a situação de transporte na cidade, além de mostrar maturidade ao refutá-lo sobre a questão da segurança pública municipal no debate.
O
Leprevost é daqueles politiqueiros que se acham "messias" e que podem até mesmo
acabar, por exemplo, com a fome por decreto. Imaginem o Ney no primeiro dia de mandato: “O
prefeito, no uso das atribuições que lhe confere, decreta: Que se acabe com a
fome no município. Cumpra-se!” Carimba, assina e despacha. Pronto, acabou-se a
fome na cidade. Muito pueril, não é mesmo? O mesmo se dá quando Ney quer fazer
a fachada política “PAI”; e quando também promete, “com convicção”, baixar a
tarifa de ônibus em 15 centavos. É muito convicto esse menino. Pena que não seja possível.
As
aventuras do Leprevost não param por aí. Leprevost quer reduzir drasticamente
as cadeiras de cargos comissionados na prefeitura. Isso seria crível desde que,
e somente se, ele tivesse maioria na câmara. Ao olhar a composição dos
vereadores para 2017, Leprevost, caso consiga vencer a eleição, não teria
maioria para governar. E para articular, político tem que barganhar. Portanto,
se quiser ter maioria na câmara, terá que articular politicamente através de
barganha dos cargos comissionados à disposição. Se tivesse a maioria, não
precisaria se sujeitar. É fato que ninguém gosta desta politicagem do “toma lá,
dá cá”. Mas esta negociação sempre foi feita desde que a politica existe, até
mesmo para poder governar. É irônico ver
que um deputado estadual, que se diz até mesmo autor da ficha limpa, não saiba
disso. Parece que mente de propósito. Ou é aventureiro no que tange o executivo
mesmo. Vai saber.
Por
isso que nesta crise em que o país vive deve-se ter políticos experientes nos
postos executivos, seja no âmbito municipal, estadual e federal. Não é hora
para aventureiros que tenham até mesmo que perder tempo para aprender como funciona a
máquina pública, pela inexperiência administrativa. Leprevost não teria maioria
na câmara, acha que fará coisas grátis por mágica, além de querer baixar preço
de tarifa na marra, sendo que é impossível fazer isso sem que piore o sistema, que já está
piorado (desgraçar o que já está ruim).
Portanto,
Leprevost não é nem um bom administrador, quanto mais um produto político. É um
candidato imaturo e aventureiro. Pela inexperiência, acredita em encantamentos,
negando a realidade dura da crise instalada no país. Faz promessas que não pode
cumprir por que sabe que é um político ponta de lança. Leprevost se aproveita do
momento efêmero que se passa o país para somente tirar casquinha desta fragilidade. Enfim,
não há mais o que acrescentar, Leprevost é só mais um aventureiro na crise. Nada
mais.

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