Leprevost: Dossiê
Por:
George Schpatoff
Ney
Leprevost fez sua carreira à sombra escura do poder. Beneficiou-se diretamente
do tráfico de influência com bancos (inclusive Banestado), pedágios e
mineradoras. E também tirou partido de contratos que vão desde o governo de
Rondônia até à prefeitura de Curitiba. Veja os bastidores desta carreira
política nebulosa, povoada pela ligação com grandes esquemas, que terminaram em
tragédias, falências de grandes grupos e escândalos famosos dentro e fora do
Paraná.
O
pai de Ney, advogado Luiz Antonio Leprevost, começou como operador do mercado
financeiro no Grupo Ipiranga, financeira que faliu e foi lacrada pelo Banco
Central em maio de 1974.
Sua
saga no mercado financeiro continuou no Banco Bamerindus de 1975 a 1978; no
Banco Real de 1978 e 1983. Ambos faliram.
Foi
também Diretor Administrativo Financeiro do Banestado, de 1984 a 1987, outro
banco falido e lacrado pelo Banco Central em meio ao escândalo de 19 bilhões de
dólares desviados para fora do Brasil.
Foi
Diretor da Hermes Macedo Financiadora S/A de 1990 a 1992, outro grande grupo
gigante que virou massa falida.
Do
mercado financeiro foi para cargos públicos.
Foi
diretor da Telepar de 1992 a 1993, quando demitiu 680 funcionários numa tacada
só.
Foi
diretor do CIC, Companhia de Desenvolvimento de Curitiba, em 1995, quando o
Ministério Público entrou com ação contra licitações irregulares.
Também
foi Diretor de Finanças e Patrimônio da Paranáprevidência; do conselho de
administração da SANEPAR de 2011 a 2015; e por último diretor da Copel, sendo
demitido em 2016, ano que Ney brigou com o governador Beto Richa.
O
tio de Ney, José Carlos Leprevost, foi deputado federal até virar conselheiro
no TCE-PR, onde se aposentou em 1993, depois de forjar uma invalidez
inexistente. Veio
dele o curral eleitoral herdado por Ney.
Apesar
do TCE-PR exigir dedicação exclusiva, foi dono de três mineradoras: Leprevost e
Cia. Ltda.; Mineração Morretes Ltda.; e Mineração São Brás S.A.
Em
1989, assumiu o cargo de presidente da Companhia de Mineração de Rondônia
(CMR). Foi operador do impopular governador de Rondônia, Jerônimo Santana.
Depois
da fracassada aventura em Rondônia, tentou reativar a Metalurgia de Chumbo da
Plumbum, no vale da Ribeira, mas a empresa faliu em 1995 em meio a acusações de
danos ao meio-ambiente e à saúde dos habitantes do município de Adrianópolis.
O
irmão de Ney é João Guilherme Leprevost, dono do Bar da Brahma e da CWB Brasil,
empresa de eventos financiados pela Prefeitura Municipal de Curitiba. Virou
dono da pedreira Paulo Leminski, depois da privatização.
Eis
o homem.
Assinado
por: George Schpatoff.
Eis o dossiê do homem que disputa a eleição para a prefeitura de Curitiba.

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