Leprevost: Matrioska da Aristocracia Curitiboca
Por: Júlio César Anjos
Curitiba
é uma região cosmopolita que, de forma lúdica, possui variadas formas de governo.
Para políticos acossados da justiça, por exemplo, a cidade é a: “República de
Curitiba”. Todavia, em critério de convenção, há dois outros espectros de
organização. Para os mortais da periferia,
há o “CIC Anárquico” [que não convém mencionar agora]. E para a seleta classe
da cidade, há a “Aristocracia Curitiboca”. Leprevost é, certamente, homem
branco “dazelite”; mais precisamente o candidato preferido do caudilhismo da
capital do MERCOSUL. Portanto, Ney é candidato à prefeitura, da turma que fica
no “lado oculto da lua”, é o aristocrata em ascensão.
Leprevost
é do PSD. Partido que é do Kassab. Também é do Joel Malucelli – empresário e
partidário político. Além disso, divagando sobre a Lava Jato, apareceram citações
dos nomes de Fruet e Ratinho Jr. como recebedores de dinheiro das empresas que
estão sendo investigadas na operação feita pela Polícia Federal. Por isso que a
Aristocracia Curitiboca é avessa à República de Curitiba. É por isso, também,
que Leprevost é ajudado por Ratinho, Malucelli, entre outros, além de
sorrateiramente contar com apoio de Fruet, Requião, Gleisi e até do PCdoB. Por
causa dessas camadas que estão inoculadas dentro da campanha do Ney que é
crível dizer que Leprevost é a Matrioska da Aristocracia Curitiboca – que está
atolada até o pescoço na Lava Jato.
A
Aristocracia Curitiboca possui limitação geográfica. Tem como nascente o Água
Verde e desemboca lá no Alto da XV-Ahú, perímetro composto, com exceções, por madames
dondocas com seus poodles a tiracolo. Esse é o grotão que elege a Gleisi Hoffmann,
por exemplo, a “Narizinho do Petrolão”. São os abastados deste local que articulam
para fazer Fachin Ministro do STF. E é nessa área que se compõe de socialismo
caviar, com maioria alojada na Federal, que dão livre trânsito para Requião,
Lula e etc. Além do mais, são também, no campo de entretenimento, Atletibas.
Assistem aos jogos ou na Baixada ou no Alto da Glória. Quanto a mudanças drásticas,
são até reacionários sobre as modificações revolucionárias, como, por exemplo, o
estádio coxa branca ir para outro local. Neste sentido, até há um furor de
indignação: “Coritiba fazer estádio na CIC? Nem pensar! O lugar é anárquico,
longe, e muito vulgar”. E nessa toada, é crível dizer que Leprevost é cria
forjada desta região. É uma Matrioska da Aristocracia Curitiboca. É realmente para lamentar.
Leprevost
se envelopa entre a camuflagem e o mimetismo político. Pela camuflagem, finge ser o político “novo”,
escondendo a velha politicagem na coligação partidária. Pelo mimetismo, imita o
Greca em tudo, desde as propostas até como se portar. O que é engraçado, pois
Ney faz mote de campanha insinuando que quem o vota é pessoa do bem – dando a entender
que ele também é bonzinho. E por isso que a Matrioska da Aristocracia tem como
desenho reprográfico a cara do Greca. Mas Leprevost não é e nunca será como o
seu adversário nesta campanha, por mais que se esforce, não tem quilate político/eleitoral.
Leprevost é a tentativa suprematista da Oligarquia Curitiboca perante a
República de Curitiba. É a constatação de poder sendo testada nesta votação
municipal. Se Leprevost ganhar a eleição, o que é improvável (mas não
impossível), a vitória irá para as raposas felpudas da chicana da coisa
pública. Já que o mal poderá triunfar sob a égide de Leprevost, no qual se
veste de benéfico para desnudar o maléfico, mantém-se teoricamente, portanto, o status quo de poder nas mãos dos investigados por corrupção. O que seria trágico...
Diante
as pechas que o candidato do PSD possui, sendo assim, alguém indagará: “Leprevost é
Marionete da Máfia do Pedágio ou é Matrioska da Aristocracia Curitiboca?” Eis
que a resposta é: Depende. No campo estadual, atende aos barões das estradas
privatizadas. No campo municipal, dedica exclusividade aos viscondes Curitibocas.
Neste momento, na eleição municipal, é uma Matrioska. Todavia, é um politico
carreirista, consegue se camuflar e se mimetizar. Então é bom ficar ligado
sobre quem é o político de fato.
Portanto,
é salutar saber que Leprevost é político que, possa até não ser corrupto, mas, certamente,
frequenta muita “festa estranha com gente esquisita”. No âmbito estadual é
investido pelo empresariado do pedágio. E no meio municipal, é apoiado por
muita gente que está envolvida na Lava Jato, tendo em Ney a camuflagem perfeita
para englobar toda a classe dominante, com Leprevost virando uma espécie de
Matrioska da Aristocracia Curitiboca.
Aí
tem.
Três observações:
Obs1: Não sou hipócrita, a Lava Jato pega TODOS os partidos políticos. Foquei nos nomes dos adversários de momento, mas o fato é que tem muito tucano na lava jato também. Então, é um texto político com viés, o que não significa que no Greca não tenha aliado implicado em investigação da Polícia Federal.
Obs1: Não sou hipócrita, a Lava Jato pega TODOS os partidos políticos. Foquei nos nomes dos adversários de momento, mas o fato é que tem muito tucano na lava jato também. Então, é um texto político com viés, o que não significa que no Greca não tenha aliado implicado em investigação da Polícia Federal.
Obs2: Há ricos do bem em Curitiba. São da Oligarquia Curitibana. Este seleto grupo não se ofenderia com este texto por um simples motivo: Não se metem em política.
Obs3: Pra quem não sabe, eu sou cria do bairro CIC.
CIC é o maior bairro de Curitiba. É Periférico, portanto, periferia.

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